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    <title>Vulcanologia física e química da formação paranapanema em Pitanga (PR) na Bacia do Paraná</title>
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    <description>Título: Vulcanologia física e química da formação paranapanema em Pitanga (PR) na Bacia do Paraná
Autor: Souza, Sthefany Pessoa de
Resumo: Este estudo apresenta uma investigação detalhada dos basaltos de alto-Ti da Formação&#xD;
Paranapanema, situada no município de Pitanga (PR), unidade que representa o estágio&#xD;
final do vulcanismo da Província Magmática do Paraná (PMP) durante o Cretáceo Inferior.&#xD;
O trabalho apresenta uma caracterização integrada da litoestratigrafia, petrografia e&#xD;
litogeoquímica de dez fluxos de lava das morfologias simple e rubbly pahoehoe. O objetivo&#xD;
principal da dissertação consiste em compreender os mecanismos de colocação e a extensão&#xD;
lateral dessas lavas, além de interpretar as condições paleoambientais vigentes durante o&#xD;
emplacement das lavas e abordar os aspectos da paleotopografia local. Os resultados&#xD;
demonstram que ambas as morfologias possuem teores de SiO2 semelhantes, indicando que&#xD;
a polimerização da sílica não foi o fator primário no controle da tensão interna das lavas.&#xD;
Contudo, os fluxos rubbly mostram-se mais magnesianos, cálcicos e titaníferos,&#xD;
apresentando maior depleção em elementos-traço incompatíveis em comparação às lavas&#xD;
simple pahoehoe. Tais discrepâncias químicas em amostras com teores de MgO similares&#xD;
indicam que as duas morfologias não são cogenéticas em um processo de diferenciação em&#xD;
sistema fechado. Sugere-se que os magmas tenham origem em uma mesma câmara que&#xD;
sofreu recargas periódicas de magma basáltico, hipótese sustentada pelo enriquecimento&#xD;
cíclico de MgO na estratigrafia e por texturas de sistema aberto, como zoneamento&#xD;
composicional e feições de peneiramento (sieve texture) em macrocristais de plagioclásio.&#xD;
Petrograficamente, ambas as morfologias exibem texturas de resfriamento rápido,&#xD;
incluindo matriz hialopilítica e cristais com cauda de andorinha. A litogeoquímica provou&#xD;
ser uma ferramenta eficaz para a correlação regional, permitindo estabelecer a extensão&#xD;
lateral mínima de dois fluxos rubbly em 14 e 20 quilômetros, respectivamente. Essa&#xD;
conclusão baseia-se na observação de que a variação química entre os núcleos dos fluxos&#xD;
em diferentes regiões é inferior à margem de erro das técnicas analíticas relacionadas à&#xD;
aquisição de dados litogeoquímicos. Essa abordagem permitiu inferir uma paleotopografia&#xD;
com inclinação suave, inferior a 0,34o. Adicionalmente, o predomínio das frações silte e&#xD;
argila e a pobre seleção da matriz sedimentar dos topos brechados das lavas rubbly, bem&#xD;
como a presença de peperitos, indicam uma transição paleoclimática de condições áridas,&#xD;
reportadas em trabalhos prévios para a base do Grupo Serra Geral, para um ambiente com&#xD;
maior disponibilidade hídrica no topo deste. Este trabalho contribui para o entendimento&#xD;
dos mecanismos de colocação de derrames basálticos continentais e fornece informações&#xD;
para a reconstrução paleoambiental, consolidando uma base litoestratigráfica para a&#xD;
Formação Paranapanema na área de estudo.</description>
    <dc:date>2026-07-26T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25930">
    <title>O Milonito Além Paraíba como pedra patrimônio do Vale do Paraíba Fluminense</title>
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    <description>Título: O Milonito Além Paraíba como pedra patrimônio do Vale do Paraíba Fluminense
Autor: Miranda, Stephany De Paula
