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    <title>Repositório Colecção:</title>
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    <title>Os NEABIs e a política de cotas para negros na educação profissional tecnológica: ciclos, limites e enraizamentos no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais</title>
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    <description>Título: Os NEABIs e a política de cotas para negros na educação profissional tecnológica: ciclos, limites e enraizamentos no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais
Autor: Souza, Valesca Rodrigues de
Resumo: A presente tese investiga a contribuição do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão Afro-&#xD;
Brasileiros e Indígenas (NEABI) do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) para&#xD;
&#xD;
a política de ação afirmativa preconizada pela Lei no 12.711/2012, conhecida como Lei de Cotas,&#xD;
atualizada pela Lei no 14.723/2023, com foco na população negra (pretos e pardos). Tendo como&#xD;
ponto de partida as escrevivências da pesquisadora, mulher negra e docente, o estudo busca&#xD;
responder se, e em que medida, o NEABI efetiva a Lei de Cotas, examinando os processos de&#xD;
implantação e implementação dessa política pública no IFNMG, no período de 2012 a 2025.&#xD;
Adota-se uma abordagem qualitativa, de inspiração fenomenológica, tendo como lócus a&#xD;
Reitoria e os Campi Araçuaí, Arinos, Salinas e Januária do IFNMG, e como sujeitos os gestores&#xD;
institucionais e representantes dos NEABIs. A coleta de dados abarca a análise documental, a&#xD;
aplicação de questionário aos membros dos NEABIs e a realização de entrevistas&#xD;
semiestruturadas com gestores e representantes dos núcleos. A análise da política pública&#xD;
estrutura-se a partir da abordagem do Ciclo de Políticas formulada por Stephen Ball (Ball;&#xD;
Mainardes, 2011) e da análise dos processos de implantação e implementação da política&#xD;
pública conforme Nilma Lino Gomes (2012, 2017, 2021). Esse arcabouço analítico é&#xD;
tensionado e aprofundado pelas contribuições de Stuart Hall (1997, 2003, 2006), essenciais&#xD;
para a compreensão das práticas de resistência e das disputas culturais que atravessam o NEABI.&#xD;
Confirma-se que os NEABIs são determinantes para a implementação da Lei de Cotas no&#xD;
IFNMG, atuando desde a criação da normativa interna até as bancas de heteroidentificação,&#xD;
ainda que em condições de precarização e dependência do esforço pessoal de seus membros,&#xD;
majoritariamente mulheres negras. Embora funcionem como “quilombos acadêmicos” e&#xD;
produzam deslocamentos significativos, os núcleos enfrentam a falta de institucionalização&#xD;
plena e de recursos.</description>
    <dc:date>2026-02-03T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26488">
    <title>A atuação pública de Juliano Moreira e sua relação com o “racismo científico” no início do século XX</title>
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    <description>Título: A atuação pública de Juliano Moreira e sua relação com o “racismo científico” no início do século XX
Autor: Rezende, Rosi Marina
Resumo: Juliano Moreira (1872-1933), médico negro, nascido em Salvador e filho de mãe negra e empregada doméstica e pai branco, português, é reconhecido como um dos fundadores da psiquiatria no Brasil. Formado aos 19 anos, teve atuação destacada como dermatologista, sanitarista e psiquiatra, dirigindo por 27 anos o Hospital Nacional de Alienados, no Rio de Janeiro. Este trabalho tem como objetivo compreender o pensamento e a trajetória desse intelectual, cuja atuação confrontou o racismo científico e as teorias de inferiorização do negro, vigentes no início do século XX. A hipótese que orienta a pesquisa é a de que a produção científica e as atitudes de Juliano Moreira tenham exposto inconsistências nas teorias racialistas contribuindo para mudanças no pensamento, até então predominante entre as elites intelectuais, de que a mestiçagem entre as raças seria um fator determinante para a degenerescência de populações. A análise parte de sua tese de doutoramento, atravessa sua atuação profissional, produção científica e examina sua ação em instituições como a Liga Brasileira de Higiene Mental e a Sociedade Brasileira de Eugenia. Busca compreender o modo como lidou com os ideários eugênicos e como, sendo negro, foi aceito no meio científico, amplamente racializado. A pesquisa adota metodologia qualitativa, com base em levantamento bibliográfico e análise documental. Inclui fontes primárias e secundárias: livros, teses, artigos científicos, artigos de jornais, manuscritos, e documentos como as atas do Primeiro Congresso Brasileiro de Eugenia. Aborda, ainda, a trajetória da ideia de raça e sua credibilidade científica, que impregnaram as instituições que erigiram o Estado Nacional Republicano, pretendendo contribuir para o debate sobre ciência, raça e desigualdade. Por fim, a pesquisa problematiza o silenciamento de seu legado nos registros históricos e científicos posteriores, mesmo com sua influência notável na psiquiatria brasileira.</description>
    <dc:date>2025-10-30T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26456">
    <title>Educação popular feminista e resistência ao neoliberalismo: experiências de mulheres amazônidas junto ao Instituto Mulheres da Amazônia (IMA) - Acre</title>
