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    <title>Repositório Comunidade:</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/8983</link>
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    <pubDate>Sun, 30 Aug 2026 17:40:27 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-08-30T17:40:27Z</dc:date>
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      <title>"Meu filho bichológico": Cães e gatos como membros das famílias contemporâneas</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26235</link>
      <description>Título: "Meu filho bichológico": Cães e gatos como membros das famílias contemporâneas
Autor: Moraes, Ialê Pires de
Resumo: A chamada “família multiespécie” é formada pela relação entre humanos e seus animais de&#xD;
estimação, que constroem laços e cultivam vínculos. A ideia de construir parentesco com&#xD;
cães e gatos e a reivindicação do uso de novos termos são desdobramentos das&#xD;
transformações de sensibilidade com relação ao animal de estimação, que passou a ter sua&#xD;
vida considerada como moralmente valiosa. O novo status moral de cães e gatos nos permite&#xD;
compreender as características desse arranjo familiar através do comparativo com os estudos&#xD;
de família e parentesco sobre a família humana. Junto a essas mudanças vieram as novas&#xD;
obrigações e responsabilidades que devem ser cumpridas por meio de uma “guarda&#xD;
responsável”. Tal relação inscreve os pets em uma lógica de “cuidado” em que as dinâmicas&#xD;
de alimentação, atenção à saúde, higiene e lazer devem promover o “bem-estar” do animal. O&#xD;
consumo de produtos e serviços se apresenta então como um dos desdobramentos dessa&#xD;
forma de “cuidar”. Nesse sentido, a análise do mercado pet nos ajuda a compreender o&#xD;
desenvolvimento da participação dos animais de estimação na vida social como membros da&#xD;
família e consumidores. Este mercado ocupa a terceira posição no mundo, assim como o&#xD;
Brasil possui a terceira maior população pet, com cerca de 150 a 160 milhões de animais de&#xD;
estimação. Nesse sentido, o objetivo desta dissertação é compreender como as&#xD;
transformações morais, o modelo de “cuidado” e as noções de “bem-estar” e “guarda&#xD;
responsável” são apropriados pelo mercado pet, que desenvolve sua própria interpretação&#xD;
dessas categorias e institui um imperativo moral de consumo aos membros da “família&#xD;
multiespécie”. Frente a isso, reflexões morais e econômicas são efetuadas para decidir quais&#xD;
produtos e serviços deverão fazer parte da rotina da família. A análise das mudanças do status&#xD;
moral dos animais de estimação foi construída através de pesquisa bibliográfica sobre&#xD;
antropologia das relações entre humanos e animais e pesquisa documental. O embasamento&#xD;
teórico para a comparação entre o modelo de “família multiespécie” e a família humana foi&#xD;
realizado a partir de estudos antropológicos sobre família e parentesco. Já a pesquisa empírica&#xD;
envolveu a descrição etnográfica de uma feira de adoção de cães e gatos e entrevistas&#xD;
informais e formais com pessoas que consideram seus animais como parte da família,&#xD;
voluntários da ONG que organizou a feira e uma protetora que atua no município de&#xD;
Seropédica. Para compreender a presença do mercado pet nesse processo foi produzida a&#xD;
descrição etnográfica de uma visita a uma loja pet para mapeamento e análise qualitativa das&#xD;
descrições dispostas nas embalagens dos produtos oferecidos</description>
      <pubDate>Wed, 25 Feb 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2026-02-25T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>O trabalho dignifica o homem negro? desigualdades de classe e raça na constituição das masculinidades dos coletores de lixo domiciliar</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26173</link>
      <description>Título: O trabalho dignifica o homem negro? desigualdades de classe e raça na constituição das masculinidades dos coletores de lixo domiciliar
Autor: Ramos, Tamis Porfírio Costa Crisóstomo
Resumo: Esta pesquisa busca analisar como as relações de trabalho participam da constituição social&#xD;
das masculinidades dos homens negros coletores de lixo domiciliar do município do Rio de&#xD;
Janeiro, considerando os eixos de desigualdade de raça, gênero e classe na construção dessas&#xD;
identidades. Partindo da compreensão de que a divisão racial e sexual do trabalho estrutura a&#xD;
organização do trabalho no Brasil, a pesquisa investiga os processos e relações sociais e&#xD;
históricas que fazem com que homens negros estejam sobrerrepresentados em ocupações&#xD;
marcadas pela subalternidade e pelo trabalho corporal “sujo”, bem como os efeitos dessas&#xD;
condições sobre suas experiências laborais, e a construção de masculinidades subalternas. A&#xD;
pesquisa tem como aporte empírico entrevistas em profundidade com questionário&#xD;
semiestruturado realizadas com oito coletores da Companhia Municipal de Limpeza Urbana&#xD;
(Comlurb). Os resultados demonstram que a racialização do trabalho de coleta de lixo&#xD;
