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    <title>Repositório Comunidade:</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/8914</link>
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    <pubDate>Thu, 06 Aug 2026 20:48:52 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-08-06T20:48:52Z</dc:date>
    <item>
      <title>Nodulação espontânea e economicidade da adubação na cultura do feijão-de-vagem no Médio Paraíba-Fluminense</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25951</link>
      <description>Título: Nodulação espontânea e economicidade da adubação na cultura do feijão-de-vagem no Médio Paraíba-Fluminense
Autor: Lopes, Herval Fernandes
Resumo: Com o objetivo de avaliar a nodulação espontânea e&#xD;
economicidade da adubação na cultura do feijão-de-vagem&#xD;
cultivada após a cultura do tomateiro na região do Médio&#xD;
Paraíba-Fluminense, foram realizadas três partes distintas&#xD;
de trabalho. Na primeira, 15 entrevistas, com produtores de&#xD;
11 localidades da região. Na segunda, um ensaio de campo&#xD;
conduzido num Latossolo Vermelho Amarelo de propriedade do&#xD;
Sr. Antônio Alfredo Costa em Paraíba do Sul. Na terceira,&#xD;
foram determinados os custos, as receitas e as taxas de&#xD;
retorno financeiros do produtor de feijão-de-vagem,&#xD;
implantados em 1 ha, dos seguintes sistemas culturais:&#xD;
cultivo convencional, quando são executadas todas as etapas&#xD;
culturais para o plantio do feijão-de-vagem (cultura 1);&#xD;
cultivo de aproveitamento, onde são utilizados os adubos e&#xD;
estaqueamento residuais da cultura do tomate e realizadas as&#xD;
adubações de cobertura para a cultura do feijão-de-vagem&#xD;
(cultura 2) e cultivo de aproveitamento sem adubação em&#xD;
cobertura, permitindo-se o uso da FBN natural (cultura 3).&#xD;
No estudo foram obtidas as seguintes conclusões. Os&#xD;
produtores apresentam baixo nível de escolaridade, idade&#xD;
avançada e tradição com a cultura acima de 10 anos. As&#xD;
cultivares Teresópolis e Macarrão são de uso frequente. Não&#xD;
há época determinada para o cultivo do feijão-de-vagem na&#xD;
região. Dos 14 produtores que apresentavam cultura instalada&#xD;
&#xD;
xix&#xD;
&#xD;
85,7% estavam cultivando o feijão-de-vagem como cultura 1.&#xD;
Os produtores vêm fazendo adubações incorretas e excessivas&#xD;
em suas lavouras e estão substituindo a adubação fosfatada&#xD;
de plantio pelas de cobertura. Os teores médios de N, P2O5 e&#xD;
K2O foram, respectivamente: 165, 217 e 200 kg/ha para a&#xD;
cultura 1; 286, 483 e 346 kg/ha para a cultura do tomateiro&#xD;
e 266, 253 e 306 kg/ha para a cultura 2. Pôde-se observar&#xD;
&#xD;
que existem maiores chances de nodulação e FBN no feijão-de-&#xD;
vagem, cultivado após a cultura do tomateiro, em decorrência&#xD;
&#xD;
da calagem e dos teores residuais elevados de fósforo e&#xD;
potássio no solo, além do uso excessivo de irrigação. Quando&#xD;
foram mostrados os nódulos aos produtores e questionados&#xD;
sobre o que era FBN, 21% responderam que nunca tinham visto&#xD;
nódulos nas raízes do feijão-de-vagem, 79% tinham visto&#xD;
nódulos e nenhum deles tinham ouvido falar em FBN.&#xD;
O teor de N residual no solo da cultura do tomate&#xD;
limitou, mas não eliminou a nodulação do feijão-de-vagem. A&#xD;
