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    <title>Influência da adaptação prévia a ambientes com altas temperaturas na resposta adaptativa cardíaca e vascular à exposições subsequentes ao calor</title>
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    <description>Título: Influência da adaptação prévia a ambientes com altas temperaturas na resposta adaptativa cardíaca e vascular à exposições subsequentes ao calor
Autor: Almeida, Ronaldo André Castelo dos Santos de
Resumo: O aumento da temperatura ambiental e da frequência e intensidade das ondas de calor&#xD;
representa um crescente desafio à saúde cardiovascular, tornando relevante a identificação de&#xD;
estratégias não farmacológicas capazes de aumentar a tolerância do organismo a exposições&#xD;
térmicas extremas. Neste contexto, o presente estudo investigou se a terapia térmica (TT) por&#xD;
imersão passiva em água aquecida induz adaptações cardíacas e vasculares capazes de persistir&#xD;
após a retirada do estímulo e de serem recuperadas mais rapidamente após uma nova exposição,&#xD;
caracterizando um possível fenômeno de memória adaptativa cardiovascular. Foram utilizados&#xD;
ratos Wistar adultos, com 60 dias de idade e massa corporal de 250–300 g, submetidos a diferentes&#xD;
protocolos de exposição térmica. Os experimentos de termotolerância compararam animais&#xD;
controle (CTR), submetidos a 5 dias de TT (TT5) e a 10 dias de TT (TT10; n = 10/grupo), enquanto&#xD;
o experimento principal de memória adaptativa compreendeu CTR, TT10, TT10 seguido de 10 dias&#xD;
de decaimento (TT10+Decaimento10) e readaptação após o decaimento (RAC; n = 15/grupo). A&#xD;
variabilidade da frequência cardíaca também foi avaliada (n = 8). Adicionalmente, a possível&#xD;
transferência por algum fator através efluente coronariano da cardioproteção foi investigada em&#xD;
animais controle (n = 5), adaptados por imersão em água quente (IAQ; n = 5) e animais sedentários&#xD;
que receberam efluente coronariano proveniente de corações condicionados (EFF; n = 10). Foram&#xD;
avaliadas temperatura colônica (Tcol), eletrocardiografia e variabilidade da frequência cardíaca,&#xD;
suscetibilidade a arritmias, função ventricular em coração isolado pelo método de Langendorff,&#xD;
hematócrito, volume plasmático, área de infarto e reatividade vascular.&#xD;
A exposição repetida ao calor promoveu adaptações termorregulatórias dependentes da&#xD;
duração do estímulo. No experimento de memória adaptativa, a Tcol apresentou diferença global&#xD;
significativa (H(7) = 36,09; p &lt; 0,0001); após a intervenção, TT10 apresentou menor Tcol que CTR&#xD;
(p &lt; 0,01) e redução em relação ao próprio período basal (p &lt; 0,001). A interrupção da TT por 10&#xD;
dias atenuou essa resposta, enquanto em animais reaclimatados (RAC) voltou a apresentar redução&#xD;
da Tcol após a readaptação (p &lt; 0,05). No experimento de termotolerância, também foi observada&#xD;
diferença entre CTR, TT5 e TT10 (F(2,27) = 5,83; p = 0,0076), sendo a Tcol menor após 10 dias de&#xD;
TT em comparação ao CTR (p = 0,01). A análise da variabilidade da frequência cardíaca&#xD;
demonstrou aumento da modulação parassimpática, com maior componente HF, redução de LF e&#xD;
menor razão LF/HF em TT10 em comparação ao CTR e TT10+Decaimento10; após 10 dias sem&#xD;
estímulo térmico, a razão LF/HF retornou a valores semelhantes aos controles, indicando perda&#xD;
parcial da adaptação autonômica.&#xD;
A TT também promoveu importante proteção elétrica cardíaca. Durante o desafio térmico,&#xD;
os grupos CTR e TT10+Decaimento10 apresentaram maior suscetibilidade a episódios arrítmicos do&#xD;
que TT10 e RAC (H(3) = 45,55; p &lt; 0,0001), demonstrando que a exposição por 10 dias reduziu a&#xD;
vulnerabilidade elétrica ao calor e que parte desse fenótipo protetor foi recuperada após apenas 5&#xD;
dias de readaptação. Na avaliação funcional em coração isolado, a elevação progressiva da&#xD;
