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    <title>Repositório Colecção:</title>
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    <title>“Lembrai-vos sempre, que sois as primeiras pedras fundamentais deste grande edifício”: sociabilidade, economia e administração no Convento das Carmelitas Descalças de Santa Teresa (Rio de Janeiro, 1780-1833)</title>
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    <description>Título: “Lembrai-vos sempre, que sois as primeiras pedras fundamentais deste grande edifício”: sociabilidade, economia e administração no Convento das Carmelitas Descalças de Santa Teresa (Rio de Janeiro, 1780-1833)
Autor: Silva, Scheyla Taveira da
Resumo: A tese analisa o Convento de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, entre 1781 e 1833, investigando&#xD;
a atuação das religiosas na construção institucional, na administração interna e na formação do&#xD;
patrimônio conventual. O estudo examina as mulheres que integraram as chamadas “quatro&#xD;
primeiras gerações” de freiras, categoria elaborada pela própria comunidade religiosa,&#xD;
interpretada como um instrumento de construção de memória institucional e de afirmação de&#xD;
continuidade simbólica a partir da figura de Jacinta de São José, considerada fundadora do&#xD;
convento. A análise das fontes revela que a memória conventual produziu uma narrativa seletiva&#xD;
que privilegiou determinados personagens e acontecimentos, reforçando a centralidade de&#xD;
Jacinta e atenuando o protagonismo de outras madres superioras, ao mesmo tempo em que&#xD;
construiu uma sucessão geracional baseada na profissão religiosa. A pesquisa também investiga&#xD;
as relações estabelecidas entre as prioras e diferentes autoridades masculinas, tanto eclesiásticas&#xD;
quanto seculares, como bispos, síndicos, procuradores e visitadores, evidenciando a existência&#xD;
de um complexo sistema de controle e vigilância sobre a vida conventual. A partir de uma&#xD;
perspectiva de gênero e da análise de documentação administrativa e jurídica, identificam-se&#xD;
formas de agência feminina na condução da vida religiosa, na gestão cotidiana da clausura e&#xD;
nas negociações institucionais realizadas com autoridades e agentes externos ao convento.&#xD;
Além disso, a tese examina o funcionamento da economia conventual, demonstrando que a&#xD;
manutenção da comunidade dependia de múltiplas fontes de renda, como dotes, tenças, doações&#xD;
e comercialização de bens produzidos pelas religiosas, bem como de um conjunto significativo&#xD;
de operações imobiliárias, incluindo arrendamentos, aforamentos, foros, laudêmios e aluguéis,&#xD;
que contribuíram para a constituição e consolidação do patrimônio do convento. A análise&#xD;
dessas práticas evidencia a inserção da instituição em vínculos de sociabilidade locais e destaca&#xD;
o domínio simbólico e material exercido pelo convento sobre seu entorno urbano. Por fim, o&#xD;
estudo observa que a instalação da corte portuguesa no Rio de Janeiro, a partir de 1808,&#xD;
produziu impactos na economia conventual, sobretudo pela ocupação de propriedades do&#xD;
convento pela Coroa e pelos atrasos nos pagamentos realizados pelo Tesouro Real. Conclui-se&#xD;
que o Convento de Santa Teresa constituiu um espaço de interação entre poder religioso,&#xD;
autoridade política e práticas jurídicas, no qual as freiras exerceram formas significativas de&#xD;
agência administrativa, econômica e simbólica, ainda que submetidas às estruturas de controle&#xD;
e às transformações sociais e políticas da sociedade fluminense entre os séculos XVIII e XIX</description>
    <dc:date>2026-04-17T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26378">
    <title>As Misericórdias e o Rei (1498-1521):  Caridade e Devoção na reforma da assistência aos pobres no reino de Portugal</title>
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    <description>Título: As Misericórdias e o Rei (1498-1521):  Caridade e Devoção na reforma da assistência aos pobres no reino de Portugal
Autor: Tinoco, Ismael Weslley de Souza
Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo estudar a criação e a atuação assistencial das&#xD;
Misericórdias no reino de Portugal durante seus primeiros 23 anos de existência, entre 1498 e&#xD;
1521, compreendendo-as como um dispositivo de promoção da soberania régia e da&#xD;
espiritualidade leiga no reinado de D. Manuel I. As Misericórdias eram confrarias leigas sob&#xD;
proteção real que, ao longo do tempo, assumiram a administração de hospitais, a execução de&#xD;