dose de 100 kg N/ha influenciou negativamente a nodulação e&#xD;
o peso dos nódulos do feijão-de-vagem e a dose de 60 kg&#xD;
N/ha, aplicados na forma de uréia, reduziu somente o peso&#xD;
dos nódulos. Do total dos nódulos contados diferenciadamente&#xD;
para ativos e inativos aos 30 dias após a emergência (DAE)&#xD;
em todos os tratamentos, 49% estavam ativos, indicando que&#xD;
pode ter havido algum incremento de N proveniente da fixação&#xD;
biológica do nitrogênio. As produtividades de vagens frescas&#xD;
dos tratamentos com adubação NPK (20,43 t/ha) e sem adubação&#xD;
&#xD;
xx&#xD;
&#xD;
(16,54 t/ha) não obtiveram diferença significativa (P&lt;0,05,&#xD;
teste Tukey), entretanto, houve aumento da produção até os&#xD;
75 DAE para os tratamentos com adubação nitrogenada.&#xD;
O acréscimo de produção de vagens comercializaveis até&#xD;
os 75 DAE na cultura 2, em relação à cultura 3, no período&#xD;
de 21-05 à 04-06-94, coincidiu com o início da safra do&#xD;
feijão-de-vagem e por isso pôde alcançar melhores cotações&#xD;
no mercado, sendo que o preço médio obtido na cultura 2 foi&#xD;
de US 7,90/cx. e na 3 de US 7,19/cx. no referido período. A&#xD;
economia no custo oferecida pela cultura 3, em relação à&#xD;
cultura 2, foi de US 367,30/ha, e correspondeu não só a&#xD;
diminuição com os custos com adubação e adubo, mas também&#xD;
aos menores dispêndios com a colheita, classificação,&#xD;
embalagem e transporte interno das duas culturas. A&#xD;
participação da adubação e dos adubos no custo total da&#xD;
lavoura de 1 ha na cultura 1 foi de 21,21%, na cultura 2 de&#xD;
8,26% e na 3 nula. Num estudo comparativo das rendas&#xD;
líquidas e taxas de retorno nas culturas 2 e 3 observou-se&#xD;
que a renda líquida unitária e a taxa de retorno podem&#xD;
explicar melhor os benefícios econômicos dos fatores de&#xD;
produção estudados, pois, apesar da renda líquida total ter&#xD;
sido maior na cultura 2 (U$ 7.142,65), a renda unitária (U$&#xD;
5,36) e a taxa de retorno (U$ 2,46/U$) foram maiores para a&#xD;
cultura 3 (renda líquida de U$ 6.081,40, renda líquida&#xD;
unitária de US 5,39 e taxa de retorno de U$ 2,51/U$).&#xD;
Através do estudo da variação das taxas de retorno a cada&#xD;
-&#xD;
&#xD;
xxi&#xD;
&#xD;
colheita e das colheitas acumuladas, nas épocas de&#xD;
comercialização, foi confirmado que o mercado favoreceu a&#xD;
cultura 2, mas não o suficiente para ultrapassar a taxa de&#xD;
retorno da produção total da cultura 3. Desta forma a&#xD;
produção do feijão-de-vagem, cultivado após o tomateiro sem&#xD;
adubação na região do Médio Paraíba foi economicamente&#xD;
superior aquela que usou adubação.</description>
      <pubDate>Mon, 30 Jun 1997 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25951</guid>
      <dc:date>1997-06-30T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Associação de bactérias diazotróficas e fungos micorrízicos arbusculares em mudas de Pupunheira (Bactris gasipaes H.B.K.)  de Dendezeiro (Elaeis guineensis Jaquim.)</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25950</link>
      <description>Título: Associação de bactérias diazotróficas e fungos micorrízicos arbusculares em mudas de Pupunheira (Bactris gasipaes H.B.K.)  de Dendezeiro (Elaeis guineensis Jaquim.)
