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    <title>Repositório Colecção:</title>
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    <dc:date>2026-09-14T19:08:50Z</dc:date>
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    <title>Candomblé, corpo e trauma: periferizar a psicologia dançando até o inferno</title>
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    <description>Título: Candomblé, corpo e trauma: periferizar a psicologia dançando até o inferno
Autor: Silva, Auanna Marques
Resumo: O racismo, enquanto tecnologia social, configura-se como uma manifestação direta da&#xD;
estruturação da sociedade brasileira, e se materializa como trauma social, uma vez que culmina&#xD;
com a opressão da liberdade cultural e de expressão, sendo o sofrimento individualizado e&#xD;
deslegitimado. Os ataques racistas ferem intimamente seus alvos, incorporando marcas&#xD;
traumáticas às subjetividades. Essas marcas, envoltas sob relações de poder, incidem na não&#xD;
simbolização das experiências, provocando sofrimentos narcísico-identitários. Nesse contexto,&#xD;
este trabalho traz a hipótese de que a dança no candomblé atua como dispositivo clínico-político&#xD;
de elaboração traumática, subvertendo os moldes tradicionais da psicanálise clássica. Através&#xD;
de um trabalho de perlaboração sob novas perspectivas e referências, a dança no candomblé&#xD;
pode ser vista como um ato de rememoração que descristaliza posições de assujeitamento&#xD;
social, filiando os adeptos ao culto no laço social, a partir da identificação com seus semelhantes&#xD;
e os orixás. Considera-se aqui o candomblé como sinônimo de encantamento: uma tecnologia&#xD;
ancestral de contracolonização do inconsciente, que promove uma subversão, através de&#xD;
ferramentas próprias. Nesse sentido, a pesquisa em campo, pautada na metodologia da&#xD;
Escrevivência, abre caminhos para que a psicanálise dance novos movimentos, indo ao inferno&#xD;
e simbolizando de forma corporal as marcas traumáticas oriundas do racismo. Deste modo,&#xD;
busca fortalecer a reconstrução do campo psi, para que se implique nas encruzilhadas do&#xD;
conhecimento, valorizando epistemologias não academicistas, considerando os saberes&#xD;
ancestrais recalcados no inconsciente colonizado. A dança no candomblé é, assim, uma&#xD;
ferramenta clínica que possibilita novas produções de sentido</description>
    <dc:date>2026-05-22T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26253">
    <title>Atuação da Psicóloga no CRAS: possibilidades e desafios de intervenção psicossocial breve com crianças do município de Itaguaí - RJ</title>
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    <description>Título: Atuação da Psicóloga no CRAS: possibilidades e desafios de intervenção psicossocial breve com crianças do município de Itaguaí - RJ
Autor: Vicente, Iris da Silva
Resumo: Esta pesquisa buscou contextualizar a incorporação dos profissionais de psicologia na&#xD;
Política Nacional de Assistência Social (PNAS), especificamente no Centro de&#xD;
Referência de Assistência Social (CRAS). A pesquisa foi realizada em dois estudos: o&#xD;
primeiro uma Revisão de Escopo com o objetivo de conhecer as atuações de psicólogas&#xD;
no âmbito do CRAS. A pergunta norteadora foi: quais foram as intervenções psicossociais&#xD;
desenvolvidas no contexto do CRAS, publicadas no Brasil entre 2018 e 2025? Para&#xD;
responder a essa questão, foram feitos levantamentos nas plataformas SciELO, PePSIC,&#xD;
Google Acadêmico e LILACS entre o período de março a maio de 2025, considerando&#xD;
apenas artigos científicos publicados em língua portuguesa. Inicialmente, foram&#xD;
identificados 44 artigos, dos quais 02 foram excluídos por duplicidades. Após a análise&#xD;
dos resumos, foram excluídos 20 artigos; permaneceram 22 para leitura completa. Por&#xD;
fim, 05 artigos foram excluídos, um deles foi suprimido, devido a inconsistência nos&#xD;