temperatura de 37 para 40 °C produziu deterioração da função ventricular nos animais não&#xD;
adaptados. O TT10 manteve maior pressão sistólica ventricular esquerda que CTR (p = 0,0219) e&#xD;
TT5 (p = 0,0086), apresentou melhor preservação da pressão diastólica final em comparação ao&#xD;
CTR (p = 0,0186) e TT5 (p = 0,0475) e manteve maior estabilidade da pressão desenvolvida do&#xD;
ventrículo esquerdo (PDVE) em comparação ao CTR (p = 0,0485) e TT5 (p = 0,0426). Assim, 5&#xD;
dias de exposição foram insuficientes para reproduzir integralmente o fenótipo observado após 10&#xD;
dias, demonstrando uma relação temporal para o desenvolvimento da termotolerância cardíaca.&#xD;
No experimento de decaimento e readaptação, o desafio térmico de elevação da temperatura&#xD;
de perfusão a 40 °C e retorno aos 37 °C, demonstrou maior preservação da PDVE em TT10 durante&#xD;
a hipertermia e recuperação da função contrátil após o retorno a 37 °C. A retirada do estímulo por&#xD;
10 dias promoveu perda parcial dessa proteção, enquanto RAC apresentou recuperação&#xD;
intermediária da função ventricular mesmo tendo recebido somente 5 dias de readaptação, isto é,&#xD;
metade do período originalmente necessário para produzir o fenótipo adaptado. Paralelamente,&#xD;
observou-se aumento do volume plasmático em TT10 após a intervenção (F(7,84) = 2,180; p =&#xD;
0,044), sem alterações significativas do hematócrito.&#xD;
A magnitude da cardioproteção foi particularmente evidente na análise da lesão miocárdica.&#xD;
O grupo CTR apresentou 57,9 ± 1,7% de área de infarto (IC95%: 54,2–61,6%), enquanto TT10&#xD;
apresentou apenas 18,1 ± 1,8% (IC95%: 14,31–21,96%), correspondendo a uma redução de&#xD;
aproximadamente 69% da área infartada. Após 10 dias de decaimento, a área de infarto aumentou&#xD;
para 51,0 ± 1,6% (IC95%: 47,6–54,4%), embora permanecesse menor que CTR (p = 0,03).&#xD;
Notavelmente, somente 5 dias de readaptação reduziram novamente a lesão: RAC apresentou 36,8&#xD;
± 1,8% de área de infarto (IC95%: 32,9–40,7%), significativamente inferior ao CTR (p &lt; 0,0001), demonstrando recuperação parcial da cardioproteção com uma carga térmica menor que a utilizada&#xD;
para produzir a adaptação inicial.&#xD;
A resposta vascular também foi modulada pela TT. O relaxamento dependente do endotélio&#xD;
induzido por acetilcolina diferiu entre os grupos (F(3,19) = 5,1; p = 0,009), enquanto a resposta ao&#xD;
nitroprussiato de sódio não apresentou diferenças significativas (p &gt; 0,05), indicando preservação&#xD;
da capacidade de relaxamento do músculo liso e sugerindo que as modificações induzidas pela TT&#xD;
ocorreram predominantemente no componente endotelial. A readaptação promoveu retorno da&#xD;
resposta vascular em direção ao padrão basal, reforçando o caráter reversível e plástico das&#xD;
adaptações cardiovasculares ao calor.&#xD;
Os resultados demonstram que a terapia térmica repetida induz termotolerância&#xD;
cardiovascular caracterizada por menor temperatura corporal, modulação autonômica favorável,&#xD;
maior estabilidade elétrica, preservação da função ventricular, expressiva redução da lesão&#xD;
miocárdica e modulação da função vascular. O achado mais inovador desta tese é a demonstração&#xD;
de uma possível memória adaptativa cardiovascular ao calor: após a perda parcial das adaptações&#xD;
durante 10 dias sem exposição, apenas 5 dias de readaptação foram suficientes para recuperar parte&#xD;
relevante do fenótipo cardioprotetor, incluindo redução das arritmias, recuperação funcional e&#xD;
diminuição da área de infarto de aproximadamente 51% para 36,8%. Esses resultados indicam que&#xD;
um coração previamente condicionado responde mais rapidamente à reexposição térmica,&#xD;
fornecendo evidência funcional de que a terapia térmica pode estabelecer uma memória&#xD;