Autor: Carvalho, André Ricardo Vieira de
Resumo: A Pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.) e do Dendê (Elaeis guineensis Jaquim.), são duas&#xD;
palmeiras de grande importância na atividade agrícola, principalmente nos países tropicais. O&#xD;
dendezeiro pelo seu potencial na produção e rendimento de óleo de alto poder calorífico como&#xD;
também para uso na Indústria Alimentícia. Quanto à Pupunha, esta pode produzir precocemente&#xD;
palmito de boa qualidade e frutos ricos em beta carotenos e amido, além de possuir uma&#xD;
quantidade satisfatória de óleos insaturados. Para comprovar a eficiência das bactérias&#xD;
diazotróficas endofíticas e dos fungos micorrízicos arbusculares na contribuição da nutrição&#xD;
nitrogenada e fosfática para as mudas destas palmeiras, foram conduzidos em casa de vegetação&#xD;
dois experimentos de inoculação com estes microrganismos. O experimento com as mudas de&#xD;
Pupunheira, teve como substrato, 70% de solo do horizonte B de Podzólico Vermelho-amarelo&#xD;
(Alfissol); 20 % de areia lavada, 10 % de Fosfato de rocha Patos de Minas e 2,11g de FTE Br 12&#xD;
para cada 3 kg da mistura. O ensaio foi conduzido em blocos ao acaso, utilizando recipientes de&#xD;
polietileno contendo 3 kg de substrato com 10 repetições e 8 tratamentos representados pela&#xD;
Testemunha (T1); 14 mg de N por planta a cada 25 dias (T2); inoculação com uma mistura de 3&#xD;
bactérias diazotróficas, isoladas de raízes de pupunheira e de dendezeiro, sendo 2 espécies de&#xD;
Herbaspirillum e uma espécie de A. brasilense sem o G. clarum (T 3); inoculação de uma mistura&#xD;
de estirpes padrões de Azospirillum lipoferum (260), Herbaspirillum seropedicae (Z 67) e&#xD;
Burkholderia sp (M130) sem a inoculação do G. Clarum (T4); inoculação do fungo micorrízico&#xD;
arbuscular Glomus clarum sem bactérias diazotróficas (T5); tratamento 3 com a inoculação&#xD;
conjunta do Glomus clarum (T6); tratamento 4 com a inoculação conjunta do Glomus clarum (T 7)&#xD;
e o tratamento 8, onde as plantas eram fertilizadas com nitrogênio (14 mg de N por planta a cada&#xD;
25 dias) e inoculadas com o Glomus clarum. As mudas foram mantidas nestas condições por 270&#xD;
dias após a inoculação. Utilizou-se para este ensaio plântulas pré germinadas de pupunheiras sem&#xD;
espinhos, oriundas de Santa Maria Madalena-RJ. As bactérias diazotróficas foram inoculadas no&#xD;
&#xD;
momento do plantio destas plântulas nos recipientes com turfa na quantidade de 9,53 g .&#xD;
recipiente-1, contendo 108 . cél . g -1 . A inoculação do FMA foi feita utilizando 1 ml de suspensão&#xD;
contendo aproximadamente 30 esporos de Glomus clarum por planta. Quanto ao experimento com&#xD;
as mudas de Dendezeiro, este teve como substrato 45% de solo do horizonte B de um Podzólico&#xD;
Vermelho-amarelo (Alfissol); 45 % de areia lavada e 10 % de Fosfato de rocha Patos de Minas e&#xD;
2,11g de FTE Br 12 para cada 3 kg da mistura. O experimento foi conduzido em blocos ao acaso,&#xD;
utilizando recipientes de polietileno contendo 3 kg de substrato, constando de 12 repetições e 9&#xD;
tratamentos: testemunha (T1); 14 mg de N na forma de (NH4)2 SO4 a cada 25 dias (T2); inoculação&#xD;
com uma mistura de 3 bactérias diazotróficas, isoladas de raízes de pupunheira e de dendezeiro,&#xD;
sendo 2 espécies de Herbaspirillum e uma espécie de A. brasilense sem o G. clarum (T3);&#xD;
inoculação de uma mistura de estirpes padrões de Azospirillum spp (260 e Br 17), H. seropedicae&#xD;
(Z 67) e a estirpe M130 de Burkholderia sp (T4), mistura dos FMA Scutellospora heterogama, S.&#xD;
gregaria e Glomus clarum (T5), tratamento 3 mais os FMA (T6), tratamento 4 mais os FMA (T7),&#xD;
14 mg de N a cada 25 dias mais o tratamento cinco (T8); os tratamentos 3 e 4 sem os FMA (T9).&#xD;
As mudas ficaram 270 dias após a inoculação. Foram utilizadas plântulas de dendezeiro com 45&#xD;
&#xD;
dias após a germinação, retiradas de plantas adultas do genótipo Dupey oriundas da CEPLAC-&#xD;
Bahia. As bactérias diazotróficas foram inoculadas no momento do plantio das plântulas nos&#xD;
&#xD;
recipientes, utilizando-se 2 ml . recipiente -1 de uma suspensão bacteriana, contendo 108&#xD;