Resumo: A geodiversidade corresponde à variedade de ambientes geológicos, processos e elementos&#xD;
naturais, como rochas, minerais, fósseis e solos, aos quais se atribuem valores culturais e&#xD;
intrínsecos, relacionados tanto à história humana quanto à própria importância desses elementos&#xD;
na compreensão da Terra. Nesse contexto, a geoconservação amplia-se para além da proteção&#xD;
física, reconhecendo a geodiversidade como registro fundamental da história natural,&#xD;
preservado nas rochas e paisagens. A definição de Pedra Patrimônio, consolidada pela União&#xD;
Internacional de Geociências (IUGS), reforça a relevância das rochas utilizadas em construções&#xD;
históricas como elementos culturais essenciais. No Vale do Paraíba Fluminense, o Milonito&#xD;
Além Paraíba apresenta significativa importância geológica, histórica e cultural. Formado em&#xD;
condições de intenso metamorfismo e deformação tectônica, esse material foi amplamente&#xD;
utilizado em construções históricas locais, especialmente no século XIX, devido à sua&#xD;
disponibilidade e viabilidade econômica. Sua utilização está diretamente associada ao&#xD;
desenvolvimento regional durante o ciclo do café, período marcado pela expansão econômica&#xD;
sustentada pela mão de obra escravizada. Além de seu valor técnico e estético, o milonito&#xD;
constitui um importante elo entre a geodiversidade e a identidade cultural do Vale, estando&#xD;
presente em edificações, infraestrutura e paisagens históricas. Dessa forma, seu reconhecimento&#xD;
como Pedra Patrimônio contribui para a valorização da memória regional e para o&#xD;
fortalecimento de ações de geoconservação, integrando aspectos geológicos, históricos e&#xD;
culturais.</description>
    <dc:date>2026-05-29T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25825">
    <title>Processos físicos, petrogenéticos e geodinâmicos relacionados ao vulcanismo da sequência pré-sal na porção central da Bacia de Santos</title>
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    <description>Título: Processos físicos, petrogenéticos e geodinâmicos relacionados ao vulcanismo da sequência pré-sal na porção central da Bacia de Santos
Autor: Medeiros, Rodrigo Jesus de
Resumo: Os maiores volumes de reservas de petróleo e gás do Brasil ocorrem na sequência sedimentar&#xD;
do Cretáceo Inferior abaixo de uma espessa camada evaporítica na Bacia de Santos.&#xD;
Associadas a essa sequência pré-sal, ocorrem rochas magmáticas máficas intercaladas aos&#xD;
principais intervalos geradores e reservatórios, cuja gênese e papel no sistema petrolífero&#xD;
ainda não são plenamente compreendidos. O magmatismo pré-sal está relacionado à&#xD;
evolução tectônica da bacia durante a fragmentação do Gondwana e persistiu até o Aptiano&#xD;
Superior, ao longo do estágio sag, sendo tradicionalmente interpretado com base em dados&#xD;
geofísicos, com uso limitado de informações petrológicas e geoquímicas em modelos&#xD;
petrogenéticos e geodinâmicos. Esta dissertação apresenta um estudo petrológico integrado&#xD;
de amostras de testemunhos laterais recuperadas de dois poços localizados nas porções norte&#xD;
e sul da região central da Bacia de Santos. As rochas estudadas correspondem a basaltos&#xD;
toleíticos de alto e baixo teor de Ti, cujos episódios eruptivos ocorreram de forma sincrônica&#xD;
aos processos sedimentares responsáveis pela formação dos principais reservatórios pré-sal.&#xD;
A investigação envolveu análises petrográficas, geoquímicas de elementos maiores, traço e&#xD;
terras raras, além de modelagens petrogenéticas, com o objetivo de reconstruir os processos&#xD;
magmáticos, os estilos vulcânicos e os cenários geodinâmicos associados. Os resultados&#xD;