dados de publicação da revista, restando 17 artigos de amostra para análise. Os resultados&#xD;
indicaram uma produção científica escassa sobre atuações de psicólogas no CRAS no&#xD;
período analisado. Foi constatada na pesquisa a relevância dos profissionais de psicologia&#xD;
nas estruturações e organizações da PNAS, e também nas intervenções realizadas junto&#xD;
aos usuários do SUAS. Observou-se uma carência de estudos com abordagens empíricas&#xD;
que investiguem intervenções psicossociais realizadas nesses serviços, e que permitam&#xD;
compreender como tais ações têm sido desenvolvidas no cotidiano profissional. No&#xD;
segundo estudo, a finalidade foi desenvolver uma Intervenção Psicossocial Breve com as&#xD;
crianças de 07 a 12 anos de idade, inseridas no Serviço de Convivência e Fortalecimento&#xD;
de Vínculos (SCFV) no âmbito do CRAS do município de Itaguaí, RJ, com objetivos de&#xD;
identificar e analisar as percepções sociais dos participantes em vários contextos que estão&#xD;
inseridos. A intervenção foi executada em modalidades de seis (06) oficinas, e os&#xD;
resultados foram organizadas em categorias pré-estabelecidas, a partir da análise de&#xD;
conteúdo. Os dados evidenciaram que as atuações nos dispositivos do CRAS são&#xD;
atravessadas por desafios que perpassam pelas estruturas e organizações institucionais e&#xD;
comunitárias, bem como das possibilidades de aproximações com a realidade social das&#xD;
&#xD;
famílias com o propósito de promover mudanças e garantir os direitos sociais. Constatou-&#xD;
se a necessidade de mediação da psicóloga junto aos participantes, portanto indícios do&#xD;
&#xD;
desenvolvimento infantil ainda em maturação. Os dados revelaram que as crianças&#xD;
percebem a ausência do poder público na comunidade e na unidade de Assistência Social,&#xD;
além da presença da criminalidade. Não foram identificadas mudanças das crianças nas&#xD;
entrevistas pós-intervenção relacionado a percepção da convivência familiar, somente nas&#xD;
percepções da comunidade. A pesquisa desta natureza pode oferecer subsídios para o&#xD;
planejamento e desenvolvimento de intervenções psicossociais construídas com os&#xD;
usuários, com a intenção de promover o desenvolvimento infantil saudável e potencializar&#xD;
os recursos da comunidade para mudanças no cotidiano</description>
    <dc:date>2026-03-06T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26162">
    <title>Oxalá nos uniu: um estudo etnográfico sobre a experiência religiosa  umbandista no processo de individuação</title>
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    <description>Título: Oxalá nos uniu: um estudo etnográfico sobre a experiência religiosa  umbandista no processo de individuação
Autor: Zimmer, Carolina
Resumo: Este estudo investiga de que modo as experiências religiosas dos praticantes da Umbanda&#xD;
influenciam seus processos de individuação e contribuem para transformações da consciência&#xD;
coletiva. A pesquisa ancora-se na Psicologia Complexa de Carl Gustav Jung, articulada à noção&#xD;
de colonização do imaginário proposta pelo historiador Serge Gruzinski, integrando ainda&#xD;
aportes da sociologia, da antropologia e das ciências da religião. A abordagem metodológica&#xD;
conjuga a etnografia interpretativa de Clifford Geertz, por meio de observação-participante,&#xD;
entrevistas em profundidade e análise de elementos rituais e simbólicos ao método de&#xD;
processamento simbólico-arquetípico, desenvolvido por Eloísa Penna, permitindo acessar, em&#xD;
múltiplos níveis, os significados inconscientes emergentes nas vivências religiosas. O campo&#xD;
empírico teve como cenário um terreiro de Umbanda localizado no estado do Rio de Janeiro.&#xD;
Os resultados indicam que a Umbanda oferece um espaço liminar de acolhimento onde corpo e&#xD;
psique deixam de ser compreendidos como esferas separadas. As práticas mediúnicas e os&#xD;
rituais religiosos funcionam como dispositivos de mediação simbólica entre inconsciente e&#xD;