cardioprotetora capaz de ser reativada por uma carga térmica inferior àquela necessária para&#xD;
produzir a adaptação inicial.</description>
    <dc:date>2026-02-25T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/24024">
    <title>Respostas autonômicas e comportamentais ao estresse sonoro agudo em cães de companhia com histórico de fobia a sons de trovão e/ou fogos de artifício</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/24024</link>
    <description>Título: Respostas autonômicas e comportamentais ao estresse sonoro agudo em cães de companhia com histórico de fobia a sons de trovão e/ou fogos de artifício
Autor: Souza, Carla Caroline Franzini de
Resumo: O estresse é a situação gerada por um desafio ao qual um organismo está submetido. E apesar da resposta de estresse ser fundamental para homeostase, a persistência do estímulo estressor ou o exagero na resposta pode provocar consequências deletérias para o indivíduo. A fobia é considerada um transtorno de ansiedade, onde o medo (estado emocional em resposta a uma situação de perigo) é persistente e excessivo o que resulta num aumento da reatividade ao estresse. Nesse contexto vários estímulos são considerados estressores em cães e a exposição a estímulos sonoros como trovões e fogos de artifício representa uma opção natural para o estudo da reatividade ao estresse. Desta forma, avaliamos a reatividade de cães de companhia com histórico de fobia a sons de trovão e/ou fogos de artifício a um modelo de estresse sonoro agudo, através da análise da Variabilidade do Intervalo Cardíaco (VIC) e de parâmetros comportamentais. Foram utilizados 28 cães de companhia, de diversas raças, de 2 a 6 anos, pesando de 10 a 30 Kg, sem sinais de outras doenças, provenientes de proprietários voluntários do municipio de Seropédica-RJ. Estes foram selecionados por questionário referente a intensidade do medo de trovão e fogos de artifício, dividos em grupos de fóbicos e não fóbicos e ainda entre os estímulos som de trovão e fogos de artifício. O estímulo sonoro consistiu numa gravação padronizada de 2,5 minutos, a uma intensidade sonora máxima de 103-104 dB. Para a análise da VIC, os intervalos RR foram registrados através de frequencímetro (Polar® modelo RS800CX), computados e analisados pelo programa CardioSeries 2.4.1. Também foram avaliados o perfil dos proprietários, características gerais (peso, idade, raça e sexo) e de manejo dos animais. Não foram detectadas diferenças no perfil socioeconômico dos proprietários, nem características gerais ou de manejo entre animais fóbicos e não-fóbicos. O estímulo sonoro (trovão ou fogos) foi capaz produzir aumento significativo da razão LF/HF tanto em animais não-fóbicos como em animais fóbicos. No entanto, a magnitude do aumento na razão LF/HF produzida pelo som foi significativamente maior em animais fóbicos do que em animais não-fóbicos. O modelo de estresse sonoro agudo produziu um aumento nos comportamentos de vigilância, tremer e se esconder. Apenas animais fóbicos submetidos ao modelo som de fogos apresentaram respostas comportamentais significativamente mais intensas que cães não-fóbicos nos parâmetros Tremer, Se Esconder, Vigilância e Salivação. As respostas comportamentais descritas pelos proprietários e as exibidas pelos cães durante o modelo de estresse foram correlacionadas apenas nos parâmetros Tremer e Se Esconder. Foi detectada correlação significativa entre os valores da razão LF/HF e os seguintes parâmetros comportamentais induzidos pelo som no laboratório: Arfar, Tremer, Se Esconder, Fugir, Inquietação, Vigilância, Salivação e Sobressalto. O modelo utilizado foi capaz de induzir respostas comportamentais e autonômicas de estresse e se mostra uma boa ferramenta na mensuração da magnitude das respostas de estresse de animais de companhia com histórico de fobia a sons de trovão e fogos de artifício e pode ser utilizado na avaliação de novos caminhos terapêuticos.</description>