indicam que os basaltos toleíticos de alto Ti, na porção norte da área de estudo, correspondem&#xD;
a um único derrame basáltico espesso, com aproximadamente 48 m de espessura. Em&#xD;
contraste, os basaltos toleíticos de baixo Ti, na porção sul, registram múltiplos episódios&#xD;
vulcânicos, incluindo eventos efusivos e explosivos, alimentados por pelo menos seis fontes&#xD;
magmáticas subvulcânicas distintas ao longo de três eventos vulcânicos separados por&#xD;
períodos de quiescência sedimentar. A modelagem petrogenética sugere que ambos os&#xD;
grupos de basaltos derivam de diferentes graus de fusão parcial de uma fonte mantélica&#xD;
comum. Os dados geoquímicos e os resultados das modelagens são compatíveis com um&#xD;
cenário geodinâmico envolvendo a interação entre uma astenosfera rasa enriquecida e o&#xD;
manto litosférico subcontinental durante os estágios iniciais do rifteamento do Gondwana.&#xD;
Não há evidências diretas de contribuição de magmas derivados de uma pluma mantélica,&#xD;
embora sua possível presença em níveis mais profundos possa ter fornecido o aporte térmico&#xD;
necessário para promover a fusão parcial do manto raso. Esse regime magmático implica um&#xD;
elevado gradiente geotérmico durante a formação do sistema petrolífero pré-sal na Bacia de&#xD;
Santos.</description>
    <dc:date>2026-04-24T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/24514">
    <title>Caracterização radiométrica do maciço alcalino do Morro de São João - RJ</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/24514</link>
    <description>Título: Caracterização radiométrica do maciço alcalino do Morro de São João - RJ
Autor: Heitor, André Gava
Resumo: O Maciço Alcalino do Morro de São João (MSJ), integrante do Alinhamento Alcalino Poços&#xD;
de Caldas–Cabo Frio (PCCF), é constituído predominantemente por sienitos, apresentando&#xD;
ampla variação composicional expressa em litotipos melanocráticos, mesocráticos e&#xD;
leucocráticos. Diferentemente de outros maciços alcalinos do mesmo alinhamento, o MSJ não&#xD;
possui afloramentos expressivos, sendo seus litotipos reconhecidos principalmente em blocos&#xD;
e matacões de diversas formas e dimensões. Essa característica, aliada ao difícil acesso ao&#xD;
interior do maciço, limita o detalhamento do mapeamento litológico. Neste trabalho,&#xD;
empregou-se gamaespectrometria em diferentes escalas — aérea, de campo e laboratorial —&#xD;
com o objetivo de caracterizar radiometricamente o maciço e relacionar a distribuição de K,&#xD;
Th e U aos litotipos presentes. Os dados aéreos e de campo foram processados no software&#xD;
Oasis Montaj Student Version, resultando em mapas de distribuição dos radioelementos, bem&#xD;
como mapas interpretativos (ternário, fator F) e de razões isotópicas. Observou-se boa&#xD;
correlação entre os levantamentos aéreos e de campo; entretanto, os dados de campo revelaram&#xD;
variações localizadas não detectadas pelos aerolevantamentos, atribuídas à maior resolução e&#xD;
proximidade da fonte nos equipamentos portáteis. As análises laboratoriais confirmaram um&#xD;
padrão de enriquecimento em K, Th e U diretamente relacionado ao grau de evolução&#xD;
magmática: rochas melanocráticas apresentam menores teores, enquanto rochas félsicas&#xD;
exibem enriquecimento progressivo, refletindo o comportamento incompatível desses&#xD;
elementos durante a diferenciação magmática. Adicionalmente, foram estimadas as taxas de&#xD;
produção de calor radiogênico a partir de dados de campo e de amostras, evidenciando a&#xD;
contribuição dos elementos radiogênicos para o regime térmico crustal na região.</description>
    <dc:date>2025-10-26T00:00:00Z</dc:date>
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