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    <description>Título: Educação popular feminista e resistência ao neoliberalismo: experiências de mulheres amazônidas junto ao Instituto Mulheres da Amazônia (IMA) - Acre
Autor: Cosme, Priscilla Brito
Resumo: O avanço do neoliberalismo, com sua lógica de precarização e mercantilização da vida, tem marcado a realidade das mulheres amazônidas. Diante desse cenário, esta tese tem como objetivo analisar como a educação popular feminista se relaciona com as estratégias coletivas de luta dessas mulheres. Como abordagem metodológica utilizamos a pesquisa qualitativa, com a realização de entrevistas semiestruturadas com mulheres de coletivos e organizações participantes de projetos do Instituto Mulheres da Amazônia (IMA). As estratégias de luta das mulheres revelam práticas de educação popular feminista que fortalecem a coletividade, a autonomia, o cuidado intercultural e os processos de emancipação nos territórios. A partir das falas de parteiras, lideranças indígenas, camponesas e mulheres negras, a pesquisa identifica as articulações entre saúde, território e estratégias comunitárias, diante da negligência estatal, violência e ausência de políticas públicas. Nesse contexto, a tese propõe o conceito de corpo-exaustão, elaborado com base nas narrativas das interlocutoras. O termo expressa os impactos acumulados das violências interseccionais que perpassam as dimensões de gênero, classe, território, raça/etnia, além do racismo estrutural e ambiental, com repercussões diretas sobre os corpos das mulheres, cujas implicações atingem a saúde física e mental. O estudo evidencia que a medicalização e a patologização invisibilizam a complexidade das dimensões sociais, econômicas e territoriais que atravessam a vida das mulheres amazônidas, e as reduzem a diagnósticos individuais.</description>
    <dc:date>2025-08-28T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26425">
    <title>Corpos reais e imagens autênticas (CRIA): desenvolvimento e avaliação de um programa pedagógico de Imagem Corporal Positiva na Educação Física escolar</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26425</link>
    <description>Título: Corpos reais e imagens autênticas (CRIA): desenvolvimento e avaliação de um programa pedagógico de Imagem Corporal Positiva na Educação Física escolar
Autor: Rodrigues, Marcus Vinícius Freitas
Resumo: Imagem corporal pode ser definida como a figura mental que uma pessoa possui sobre o próprio corpo. Programas de intervenção sobre imagem corporal na Educação Física Escolar têm sido considerados essenciais para o desenvolvimento integrado da imagem corporal dos estudantes. O presente estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar a aplicabilidade, a eficácia e a aceitabilidade de um programa pedagógico com enfoque na imagem corporal positiva, implementado em aulas de Educação Física Escolar para estudantes do Ensino Médio. A pesquisa contou com a participação de dez turmas do 1º ano do Ensino Médio de um Colégio Federal da cidade do Rio de Janeiro, sendo desenvolvida em duas fases. A primeira consistiu em desenvolver, teórica e metodologicamente, a elaboração do programa pedagógico denominado Corpos Reais e Imagens Autênticas (CRIA). Para tal, foram utilizadas discussões com estudantes para explorar como a imagem corporal poderia ser tematizada com esta população nas aulas de Educação Física. A segunda fase envolveu a aplicação e a avaliação da aplicabilidade, eficácia e aceitabilidade do programa, utilizando métodos mistos - observações dos professores sobre o programa, Questionário de Atitudes Socioculturais em Relação à Aparência - 4 Revisado (SATAQ-4R); Escala de Apreciação Corporal – 2 (BAS-2); Escala de autoestima de Rosemberg (EAR) e a Escala de Estima Corporal para Adolescentes e Adultos (BESAA), e relatos dos estudantes. No total, 157 adolescentes entre 13 e 19 anos, com média de idade de 15,6 anos (DP=0,9), participaram deste estudo. Destes, 90 (57,3%) se declararam do gênero feminino e 67 (42,7%), do gênero masculino. Os resultados das discussões conduzidas na primeira fase do estudo indicaram temáticas pertinentes e sugestões de conteúdos e atividades que foram implementadas na versão final do programa pedagógico CRIA, que foi aplicado à mesma população. Os resultados da segunda fase apresentaram pontos de destaque sobre a aplicabilidade do programa segundo os professores-pesquisadores e estudantes, evidenciando-se elementos de caráter atitudinal (sonolência, engajamento, timidez, respeito) e sociocultural (questões religiosas e de inclusão, adequação das atividades ao contexto). Sobre a avaliação da eficácia, análises quantitativas indicaram tendência de melhora nos escores da BAS e EAR, e melhorias significativas nos escores da BESAA, enquanto análises qualitativas indicaram transformações e efeitos subjetivos positivos em diferentes aspectos da imagem corporal (valorização das diferenças, embodiment) e da vida pessoal (fortalecimento de laços, superação da timidez). Sobre a aceitabilidade, resultados indicam que o programa foi bem recebido pelos estudantes, destacando-se a qualidade da equipe, relevância dos conteúdos e como foram abordados. Sendo assim, os resultados apontam que o desenvolvimento e aplicação de um programa de imagem corporal positiva nas aulas de Educação Física foi capaz de promover impactos objetivos e subjetivos positivos em diferentes dimensões da imagem corporal dos participantes.</description>
    <dc:date>2025-12-11T00:00:00Z</dc:date>
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