    <dc:date>2015-02-25T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/22020">
    <title>Efeitos do enriquecimento ambiental perinatal no comportamento análogo à ansiedade e na sociabilidade e o possível envolvimento dos neurônios vasopressinérgicos e ocitocinérgicos do núcleo paraventricular do hipotálamo</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/22020</link>
    <description>Título: Efeitos do enriquecimento ambiental perinatal no comportamento análogo à ansiedade e na sociabilidade e o possível envolvimento dos neurônios vasopressinérgicos e ocitocinérgicos do núcleo paraventricular do hipotálamo
Autor: Muniz, Samantha Costa Amorim
Resumo: Os transtornos de ansiedade estão entre as condições psiquiátricas de maior prevalência na&#xD;
população ocidental, levando à perda da qualidade de vida das pessoas acometidas. Isso reflete&#xD;
em prejuízos no convívio social, no desempenho escolar e no trabalho, além de promover&#xD;
grandes custos financeiros tanto para o paciente quanto para os sistemas de saúde. Diferentes&#xD;
mecanismos estão envolvidos no desenvolvimento de transtornos de ansiedade, dentre eles,&#xD;
alterações neuroendócrinas, como por exemplo, disfunções dos sistemas vasopressinérgico e&#xD;
ocitocinérgico. Além disso, disfunções nesses sistemas também podem causar déficits sociais,&#xD;
prejudicando a capacidade de integrar habilidades comportamentais, cognitivas e afetivas para&#xD;
se adaptar a diferentes contextos sociais. Ansiedade e déficits sociais são características comuns&#xD;
em transtornos neuropsiquiátricos, como depressão, transtornos bipolares e autismo. Eventos&#xD;
ocorridos no período perinatal têm grande impacto no comportamento do indivíduo desde a&#xD;
infância até a idade adulta. Fatores desfavoráveis nesta fase, têm sido correlacionados com a&#xD;
manifestação de doenças neuropsiquiátricas devido à sensibilidade neuroplástica desse período&#xD;
no desenvolvimento do sistema nervoso central. Por outro lado, ambientes favoráveis podem&#xD;
melhorar as capacidades cognitivas e emocionais. Neste trabalho, avaliamos os efeitos do&#xD;
enriquecimento ambiental (EA) perinatal no comportamento social e comportamento análogo&#xD;
à ansiedade em camundongos adolescentes e adultos, tanto machos quanto fêmeas. Também&#xD;
foi realizada uma análise por imunofluorescência dos neurônios vasopressinérgicos e&#xD;
ocitocinérgicos do núcleo paraventricular do hipotálamo. Na adolescência, os grupos&#xD;
submetidos ao ambiente enriquecido perinatal (AEP) apresentaram um aumento de 144,9% no&#xD;
tempo de brincadeira social em comparação aos animais de ambiente padrão perinatal (APP)&#xD;
(fator ambiente: F1,28 = 12,23, p = 0,0016). O EA perinatal não foi capaz de promover redução&#xD;
&#xD;
dos comportamentos ansiosos no teste do labirinto em cruz elevado (LCE) e da caixa claro-&#xD;
escuro (CCE). Contudo, no LCE, o aumento da atividade locomotora em 23,6% foi observado&#xD;
&#xD;
nos animais AEP em comparação aos animais APP (fator ambiente: (F1,60 = 4.28, p = 0,04). Na&#xD;
análise dos neurônios vasopressinérgicos, não foram encontradas diferenças significativas nos&#xD;
animais adolescentes. Porém, na análise dos neurônios ocitocinérgicos, os animais EAP&#xD;
apresentavam área do soma 10,7% maior que os APP (fator ambiente: F1,17 = 4,95, p = 0,03),&#xD;
assim como um aumento de 7,5% no diâmetro (fator ambiente: F1,17 = 13,2, p = 0,002). Nos&#xD;
adultos, independente do sexo, não houve diferenças significativas nos comportamentos sociais&#xD;
no teste de sociabilidade e preferência pela novidade social. Contudo, os animais EAP&#xD;
apresentaram aumento da atividade exploratória neste teste, com aumento no número de rearing&#xD;
88,1% maior que dos animais APP (fator ambiente: F1,57 = 5,10, p = 0,02). No teste do LCE, os&#xD;
animais enriquecidos demonstraram evidente redução dos comportamentos ansiosos, com&#xD;