cél . ml -1&#xD;
.&#xD;
A inoculação dos FMAs foi feita com 3 ml de suspensão de esporos. Sendo 1 ml contendo 100&#xD;
esporos de S. heterogama, 1 ml com 100 esporos de S. gregaria e 1ml contendo 100 esporos de&#xD;
G. clarum. Tanto no ensaio de inoculação com mudas de pupunheira, como também com as mudas&#xD;
de dendezeiro o tratamento micorrizado nitrogenado foi o que apresentou o comportamento mais&#xD;
satisfatório dentre os demais tratamentos impostos. As duas espécies de palmeiras utilizadas neste&#xD;
trabalho expressaram um grau elevado de dependência ao nitrogênio em estágio de mudas. A&#xD;
interação individualmente de estirpes padrões ou de isolados de palmeiras, não se mostrou&#xD;
satisfatória para a maioria dos parâmetros analisados em ambos os experimentos. A interação de&#xD;
ambos os grupos de bactérias diazotróficas utilizadas nos ensaios, com os fungos micorrízicos não&#xD;
evidenciou um comportamento satisfatório para a maioria dos parâmetros analisados, sendo, no&#xD;
entanto, nunca inferiores à testemunha. As estirpes padrões, quando inoculadas conjuntamente com&#xD;
as bactérias diazotróficas oriundas de palmeiras contribuíram para uma melhoria de área foliar,&#xD;
conteúdo total de nitrogênio nas raízes, peso da parte aérea seca, como também do diâmetro e&#xD;
&#xD;
altura das mudas de dendezeiro ao final do ensaio. O tratamento com o fungo micorrízico&#xD;
arbuscular Glomus clarum utilizado no ensaio com a pupunheira em nenhum momento mostrou-se&#xD;
inferior a testemunha, sendo em alguns parâmetros superiores a esta. As três espécies de fungos&#xD;
micorrízicos arbusculares utilizadas no ensaio com o dendezeiro, quando não eram inoculadas&#xD;
conjuntamente com as diazotróficas contribuíram para a melhoria da nutrição fosfática, como&#xD;
também para a nutrição potássica.&#xD;
Coletou-se também amostras de tecido de raízes, folhas e de frutos (endosperma da&#xD;
semente e mesocarpo) para quantificação e isolamento de bactérias diazotróficas em plantações&#xD;
adultas de Dendê (Elaeis guineensis Jaquim.) e de Pupunha (Bactris gasipaes H.B.K.), na Estação&#xD;
Experimental da CEPLAC “Lemos Maia”, na cidade de Una-BA. Amostras estas, de três genótipos&#xD;
de Dendê (Dura Comum, Dura Dupey e Tenera), e de um genótipo de Pupunha (Alaranjada), sendo&#xD;
cinco amostras simples escolhidas ao acaso para formar cada amostra composta. Sendo que de&#xD;
cada parte da planta de cada genótipo amostrada se obteve uma amostra composta. No momento&#xD;
desta coleta também procedeu-se a coleta de solo de rizosfera e raízes finas destas palmeiras para&#xD;
quantificação e levantamento da ocorrência das principais espécies de FMA que se encontravam&#xD;
na área, sendo 4 repetições para cada média obtida. Foi detectada a presença de bactérias&#xD;
diazotróficas em raízes, colmo, endosperma da semente e mesocarpo do fruto de plantas adultas&#xD;
dos 3 genótipos de dendezeiro e no único genótipo de pupunheira analisado, sendo que essas&#xD;
bactérias não foram encontradas na parte aérea destas plantas. As principais espécies de fungos&#xD;
micorrízicos arbusculares observadas foram Glomus macrocarpum; Glomus sp 1 e Acaulospora&#xD;
sp 1 na rizosfera dos genótipos Dupey e Dura Comum. Quanto as principais espécies de FMA&#xD;
encontradas na rizosfera do genótipoTenera foram Glomus sp 1, Acaulospora sp 1 e Acaulospora&#xD;
sp 2, como também a espécie Glomus macrocarpum. As espécies que predominaram na rizosfera&#xD;
do genótipo alaranjada (Pupunha), foram Acaulospora sp 2, Glomus sp 1 e Glomus macrocarpum.&#xD;
A porcentagem do comprimento de raízes finas colonizadas por fungos micorrízicos arbusculares&#xD;
de todas os genótipos de dendezeiro, como também do genótipo de pupunheira alaranjada foi muito&#xD;
baixa, sendo que entre os três genótipos de dendezeiro estudados não havia diferenças marcantes.&#xD;
O número de esporos encontrados para cada 50 cm3&#xD;
&#xD;
de solo de rizosfera nas plantas não diferia&#xD;
estatisticamente entre si nos três genótipos de dendezeiro analisados. Este variou de 357 no&#xD;
genótipo Dupey a 485 no genótipo Dura Comum.</description>