consciência, possibilitando que imagens emergentes sejam reconhecidas, elaboradas e&#xD;
integradas. Esse processo favorece a saúde psicossomática, fortalece a identidade dos&#xD;
praticantes e catalisa a transformação de complexos afetivos, por meio da atualização simbólica&#xD;
de seus conteúdos. Paralelamente, o terreiro se mostra como um espaço de reelaboração de&#xD;
feridas sociais históricas, como as de ordem racial, atuando sobre a memória coletiva e&#xD;
oferecendo uma compensação simbólica que legitima e reinscreve os saberes antes&#xD;
marginalizados. A pesquisa evidencia que a religiosidade de Umbanda atua como meio de&#xD;
escuta, cuidado e integração de conteúdos inconscientes à consciência, articulando processos&#xD;
subjetivos e dimensões coletivas em um campo ritual que acolhe a diversidade simbólica&#xD;
brasileira. Desse conjunto de achados desdobram-se possibilidades promissoras para&#xD;
investigações futuras como o impacto das práticas rituais sobre indicadores de saúde física e&#xD;
mental; a articulação entre energia psíquica, cura e processos psicossomáticos; a fenomenologia&#xD;
dos estados alterados de consciência; os efeitos da música, do canto e da dança na regulação&#xD;
afetiva; e critérios diferenciais para distinguir expressões simbólicas construtivas de quadros&#xD;
propriamente psicopatológicos. Essas frentes confirmam a Umbanda, religião síntese das&#xD;
dinâmicas de matrizes afro-ameríndias e europeias, como um laboratório privilegiado para o&#xD;
avanço da Psicologia Complexa em diálogo com contextos culturais plurais, ao evidenciar&#xD;
modos singulares de mediação simbólica entre indivíduo e coletividade</description>
    <dc:date>2026-01-15T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26150">
    <title>Avaliação das funções executivas e da personalidade na adolescência</title>
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    <description>Título: Avaliação das funções executivas e da personalidade na adolescência
Autor: Corrêa, Beatriz da Cunha
Resumo: A adolescência é um período crucial para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, emocionais e sociais, sendo as funções executivas (FE) e a personalidade dois construtos fundamentais nesse processo. No Brasil, a escassez de instrumentos adaptados e validados para a avaliação desses construtos em adolescentes limita a precisão de avaliações psicológicas e neuropsicológicas. Este projeto visa realizar a adaptação transcultural de dois instrumentos para o público adolescente: a Teenage Executive Functioning Inventory (TEXI) e o Big Five Personality Trait Short Questionnaire (BFPTSQ), além de conduzir uma revisão sistemática sobre as relações entre personalidade e FE. O projeto será dividido em três etapas: (1) revisão sistemática das relações entre personalidade e FE, seguindo as diretrizes do PRISMA, com o objetivo de sintetizar a literatura existente sobre o tema; (2) adaptação transcultural do TEXI, conforme as diretrizes da International Test Commission (ITC); e (3) adaptação do BFPTSQ, focando nos cinco grandes fatores de personalidade. Ambas as adaptações incluirão as etapas de tradução, avaliação por juízes especialistas, retrotradução (back-translation) e um estudo piloto para verificar a clareza e adequação dos itens. Este projeto é inédito, pois não há registros de estudos que tenham adaptado esses instrumentos para adolescentes no Brasil nem que tenham explorado de forma sistemática as relações entre esses construtos. Espera-se que os resultados deste estudo forneçam ferramentas culturalmente adequadas para uso futuro na avaliação psicológica de adolescentes, além de contribuir para intervenções mais contextualizadas, promovendo um avanço significativo na área da avaliação psicológica e neuropsicológica no Brasil.</description>
    <dc:date>2025-07-11T00:00:00Z</dc:date>
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