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    <title>Repositório Colecção:</title>
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    <title>O problema da demarcação em Karl Popper: o caso da psicanálise</title>
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    <description>Título: O problema da demarcação em Karl Popper: o caso da psicanálise
Autor: Oliveira, Marcus César Ferreira
Resumo: Desde seus primeiros construtos teóricos, a psicanálise tem sido apresentada por seus proponentes como uma teoria com valor científico. No livro A interpretação dos sonhos (FREUD, 1900a), primeira obra tida como psicanalítica, ela é tomada como científica. Karl Popper detectava problemas nessa pretensão desde 1919, expondo críticas como uma instância de resultados de suas reflexões sobre problemas concernentes a demarcações de teorias. Algumas interpretações afirmam que os objetivos demarcatórios de Popper formam a base de sua recusa ao fornecimento do status de científica à teoria psicanalítica. Essa posição geralmente se beneficia do exposto no texto Science: conjectures and refutations (POPPER, 1969 [1953]). Não estamos convencidos dessa tese. Isso não se dá apenas por conta da dificuldade de se entender as críticas dirigidas à psicanálise nesse texto com base em seu critério de falseabilidade. A situação é mais complexa. Em uma obra posterior (POPPER, 1983), Popper dedica maior espaço à discussão da relação das teorias psicanalíticas com o seu sistema teórico. O autor é inequívoco ao afirmar que teorias não científicas podem ter valor para a ciência empírica. Ainda que de maneira não explícita e nítida, Popper expõe um tipo de demarcação que preservaria a natureza crítica do critério de falseabilidade, com o objetivo de destacar a importância cognitiva para a ciência de certas teorias metafísicas. Contudo, é comum encontrar leituras que entendem que a obra de Popper exclui a psicanálise desse escopo. Nossa investigação levanta razões para discordar de tais leituras. Do significado atribuído a “pseudociência” ao conceito de “programas metafísicos de pesquisa”, encontramos no texto popperiano elementos que apontam para o valor da psicanálise para a ciência.</description>
    <dc:date>2025-03-29T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Da decapitação à depressão: uma topologia da violência e a evolução do poder</title>
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    <description>Título: Da decapitação à depressão: uma topologia da violência e a evolução do poder
Autor: Moreira, Jesse Machado
Resumo: Esta dissertação tem como objetivo central compreender o poder, analisando as relações de força que o compõem, a fim de revelar os interesses e os impactos das transformações no direito de punir. A metodologia empregada baseou-se primariamente nas reflexões sobre o poder presentes na filosofia de Michel Foucault, particularmente em Vigiar e Punir, complementadas pela análise da violência feita por Byung-Chul Han em Topologia da Violência. O estudo se concentrou na transição histórica entre o regime de soberania e o regime disciplinar, examinando as implicações dessas mudanças para a conduta e o comportamento dos indivíduos. O trabalho foi estruturado em quatro capítulos: no primeiro, abordamos o regime de soberania, caracterizado pelo uso da violência explícita (macrofísica) e espetacularizada como principal instrumento de poder. A tortura e o suplício, praticados a olhos nus, serviam como símbolos ostensivos de poder para garantir o controle social. O exemplo detalhado do suplício de Damiens, descrito por Foucault, foi utilizado como recurso imagético para ilustrar a violência ritualizada e pública que buscava reconstituir a soberania lesada, manifestando o poder soberano em todo o seu brilho teatral. No segundo, analisamos as reformas que ocorreram entre a segunda metade do século XVIII e a primeira metade do século XIX. Impulsionadas por ideais iluministas, essas mudanças gradativamente substituíram a espetacularização da violência pela institucionalização legal e científica da punição. A transição culminou na redistribuição das ilegalidades e da economia dos castigos, um processo que atendeu aos interesses da burguesia ascendente, deslocando o direito de punir para além das mãos do soberano. No terceiro capítulo, descrevemos o regime disciplinar como uma nova tecnologia de dominação que opera através de uma microfísica do poder para fabricar corpos dóceis e úteis. Detalhamos a distribuição celular dos corpos em espaços quadriculados para vigilância e localização