domiciliar se expressa para além da sobrerrepresentação de homens negros nessa ocupação,&#xD;
mas, principalmente, na associação histórica entre sujeira, trabalho degradante e corpos&#xD;
negros. Além disso, evidenciam-se relações ambíguas constitutivas da posição social desses&#xD;
trabalhadores enquanto homens negros e da atividade que desempenham. Tais relações&#xD;
complexas envolvem humilhação e orgulho, exploração e reconhecimento, sacrifício e honra&#xD;
coexistindo simultaneamente. A análise sociológica da coleta de lixo domiciliar permite&#xD;
compreender os efeitos da divisão racial e sexual do trabalho na forma com que se configuram&#xD;
experiências de subalternização, precarização laboral e desvalorização social, além dos&#xD;
impactos sociossubjetivos dessas relações estruturais para a construção de identidades&#xD;
masculinas subalternizadas</description>
      <pubDate>Thu, 02 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26173</guid>
      <dc:date>2026-07-02T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>“Calma que dá tempo”: mulheres e o cotidiano da visita no Complexo do Gericinó</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26138</link>
      <description>Título: “Calma que dá tempo”: mulheres e o cotidiano da visita no Complexo do Gericinó
Autor: Santos, Beatriz Corrêa dos
Resumo: Este trabalho analisa as práticas de cuidado e as dinâmicas de circulação produzidas por&#xD;
mulheres que visitam homens encarcerados no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona&#xD;
oeste do Rio de Janeiro. A partir de uma etnografia realizada no entorno territorial que circunda&#xD;
a prisão, a pesquisa acompanha os deslocamentos, esperas e interações que antecedem o&#xD;
momento da visita, observando como esposas, mães e outras familiares organizam rotinas e&#xD;
recursos em função das exigências institucionais. O trabalho foi desenvolvido por meio de&#xD;
conversas e acompanhamento das práticas que estruturam o dia da visita, como o preparo de&#xD;
alimentos, a organização das bolsas e a circulação por pensões, mercearias e transportes locais.&#xD;
A análise demonstra que a prisão não se limita ao interior de seus muros, mas produz um campo&#xD;
ampliado de relações que envolve famílias, comerciantes e territórios periféricos</description>
      <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2026-04-07T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>O fazer do desastre: reflexões sobre tempo, rejeitos e o manejo da reparação em Barra Longa (MG)</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26122</link>
      <description>Título: O fazer do desastre: reflexões sobre tempo, rejeitos e o manejo da reparação em Barra Longa (MG)
Autor: Araújo, Amanda Gabrielle Covelo de
Resumo: Perto de completar uma década do rompimento da barragem de Fundão (Mariana, MG), situei minhas principais reflexões nesta dissertação sobre as ações de reparação conduzidas pela Fundação Renova no município de Barra Longa (MG), mais especificamente sobre o Plano de Manejo de Rejeitos (PMR). O plano foi responsável por alocar os rejeitos depositados na região central da cidade para áreas que, num primeiro momento, não foram invadidas pela lama. Esse foi o caso da Comunidade Quilombola Ribeirinha Volta da Capela, localizada nas imediações do ponto de encontro entre o rio Gualaxo do Norte e o rio do Carmo — o patrimônio paisagístico que deu origem ao nome da cidade.  As áreas de lazer de Volta da Capela foram utilizadas pelo plano como Áreas de Disposição de Material Excedente (ADMEs), transformando a paisagem local em um grande canteiro de obras e inaugurando diferentes formas de experiência com o desastre. Na companhia das abordagens antropológicas e sociológicas sobre o tema (Teixeira, 2024, 2014; Leonardo, 2022; Silva, 2017, 2004, 1998; Valencio, 2017), no qual os desastres não são observados como eventos que ocorrem em um momento e espaço específicos, nem mesmo se consolidam como rupturas do funcionamento normal do sistema social que os produziu, aproximo questões em torno do fazer  do desastre e dos diversos tempos verbais envoltos nesse drama social. Para isso, foram analisados acordos jurídicos (como o TTAC, TAP, A-TAP e TAC-Gov), materiais produzidos pela Aedas (Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social), relatórios da Fundação Renova e notas técnicas emitidas pelo CIF (Comitê Interfederativo), além de interlocuções com lideranças locais. Ao perseguir parte dos documentos produzidos ao longo da reparação do desastre deflagrado na bacia hidrográfica do rio Doce e seus impactos na cidade de Barra Longa, identifiquei que grande parte dos deslocamentos produzidos pelo desastre não se revelaram a partir de sua faceta catastrófica, irrompida em uma visibilidade sensacional instantânea, mas sim por uma violência de desgaste, incremental e cumulativa (Nixon, 2007), diluída em espaços, tempos, documentos e tomadas de decisão.</description>
      <pubDate>Wed, 02 Jul 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2025-07-02T00:00:00Z</dc:date>
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