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    <title>Repositório Comunidade:</title>
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    <title>Uma pedagogia da transformação: o Movimento de Educação de Base, trabalhadores e luta de classes em Alagoas (1962-1968)</title>
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    <description>Título: Uma pedagogia da transformação: o Movimento de Educação de Base, trabalhadores e luta de classes em Alagoas (1962-1968)
Autor: Medeiros, Wellington da Silva
Resumo: O Movimento de Educação de Base (MEB) foi criado em março de 1961, por iniciativa da&#xD;
Igreja Católica em parceria com o Governo Federal. A análise historiográfica evidencia uma&#xD;
escassez de estudos sobre o protagonismo dos trabalhadores e trabalhadoras rurais no âmbito&#xD;
do movimento e sua contribuição para o sindicalismo rural em Alagoas. Diante disso, esta&#xD;
pesquisa pretende contribuir com os estudos sobre o MEB no estado e suas complexas relações&#xD;
regionais e nacionais. Na Arquidiocese de Maceió, a instalação do movimento ocorreu em 1962,&#xD;
atrelada à implantação da Rádio Educadora Palmares. Em certo sentido, seu desenvolvimento,&#xD;
principalmente a sua infraestrutura, articulou-se ao Programa de educação de base para a zona&#xD;
norte de Alagoas. Defende-se, como argumento central, que o MEB constituiu uma estratégia&#xD;
para conter a expansão das Ligas Camponesas do vizinho estado de Pernambuco. Tal expansão&#xD;
representaria uma ameaça direta tanto à tradicional influência da Igreja no meio rural quanto às&#xD;
suas propriedades agrárias, justificando a escolha da região Norte como experiência-piloto. No&#xD;
entanto, ao deslocar parte da Igreja em direção às classes subalternas, a utopia sociorreligiosa&#xD;
do MEB, fundamentada inicialmente no personalismo cristão, privilegiou a conscientização e&#xD;
o compromisso de transformação social por meio do trabalho educativo junto aos trabalhadores&#xD;
rurais. Nesse sentido, sustenta-se que, a partir de 1963, sua prática educativa articulou a ação&#xD;
política com as demais esferas da vida social, promovendo uma identidade de classe em&#xD;
oposição à burguesia agrária local. Na esteira de abordagens como as de Edward P. Thompson&#xD;
e James Scott, a pesquisa distancia-se da história das políticas institucionais ao privilegiar a&#xD;
compreensão das experiências individuais e coletivas dos sujeitos que formaram o MEB. A&#xD;
análise busca desvelar os valores sociorreligiosos e o projeto de sociedade que orientaram suas&#xD;
&#xD;
práticas sociais. Parte-se da premissa de que as experiências cotidianas desses estudantes-&#xD;
trabalhadores não foram neutralizadas pela ideologia dominante, mas sim atravessadas por&#xD;
&#xD;
tensões que promoveram fissuras na hegemonia. A investigação permite analisar as&#xD;
experiências de frações da classe trabalhadora, sobretudo os trabalhadores rurais, bem como&#xD;
suas práticas e organização política nos sindicatos como atos de resistência frente ao latifúndio&#xD;
secular e à exploração no campo. Apoiada em ampla documentação disponível no Arquivo da&#xD;
Cúria Metropolitana de Maceió (ACMM) e no uso da História Oral, esta pesquisa busca realizar&#xD;
o que Thompson e Christopher Hill definiram como “história vista de baixo”. Realiza-se,&#xD;
portanto, uma análise a partir do método historiográfico, dentro dos marcos da História vista de&#xD;
baixo e Social das Religiões, sobre a resistência política dos trabalhadores rurais em Alagoas,&#xD;
mais precisamente no espaço social que constitui a Arquidiocese de Maceió, entre os anos de&#xD;
1962 e 1968.</description>
    <dc:date>2026-08-13T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26805">
    <title>O ensino de história em disputa: uma análise crítica do discurso do escola sem partido e projeto mecenas</title>
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    <description>Título: O ensino de história em disputa: uma análise crítica do discurso do escola sem partido e projeto mecenas
Autor: Carvalho, Lohana Jéssica de
Resumo: Esta dissertação analisa os discursos produzidos pelo Escola Sem Partido e pelo Projeto&#xD;
Mecenas, vinculado à Brasil Paralelo, buscando compreender como tais iniciativas constroem&#xD;
narrativas sobre o ensino de história no Brasil contemporâneo. Inserida no campo da História&#xD;
do Tempo Presente, a pesquisa parte da compreensão de que o ensino de história constitui um&#xD;
espaço de disputas discursivas e políticas, especialmente em um contexto marcado pela&#xD;
ampliação das mídias digitais e pela circulação imensurável de conteúdos históricos fora do&#xD;
ambiente acadêmico. O trabalho utiliza como principal metodologia a Análise Crítica do&#xD;
Discurso Textualmente Orientada (ADTO) (Fairclough, 2001), entendida como uma&#xD;
perspectiva capaz de examinar as relações entre linguagem, ideologia e poder presentes nos&#xD;
discursos analisados. A partir dessa abordagem, são investigadas as estratégias discursivas&#xD;
mobilizadas pelos objetos pesquisados na construção de determinadas representações sobre&#xD;
professores, produção historiográfica, escola, neutralidade política e conhecimento histórico.&#xD;
A pesquisa busca identificar de que maneira esses discursos se articulam a perspectivas&#xD;