aumento de 67,12% do tempo relativo de permanência nos braços abertos em relação aos</description>
    <dc:date>2025-02-25T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/21672">
    <title>Avaliação farmacológica das atividades antinociceptiva e anti-inflamatória do composto híbrido: (±-cis) (6-etil-tetraidro-2H-pirano-2-il)metil 2-(2- (2,6-diclorofenilamino) fenil acetato</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/21672</link>
    <description>Título: Avaliação farmacológica das atividades antinociceptiva e anti-inflamatória do composto híbrido: (±-cis) (6-etil-tetraidro-2H-pirano-2-il)metil 2-(2- (2,6-diclorofenilamino) fenil acetato
Autor: Oliveira, Joyce Mattos de
Resumo: Os analgésicos estão entre uma das classes de medicamentos mais utilizadas para o&#xD;
tratamento ou alívio de situações dolorosas e inflamatórias. Porém, devido ao grande número&#xD;
de efeitos colaterais e muitas vezes da ineficácia dessas drogas, se faz necessária a busca por&#xD;
novos fármacos. Quando um novo composto apresenta respostas promissoras, a conjugação&#xD;
de estruturas bioativas específicas em uma única molécula pode ser realizada através da&#xD;
hibridação molecular. Uma saída eficaz de planejar racionalmente novos fármacos que tenha&#xD;
ação sinérgica e/ou diminuição de efeitos adversos. O objetivo deste estudo foi avaliar a&#xD;
atividade antinociceptiva aguda e crônica e anti-inflamatória do novo composto híbrido: (±-&#xD;
cis) (6-etil-tetraidro-2H-pirano-2-il)metil 2-(2-(2,6-diclorofenilamino) fenil acetato (LS26),&#xD;
sintetizado a partir da hibridação do composto [(±)-Cis)(6-etil-Tetrahidro-2H-Pirano-2-&#xD;
il]Metanol (LS20) e o anti-inflamatório não-esteroidal diclofenaco de sódio. O composto&#xD;
LS26 foi administrado pela via oral em todos os animais e em todos os modelos&#xD;
experimentais. De acordo com os resultados, o composto possui atividade antinociceptiva&#xD;
aguda observada nos modelos de contorções abdominais, formalina (ambas as fases) e&#xD;
imersão da cauda em água quente. O mecanismo de ação do composto envolve o sistema&#xD;
opioide, tendo em vista que a aplicação de antagonistas seletivos opioides foram capazes de&#xD;
reduzir o efeito antinociceptivo do composto híbrido. A via NO/GMPc/K+ATP também é um&#xD;
dos mecanismos de ação do LS26 devido a redução do efeito antinociceptivo com a&#xD;
administração prévia de L-NAME, ODQ e glibenclamida. A atividade antinociceptiva aguda e&#xD;
crônica sobre a alodinia induzida pela constrição crônica do nervo ciático, também foi&#xD;
observada no modelo de dor neuropática devido a inibição da produção de IL-1β e IL-6 no&#xD;
nervo ciático. O composto não apresenta relação entre o efeito antinociceptivo e um déficit&#xD;
motor, de acordo com os resultados do teste de rota-rod. Quanto a atividade anti-inflamatória,&#xD;
o composto LS26 apresentou atividade anti-edematogênica, pois foi capaz de reduzir a&#xD;
migração leucocitária e a produção de citocinas pró-inflamatórias como IL-1β, TNF-α e IL-6&#xD;
e aumentar a síntese da citocina anti-inflamatória IL-10 no modelo da bolsa de ar subcutânea.&#xD;
O composto apresentou seletividade para a inibição da COX-2 observada na avaliação in&#xD;
vitro. No teste toxicológico, o composto não apresentou alterações agudas e subcrônica nas&#xD;
avaliações microscópicas e macroscópicas. Esses resultados indicam atividade antinociceptiva&#xD;
através dos receptores opioides e a via NO/GMPc/K+ATP, além de atividade anti-inflamatória&#xD;
com inibição da migração leucocitária, redução dos níveis de IL-1β, TNF-α e IL-6, aumento&#xD;
de IL-10 e atividade inibitória seletiva sobre a COX-2. Podemos então sugerir que o&#xD;
&#xD;
composto híbrido LS26 possui efeitos antinociceptivo e anti-inflamatório além de ser atóxico&#xD;
em modelos animais.</description>
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