      <pubDate>Mon, 30 Jun 1997 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25950</guid>
      <dc:date>1997-06-30T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Vermicompostagem de esterco bovino e bagaço de cana-de-açúcar inoculados com bactéria fixadora de N2 (Acetobacter diazotrophicus)</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25948</link>
      <description>Título: Vermicompostagem de esterco bovino e bagaço de cana-de-açúcar inoculados com bactéria fixadora de N2 (Acetobacter diazotrophicus)
Autor: Aquino, Adriana Maria de
Resumo: Foram realizados dois experimentos para avaliar a capacidade reprodutiva de cinco minhocas adultas por vaso, usadas como população inicial, em substratos orgânicos constituídos por esterco bovino leiteiro e bagaço de cana-de-açúcar em diversas proporções. Em ambos experimentos foram feitas também as análises químicas de diferentes características para avaliar a influência dos tratamentos na transformação dos resíduos orgânicos.</description>
      <pubDate>Thu, 26 Sep 1991 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25948</guid>
      <dc:date>1991-09-26T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Toxonomia, ecologia e mecanismos envolvidos na infecção e colonização de plantas de cana-de-açúcar (Saccharum sp. hibrido) por bactérias diazotróficas endofíticas do gênero Herbaspirillum</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25946</link>
      <description>Título: Toxonomia, ecologia e mecanismos envolvidos na infecção e colonização de plantas de cana-de-açúcar (Saccharum sp. hibrido) por bactérias diazotróficas endofíticas do gênero Herbaspirillum
Autor: Olivares, Fabio Lopes
Resumo: O gênero Herbaspirillum foi descrito como um grupo de bactérias&#xD;
diazotróficas associado às raízes de gramíneas, possuindo uma única espécie,&#xD;
Herbaspirillum seropedicae. Através da hibridização de RNA e DNA, foi proposta a&#xD;
reclassificação de “Pseudomonas” rubrisubalbicans, agente causal da estria&#xD;
mosqueada da cana-de-açúcar, como Herbaspirillum rubrisubalbicans. Na primeira&#xD;
parte deste trabalho foram conduzidos testes comparativos entre H.&#xD;
rubrisubalbicans e H. seropedicae. Dentre as características testadas, as&#xD;
espécies diferenciaram-se entre si pelo uso das fontes de carbono meso-eritritol e&#xD;
N-acetilglucosamina, quanto a temperatura ótima de crescimento, padrão de&#xD;
&#xD;
flagelos e quanto a indução de estrias mosqueadas em cana-de-açúcar var.B-&#xD;
4362. Sondas de oligonucleotídeos espécie-específicas demonstraram uma&#xD;
&#xD;
correspondência total com os resultados dos testes de uso do meso-eritritol e N-&#xD;
acetilglucosamina na discriminação das espécies Herbaspirillum. Além disso,&#xD;
&#xD;
soros policlonais produzidos e a análise do polimorfismo de bandas geradas por&#xD;
Inter-LINE PCR mostraram-se como ferramentas adicionais na distinção de&#xD;
isolados ao nível de espécie. Na segunda parte deste trabalho foram avaliados&#xD;
aspectos da ecologia da bactéria. Foi observado que H. seropedicae ocorre&#xD;
naturalmente em raízes, colmos e folhas de diversas espécies de plantas,&#xD;
predominantemente membros da família das gramíneas. Já H. rubrisubalbicans foi&#xD;
isolada apenas de cana-de-açúcar e raízes de uma gramínea invasora (Digitaria&#xD;
insularis). Herbaspirillum não foi isolado de nove espécies de plantas distribuídas&#xD;
&#xD;
xxi&#xD;
&#xD;
em sete famílias, bem como de 10 amostras de solo não vegetado. A&#xD;
sobrevivência de Herbaspinllum spp. no solo foi baixa, atingindo números não&#xD;
detectáveis entre 3 a 4 semanas. A introdução da planta hospedeira elevou a&#xD;
persistência da bactéria no sistema solo-planta. Ademais, foi possível reisolar a&#xD;
bactéria após a introdução de sementes de sorgo em solo cuja população havia&#xD;
atingido números não detectáveis por mais de 6 semanas. Em experimentos de&#xD;
inoculação, demonstrou-se que a população de Herbaspirillum spp. no interior das&#xD;
raízes de plantas micropropagadas de cana-de-açúcar caiu muito pouco,&#xD;
estabilizando-se em torno de 104 células. g-’ de raízes, enquanto que na parte&#xD;