testamentos, a realização de cerimônias fúnebres e procissões, além de prestarem assistência a&#xD;
doentes pobres, viúvas, órfãos, presos e aos chamados envergonhados – nobres&#xD;
empobrecidos. Através da documentação preservada das Santas Casas de Misericórdia de&#xD;
Portugal, visamos compreender a criação das Misericórdias no contexto da ingerência do&#xD;
poder régio no campo assistencial, a partir da análise de uma sociedade corporativa, na qual as&#xD;
obras de misericórdia ocupam lugar central. Por fim, visamos também discernir os&#xD;
fundamentos instrumentais que sustentam a prática das obras de misericórdia, com foco nas&#xD;
principais obras de divulgação devocional e de teologia política publicadas e debatidas no&#xD;
período manuelino</description>
    <dc:date>2026-06-03T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26350">
    <title>Um jornal de outro Irã: ativismo de mulheres iranianas na revista Zanan (1992-2009)</title>
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    <description>Título: Um jornal de outro Irã: ativismo de mulheres iranianas na revista Zanan (1992-2009)
Autor: Benfica, Julia Carolina de Amorim
Resumo: O objeto de estudo é a revista Zanan: le journal de l'autre Iran, publicada pelo Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS). Ela é composta de artigos traduzidos, editados e adaptados da revista em língua persa Zanan (Mulheres), que foi fundada por Shahla Sherkat e distribuída no Irã entre 1992 e 2008. O objetivo é analisar como diferentes jornalistas representam as questões das mulheres nos artigos, buscando identificar os discursos feministas neles presentes. Ao incorporar debates e propor diálogos entre ativistas seculares e islâmicos sobre o lugar da mulher na sociedade iraniana, a Zanan destacou-se entre as demais publicações direcionadas às mulheres no mesmo período no Irã. A hipótese que orienta esta investigação é a de que a Zanan: le journal de l'autre Iran representa um recorte do feminismo multifacetado existente no Irã, que integrou as discussões de gênero às especificidades dos âmbitos social, político, religioso, artístico, esportístico e educacional, podendo, portanto, ser caracterizada como uma revista feminista iraniana. A pesquisa de campo realizada durante o doutorado-sanduíche no exterior possibilitou o acesso às 152 edições originais da Zanan, o que permitiu estabelecer paralelos entre o periódico persa e a revista francesa. A análise evidenciou a capacidade da Zanan - persa e francesa - de negociar entre valores islâmicos e reivindicações de igualdade, desafiando os estereótipos construídos sobre as mulheres iranianas no contexto pós-revolucionário de 1979. Por fim, o ineditismo da documentação apresentada e analisada amplia a compreensão das múltiplas formas de expressão feminista em contextos não ocidentais.</description>
    <dc:date>2025-12-05T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26304">
    <title>Um matadouro modelo: os conflitos entre ciência, técnica e política no Matadouro Público de Santa Cruz - RJ (1870 -1920)</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26304</link>
    <description>Título: Um matadouro modelo: os conflitos entre ciência, técnica e política no Matadouro Público de Santa Cruz - RJ (1870 -1920)
Autor: Costa, Edite Moraes da
Resumo: Este trabalho apresenta debates sobre a construção e o funcionamento do Matadouro Público de Santa Cruz, Rio de Janeiro, entre os anos de 1870 e 1920, e os conflitos sobre ciência, técnica e política para torná-lo um Matadouro Modelo, como prometido pelo imperador Pedro II. Ao analisar tais debates, nos deparamos com descrições que revelaram a preocupação com a saúde pública, introdução de novas técnicas e métodos, políticas higienistas e sanitárias, e pesquisas microscopistas. Mas os conluios políticos negaram a ciência e as novas técnicas, impedindo sua introdução, e colocando em risco a saúde da população consumidora das carnes verdes. A disputa pelo poder político e econômico, entre o governo imperial, a Câmara Municipal e os marchantes, transformaram o primeiro Matadouro Industrial do Brasil, e modelo para as demais municipalidades, em um cenário de conflitos, insalubridade e doenças. Para esta pesquisa, selecionamos jornais do período, Atas da Câmara Municipal, processos e denúncias de funcionários do Matadouro, privilégios industriais e livros de aforamentos da Fazenda de Santa Cruz, que nos permitiu mapear e analisar diversos discursos que ameaçavam diretamente a saúde pública.</description>
    <dc:date>2025-05-28T00:00:00Z</dc:date>
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