Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26250
Tipo do documento: Tese
Título: Desenvolvimento pós-embrionário de Cochliomyia macellaria (Fabricius), Chrysomya megacephala (Fabricius), Chrysomya albiceps (Wiedemann) e Chrysomya putoria (Wiedemann) (Díptera:Calliphoridae) em temperaturas combinadas e constantes
Título(s) alternativo(s): Post-Embryonic development of Cochliomyia macellaria (Fabricius), Chrysomya megacephala (Fabricius), Chrysomya albiceps (Wiedemann), and Chrysomya putoria (Wiedemann) (Diptera: Calliphoridae) at combined and constant temperatures
Autor(es): Carraro, Vinicius Marins
Orientador(a): Azevedo, Eliane Maria Vieira Milward de
Primeiro membro da banca: Azevedo, Eliane Maria Vieira Milward de
Segundo membro da banca: Cunha, Daisy Wilwerth da
Terceiro membro da banca: Luque Alejos, José Luis Fernando
Quarto membro da banca: Mizuguchi, Nedda Garcia Rosa
Quinto membro da banca: Borba, Helcio Rezende
Palavras-chave: Califorídeos;Desenvolvimento pós-embrionário;Temperatura;Calliphorids;Post-embryonic development;Temperature
Área(s) do CNPq: Parasitologia
Idioma: por
Data do documento: 26-ago-1999
Editor: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Veterinária
Programa: Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária (Patologia e Ciências Clínicas)
Citação: CARRARO, Vinicius Marins. Desenvolvimento pós-embrionário de Cochliomyia macellaria (Fabricius), Chrysomya megacephala (Fabricius), Chrysomya albiceps (Wiedemann) e Chrysomya putoria (Wiedemann) (Díptera:Calliphoridae) em temperaturas combinadas e constantes. 1999. 121 f. Tese (Doutorado em Medicina Veterinária) - Instituto de Veterinária, Universidade Federa Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 1999.
Resumo: Com o objetivo de verificar, sob condições artificiais, a tolerância destes califorídeos à temperaturas que aproximadamente correspondam a temperatura corporal média de mamíferos domésticos e do próprio homem, o presente trabalho procurou avaliar a performance dos imaturos das quatro espécies de califorídeos frente a regimes térmicos extremos (35o C e 38o C) e, paralelamente, a 24o C de temperatura. Objetivou-se, ainda, a exploração de regimes térmicos que, combinados simulassem condições potencialmente mais favoráveis aos imaturos, após o abandono espontâneo das larvas de miíases cutâneas de animais. Os experimentos foram realizados em laboratório. Neolarvas dos califorídeos foram alocadas em câmaras climatizadas expostas a regimes térmicos constantes (24o C, 35o C e 38o C de temperatura) e combinados (35-24o C e 38-24oC de temperatura) (60 ± 10% UR e 14 h de fotofase). Nos tratamentos onde os imaturos foram monitorados sob as temperaturas combinadas, larvas de terceiro ínstar, previamente mantidas a 35o C e 38o C de temperatura, após o abandono espontâneo da dieta, foram transferidas para uma câmara climatizada regulada a 24o C de temperatura. Neste local, observou-se o comportamento de pupariação e emergência. Cada tratamento constituiu-se de quatro repetições compostas por 50 neolarvas inoculadas em 100 g de carne eqüina no início do processo de putrefação. A taxa de abandono de larvas das quatro espécies estudadas foi superior a 80% nos diversos tratamentos. As taxas de sobrevivência larval de C. macellaria, a 35o C e 38o C de temperatura foram superiores a 85%; os imaturos de C. megacephala revelaram taxas de sobrevivência superiores a 82% nestas temperaturas; mais de 70% dos imaturos de C. albiceps conseguiram pupariar. Sob as condições pré-estabelecidas, C. putoria foi a espécie mais suscetível ao regime térmico de 38o C de temperatura: apenas 55% dos imaturos, em média, pupariaram. A 35o C de temperatura a taxa de pupariação dos imaturos desta espécie atingiu 70,5%, em média. As taxas de sobrevivência pupal e de emergência de adultos foram significativamente reduzidas a 38o C de temperatura para C. macellaria, C. megacephala e C. albiceps. Apenas 7,4% das pupas de C. putoria sobreviveram nesse regime térmico e somente 4% dos imaturos atingiram a fase adulta. Ao combinarem-se os regimes térmicos de 35o C e 38o C a 24o C de temperatura, a performance dos imaturos foi significativamente superior. Cerca de 80% dos imaturos de C. macellaria, mais de 75% dos pupariados de Ch megacephala, 65% dos espécimens de C. albiceps e cerca de 50% dos indivíduos de C. putoria, em média, atingiram a fase adulta. A 24o C de temperatura, as taxas de sobrevivência larval e de sobrevivência pupal foram superiores a 