aérea flutuações maiores foram observadas. Efeitos deletérios significativos (a =&#xD;
5%) na acumulação de matéria fresca de raízes e da parte aérea de plantas de&#xD;
cana-de-açúcar foram observados no tratamento nitrogenado, aos 12 e 24 d.a.i.. A&#xD;
partir de 64 d.a.i., o tratamento com nitrogênio aumentou significativamente (a =&#xD;
5%) o acúmulo de matéria seca. Acúmulos significativos (a = 5%) de matéria&#xD;
fresca da parte aérea foram obtidos aos 24 d.a.i. com H. seropedicae estirpes Z67&#xD;
e HRC54 comparadas ao controle e a testemunha nitrogenada. Na terceira parte&#xD;
do trabalho, a infecção e colonização de plântulas de cana-de-açúcar por&#xD;
Herbaspirillum foram investigados utilizando técnicas de microscopia.&#xD;
Demonstrou-se que 1 d.a.i., as bactérias encontravam-se aderidas a superfície&#xD;
das raízes por meio de ataque apolar em monocamada. Herbaspirillum infectou às&#xD;
raízes nas zonas de emergência de raízes laterais e regiões de ruptura de células&#xD;
da epiderme. A colonização do interior das raízes ocorreu pela multiplicação das&#xD;
bactérias nos espaços intercelulares das células do córtex. A colonização do&#xD;
interior do córtex foi seguida pela infecção do cilindro central, que ocorreu&#xD;
principalmente próxima as regiões de emissão de raízes laterais. No tecido&#xD;
vascular, Herbaspirillum colonizou os meatos celulares e o interior das células de&#xD;
parênquima vascular, invadindo os vasos do xilema. A aplicação da técnica de&#xD;
imuno-ouro, utilizando anticorpos policlonais contra Herbaspirillum spp.&#xD;
confirmaram a identidade das bactérias observadas ao microscópio. No quarto&#xD;
capítulo, avaliou-se a reação de duas variedades de cana-de-açúcar contrastantes&#xD;
quanto a sensibilidade a estria mosqueada, a inoculação com diferentes estirpes&#xD;
&#xD;
xxii&#xD;
&#xD;
de H. seropedicae e H. rubrisubalbicans, bem como a reação de sorgo. Embora&#xD;
todas as estirpes de Herbaspirillum tenham sido reisoladas próximas ao ponto de&#xD;
inoculação, apenas estirpes de H. rubrisubalbicans incitaram sintomas típicos da&#xD;
doença em sorgo e cana. H. seropedicae não incitou sintomas em nenhuma das&#xD;
&#xD;
plantas, induzindo uma resposta hipersensível em ambas variedades de cana-de-&#xD;
açúcar testadas. Observações ao microscópio revelaram um padrão bem distinto&#xD;
&#xD;
de colonização da planta que foi função da espécie de Herbaspirillum, da espécie&#xD;
de planta e do genótipo utilizado. No caso da var. B-4362 (susceptivel), H.&#xD;
rubrisubalbicans colonizou e obstruiu o Iúmem dos vasos do xilema. Em adição,&#xD;
invadiu e multiplicou-se nos espaços intercelulares das células do mesófilo.&#xD;
Diferente da var. SP 70-1143, onde H. rubtisubalbicans mesmo colonizando os&#xD;
vasos do xilema, formou dentro dos mesmos microcolônias em intima associação&#xD;
com a parede secundária, jamais obstruindo o Iúmem do vaso. O mesófilo da var.&#xD;
SP 70-1143 foi menos extensivamente colonizado, com menor densidade de&#xD;
bactérias e maior síntese e deposição de gomas, comparado com a var. B-4362.&#xD;
Imunomarcação comparativa de H. rubrisubalbicans colonizando as duas&#xD;
variedades de cana sugeriu que no caso da interação com a variedade B-4362, H.&#xD;
rubrisubalbicans produziu maior quantidade de exopolisacarídeos (EPS).Esta&#xD;
maior produção pode estar envolvida com o estabelecimento da interação&#xD;
enferma. Com relação a plantas de sorgo, H. rubrisubalbicans permaneceu&#xD;
confinado ao interior dos vasos do protoxilema e do metaxilema. A densidade de&#xD;
colonização do vaso refletiu na maior ou menor expressão de sintomas com as&#xD;
bactérias colonizando completamente o Iumem dos vasos em algumas regiões&#xD;
mais avançadas da doença e havendo grande síntese de gomas e formação de&#xD;
microcolônias encapsuladas em regiões de transição entre tecido com e sem&#xD;
sintomas. H. seropedicae embora presente em intima associação com os vasos,&#xD;
parece não ter eliciado nenhuma resposta de defesa na planta.</description>
      <pubDate>Thu, 12 Jun 1997 00:00:00 GMT</pubDate>
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