revisionistas e negacionistas, produzindo críticas ao ensino e professores de história, e&#xD;
questionamentos à legitimidade do trabalho historiográfico acadêmico. Desse modo, a&#xD;
dissertação pretende contribuir para as reflexões sobre ensino de história, circulação de&#xD;
discursos históricos e disputas narrativas no tempo presente, evidenciando o papel das mídias&#xD;
digitais na difusão e fortalecimento desses discursos.</description>
    <dc:date>2026-08-11T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26737">
    <title>O Xingu vinga Diacuí? Alteridade em um casamento interétnico (1938-1954)</title>
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    <description>Título: O Xingu vinga Diacuí? Alteridade em um casamento interétnico (1938-1954)
Autor: Souza, Bruna Lacerda de
Resumo: O presente trabalho tem por objetivo compreender como a alteridade se manifestou no&#xD;
casamento interétnico de Diacuí Kalapalo, indígena da região do Alto Xingu, e de Ayres&#xD;
Câmara Cunha, sertanista que prestava serviços à Fundação Brasil Central, órgão ligado ao&#xD;
Serviço de Proteção aos Índios. Durante as décadas de 1940 a 1950, o contato interétnico&#xD;
entre alto-xinguanos e não indígenas acentuou-se devido à promoção de um projeto de&#xD;
interiorização do Brasil, chamado de Expedição Roncador-Xingu. A ocupação dessas áreas&#xD;
promoveu o encontro entre Ayres e Diacuí, levando-os a manter um contato constante. Isso&#xD;
resultou em um envolvimento amoroso entre ambos e um contato pautado na harmonia, em&#xD;
certa medida, entre os integrantes da expedição com os grupos do Alto Xingu. O posterior&#xD;
desejo do sertanista em contrair matrimônio com a indígena Kalapalo gerou controvérsias&#xD;
entre o Serviço de Proteção aos Índios, órgão indigenista, e a opinião pública, desdobrando-se&#xD;
em uma comoção popular a favor do casamento. A investigação proposta baseou-se nas&#xD;
análises de documentação produzida por Ayres, como sua autobiografia, as reportagens do&#xD;
jornal Diário da Noite (RJ) e depoimentos indígenas coletados por etnógrafos. Por meio da&#xD;
etnohistória, foi possível acessar o passado do contato interétnico entre os povos indígenas do&#xD;
Xingu e os não indígenas, auxiliando no entendimento dos valores dos alto-xinguanos e na&#xD;
construção histórica das interações interétnicas naquela região.</description>
    <dc:date>2025-09-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26723">
    <title>Do lar à tribuna: mulheres e política eleitoral na Baixada Fluminense (1945-1950)</title>
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    <description>Título: Do lar à tribuna: mulheres e política eleitoral na Baixada Fluminense (1945-1950)
Autor: Andrade, Vitória Godoy de
Resumo: O presente trabalho buscou analisar as trajetórias de Carmelita Brasil Monteiro e Stella de&#xD;
Queiroz Pinheiro, ambas eleitas como vereadoras dos municípios de Nova Iguaçu e Nilópolis&#xD;
no imediato pós-guerra. Para tal, partimos do entendimento de que as ex-vereadoras teceram&#xD;
redes de relações a partir de sua inserção em núcleos de atuação valorizados pelos setores&#xD;
ligados à citricultura e que, durante as primeiras décadas do século XX, se preocuparam em&#xD;
fortalecer o discurso do capital citricultor como o produtor de uma Nova Iguaçu moderna e&#xD;
aparelhada. Os novos aparatos urbanos e sociais serviram, também, para ampliar o espaço de&#xD;
atuação para as mulheres que, àquela altura, extravasaram os limites da vida privada. Nosso&#xD;
recorte temporal está baseado entre 1945 e 1950, período no qual Carmelita Brasil e Stella de&#xD;
Queiroz integraram as fileiras do Partido Social Democrático, legenda situacionista. A escolha&#xD;
do recorte, porém, não nos impediu de recuar e avançar no tempo para melhor compreensão do&#xD;
contexto e das trajetórias de nossas personagens. Esta dissertação está estruturada em três&#xD;
capítulos. No primeiro, abordamos o cenário político e econômico de Nova Iguaçu durante a&#xD;
primeira metade do século XX, pautado pela preocupação dos setores ligados à citricultura em&#xD;
fortalecer o discurso de uma Nova Iguaçu moderna e civilizada como fruto do capital citricultor,&#xD;
que retornava ao distrito-sede através do investimento em educação, lazer e reformas urbanas.&#xD;
As mulheres iguaçuanas avançaram nos novos espaços sociais – como a imprensa e clubes&#xD;
associativos – e, através deles, discutiram sobre feminismo e a participação feminina no espaço&#xD;
público. No segundo capítulo, tratamos das trajetórias das ex-vereadoras a partir de sua atuação&#xD;
em setores valorizados pelo discurso citricultor, como a vida social e o magistério. No último&#xD;
capítulo, refletimos sobre a participação feminina na política institucional após a conquista do&#xD;
voto e a repercussão da discussão sobre a aptidão das mulheres à política especialmente no&#xD;
cenário iguaçuano. A seguir, discutimos o impacto da crise da citricultura, do avanço da mancha&#xD;
urbana e da primeira onda emancipatória em Nova Iguaçu sobre as eleições municipais de 1947&#xD;
e a posição de Carmelita e Stella como figuras relevantes para a manutenção do poder político&#xD;
do PSD na região. Por fim, analisamos a atuação das ex-vereadoras nas Câmaras de Nova&#xD;
Iguaçu e Nilópolis durante a legislatura de 1947 e 1950.</description>
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