80% e 90%, em média, respectivamente, ao computar-se os dados referentes à C. macellaria e C. megacephala. Os imaturos de C. albiceps construíram valores superiores a 80%, em média, ao analisar-se estes dois parâmetros. A resposta dos imaturos de C. putoria a partir da análise das taxas de sobrevivência larval, e, sobretudo, de sobrevivência pupal foram inferiores: 76,5% e 57,3%, em média, respectivamente. As taxas de emergência de adultos a 24o C de temperatura foram superiores a 75% nos experimentos realizados com C. macellaria e C. megacephala; para C. albiceps este valor atingiu os 66%, em média. Apenas 39% dos imaturos de C. putoria atingiram a fase adulta, a 24o C de temperatura. Os resultados obtidos experimentalmente, portanto, indicaram a tolerância das larvas das quatro espécies estudadas quando as temperaturas extremas de 35o C e 38o C, foram combinadas ao regime térmico constante de 24o C, ampliando, e, sugerindo, maiores discussões sobre o potencial desses califorídeos como causadores alternativos de miíases em nosso país.
Abstract: The caliphorid Cochliomyia macellaria (Fabricius) and the exotic blow-flies Chrysomya megacephala (Fabricius), Chrysomya albiceps (Wiedemann) and Chrysomya putoria (Wiedemann) are very important under epidemiological view, by their involvement as pathogen carriers. These flies are frequentely cited in international articles as producing primary or secundary myiasis in domestic animals. To verify the tolerance of the caliphorid flies under temperature conditions corresponding to human and domestic animals corporal temperature, in this work, we try to evaluate the performance of larval of these four species of caliphorid flies, under constant extreme thermal conditions (35o C and 38o C) and at 24o C of temperature. We further tested combined temperatures (35-24o C and 38-24o C of temperature) that could simulate the more favorable conditions to larvae, after it is spontaneous abandon, in animal wounds. The tests were made under laboratory conditions. First instar larvae of the caliphorid flies were placed in incubators under constant temperatures (24o C, 35o C and 38o C) and conbined temperatures (35-24o C and 38-24o C) (60 ± 10% RU and 14 h of fotophase). When combined temperatures were tested, third instar larvae, previous maintained at 35o and 38o C of temperature, after their spontaneous abandon of the substrate, were placed at incubators regulated ot 24o C of temperature until reach adults. Four replications containing 50 neolarvae in 100 g of horse meat were used in each treatment. The neolarvae abandon rate on the four studied species was over 80% in all treatment. The larval viability of C. macellaria, at 35o C and 38o C, on average, were greatest than 85%, under these temperatures; the average larval viability of C. megacephala was over 82% and over 70% to C. albiceps. C. putoria has shown the smaller larval viability under 38o C temperature conditions: only 55%, on the average. At 35o C, 70,5% of the immatures reached pupal stage. The pupal survival rate and emergence in Co macellaria, C. megacephala and C. albiceps were greatly affected by 38o C temperature. Only 7,4% of C. putoria pupae survived and only 4% adults emerged. Under combined temperature conditions, the performance of immature stages has a significantily increase. About 80% of the immatures of Co macellaria, 75% of C. megacephala, 65% of C. albiceps and 50% of C. putoria, on average, reached emergence. At 24o C of temperature, the larval and pupal viability of was over 80% and 90%, on the average, respectively, to C. macellaria and C. megacephala. The immatures of C. albiceps demonstrate larval and pupal viability over 80% on average. Both larval and pupal viability rates were smaller in C. putoria: 76,5% and 57,3%, on average, respectively. Over 75% of emergence rate at 24o C was observed to C. macellaria and C. megacephala at this temperature. About 66% of emergence on C. albiceps was observed. Only 39% of emergence was observed to C. putoria at 24o C of temperature. The results suggested the great tolerance of the larvae of the four species studied, when the combined temperatures were tested, wich amplify and suggests more discussions on the potencial of these flies as producers of myiasis, in Brazil.
URI: http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26250
Aparece nas coleções:Doutorado em Medicina Veterinária (Patologia e Ciências Clínicas)

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