rápida, o controle meticuloso do tempo e das atividades, a regulação de rotinas e gestos para maximizar a eficiência e a produtividade, a organização das gêneses. Trata-se de um sistema de aprendizagem gradual e hierárquico, mediado por etapas avaliativas cuja composição calculada de forças articula indivíduos como peças de uma engrenagem para obter um aparelho eficiente. Mostraremos que a disciplina atua por coerção ininterrupta e sutil, dissociando o poder da força bruta do corpo e se torna uma anatomia política. No capítulo final, analisamos a formação da Sociedade Disciplinar pela ramificação dos mecanismos de poder para além das instituições. Foram analisados os instrumentos de bom adestramento: a vigilância hierárquica, a sanção normalizadora e o exame. O Panóptico de Bentham foi explorado como o diagrama ideal desse poder que se exerce de forma invisível, enquanto impõe aos sujeitos uma visibilidade obrigatória. Por fim, a dissertação considerou a crítica de Han, notando que a sociedade do século XXI já não é puramente disciplinar, mas sim uma sociedade de desempenho, na qual a autoexploração, impulsionada pelo sentimento paradoxal de liberdade, gera violência neuronal, como depressão e burnout. O controle na era digital, em um panóptico da rede, não ataca a liberdade, mas se identifica com ela, pois as pessoas se expõem voluntariamente.</description>
    <dc:date>2025-12-09T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>O PROFESSOR FILÓSOFO: A possível exemplaridade da metodologia socrática para a disciplina de Filosofia no Ensino Médio</title>
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    <description>Título: O PROFESSOR FILÓSOFO: A possível exemplaridade da metodologia socrática para a disciplina de Filosofia no Ensino Médio
Autor: Velozo, Gabriel da Silva
Resumo: O ensino de filosofia no ensino médio é baseado em uma agenda que não comporta o exercício filosófico e afasta os estudantes do aprendizado de filosofia. Diante desse cenário, se faz necessário reavaliar a importância da atualização metodológica de ensino por parte dos profissionais docentes. Essa análise deve considerar a figura do professor não só como educador, mas também como pesquisador, que tem como objetivo melhorar a qualidade de suas aulas, e como filósofo, que busca estabelecer as condições necessárias em sala para que o exercício filosófico ocorra. Considerando a análise como benéfica para a formação desse professor, o objetivo principal da presente pesquisa é examinar a metodologia filosófica de um dos personagens mais importantes da história da filosofia: Sócrates. Este filósofo figura como modelo sobretudo pelo modo como filosofava. De acordo com seu método, Sócrates parecia conseguir criar as condições necessárias para o desenvolvimento do pensamento e do exercício filosófico. Com a análise do método socrático, pretende-se examinar sua possível aplicação no sistema de ensino filosófico atual e explorar como é possível melhorar a qualidade das aulas ao incorporar esse conteúdo às metodologias do profissional docente.</description>
    <dc:date>2025-07-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26286">
    <title>O mito de Eros n’O Banquete de Platão: onde o Amor e a Filosofia se encontram</title>
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    <description>Título: O mito de Eros n’O Banquete de Platão: onde o Amor e a Filosofia se encontram
Autor: Carvalho, Davi Freitas de
Resumo: Esta pesquisa investiga a representação platônica do sympósion [‘festa de bebida’, banquete, simpósio], oferecendo uma introdução geral ao Banquete, com foco na análise literária dos discursos em elogio a Eros — um mito reinventado por Platão — com o objetivo de explicitar seu papel fundacional na atividade filosófica. O estudo propõe examinar as dinâmicas retóricas de Eros apresentadas durante o simpósio, acompanhando a crítica socrática e a elaboração do Eros filosófico na fala de Diotima, em diálogo com os demais discursos. Além disso, delineia a encarnação de Eros ilustrada por Platão na intervenção final de Alcibíades. Por fim, nesta clássica celebração entre amigos e amantes da literatura, o mito de Eros será investigado em suas inter-relações com as temáticas do amor e do desejo, do conhecimento e da verdade, e da convivência justa e eudaimônica - tal como se desenha ao longo dos discursos, num percurso dialógico e ascendente, sem centro fixo, mas em espiral filosófica.</description>
    <dc:date>2025-12-22T00:00:00Z</dc:date>
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