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    <title>Repositório Colecção:</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/15835</link>
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    <pubDate>Wed, 04 Nov 2026 11:19:32 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-11-04T11:19:32Z</dc:date>
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      <title>Um bebê sem memórias?: uma etnografia multissituada da entrega de recém-nascidos à adoção no Rio de Janeiro e em Alto Garona</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26799</link>
      <description>Título: Um bebê sem memórias?: uma etnografia multissituada da entrega de recém-nascidos à adoção no Rio de Janeiro e em Alto Garona
Autor: Souza, Giulia Escuri de
Resumo: Esta tese apresenta uma etnografia multissituada sobre a entrega de recém-nascidos em&#xD;
adoção no departamento de Haute-Garonne (Alto Garona), na França, e no estado do Rio&#xD;
de Janeiro, no Brasil. Embora ambos os países disponham de dispositivos jurídicos que&#xD;
regulam essa prática, eles se organizam a partir de princípios distintos: na França, o parto&#xD;
em segredo assegura à mulher o direito de preservar o segredo ou anonimato de sua&#xD;
identidade; no Brasil, a Lei no 13.509/2017 regulamenta a entrega em adoção e garante o&#xD;
direito ao sigilo sobre o nascimento da criança. Partindo da hipótese de que a reprodução&#xD;
também constitui um fenômeno político, a pesquisa busca compreender como&#xD;
maternidade, adoção de bebês e acesso às origens pessoais são regulados e disputados em&#xD;
ambos os contextos. Realizei trabalho de campo em Alto Garona, onde entrevistei&#xD;
profissionais do Conseil national d'accès aux origines personnelles (CNAOP) e de uma&#xD;
maternidade pública. No Rio de Janeiro, dialoguei com profissionais da Justiça da&#xD;
Infância e da Juventude, além de trabalhadoras de uma maternidade. O corpus também&#xD;
inclui uma netnografia realizada em grupos de pessoas nascidas sob o X e entrevistas com&#xD;
integrantes de um destes coletivos; análise de legislações, documentos institucionais,&#xD;
bibliografia especializada e estudos de caso. Esta tese evidencia que, embora os&#xD;
dispositivos jurídicos respondam a uma mesma questão: a entrega de recém-nascidos ao&#xD;
Estado e o desejo social por adotá-los, eles produzem diferentes regimes de filiação,&#xD;
administram memórias e regulam o acesso às origens pessoais. A tese demonstra que&#xD;
categorias como maternidade, “abandono”, segredo, sigilo e anonimato não constituem&#xD;
descrições neutras da realidade, mas categorias morais e jurídicas produzidas&#xD;
historicamente e continuamente negociadas por agentes do Estado. Também propõe que&#xD;
a disseminação dos testes genéticos de acesso direto ao consumidor e das plataformas&#xD;
digitais vem transformando profundamente as formas de busca pelas origens pessoais,&#xD;
deslocando parte dessa mediação das burocracias estatais para o próprio corpo,&#xD;
tensionando os limites dos regimes jurídicos de segredo construídos ao longo dos séculos.</description>
      <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2026-08-31T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>O trabalho dignifica o homem negro? desigualdades de classe e raça na constituição das masculinidades dos coletores de lixo domiciliar</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26734</link>
      <description>Título: O trabalho dignifica o homem negro? desigualdades de classe e raça na constituição das masculinidades dos coletores de lixo domiciliar
Autor: Ramos, Tamis Porfírio Costa Crisóstomo
Resumo: Esta pesquisa busca analisar como as relações de trabalho participam da constituição social&#xD;
das masculinidades dos homens negros coletores de lixo domiciliar do município do Rio de&#xD;
Janeiro, considerando os eixos de desigualdade de raça, gênero e classe na construção dessas&#xD;
identidades. Partindo da compreensão de que a divisão racial e sexual do trabalho estrutura a&#xD;
organização do trabalho no Brasil, a pesquisa investiga os processos e relações sociais e&#xD;
históricas que fazem com que homens negros estejam sobrerrepresentados em ocupações&#xD;
marcadas pela subalternidade e pelo trabalho corporal “sujo”, bem como os efeitos dessas&#xD;
condições sobre suas experiências laborais, e a construção de masculinidades subalternas. A&#xD;
pesquisa tem como aporte empírico entrevistas em profundidade com questionário&#xD;
semiestruturado realizadas com oito coletores da Companhia Municipal de Limpeza Urbana&#xD;
(Comlurb). Os resultados demonstram que a racialização do trabalho de coleta de lixo&#xD;
domiciliar se expressa para além da sobrerrepresentação de homens negros nessa ocupação,&#xD;
mas, principalmente, na associação histórica entre sujeira, trabalho degradante e corpos&#xD;
negros. Além disso, evidenciam-se relações ambíguas constitutivas da posição social desses&#xD;
trabalhadores enquanto homens negros e da atividade que desempenham. Tais relações&#xD;
complexas envolvem humilhação e orgulho, exploração e reconhecimento, sacrifício e honra&#xD;
coexistindo simultaneamente. A análise sociológica da coleta de lixo domiciliar permite&#xD;
compreender os efeitos da divisão racial e sexual do trabalho na forma com que se configuram&#xD;
experiências de subalternização, precarização laboral e desvalorização social, além dos&#xD;
impactos sociossubjetivos dessas relações estruturais para a construção de identidades&#xD;
masculinas subalternizadas.</description>
      <pubDate>Thu, 02 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2026-07-02T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Das lideranças locais armadas aos grupos armados na Zona Oeste do Rio de Janeiro: como nasceu a chamada milícia “Liga da Justiça”</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26658</link>
      <description>Título: Das lideranças locais armadas aos grupos armados na Zona Oeste do Rio de Janeiro: como nasceu a chamada milícia “Liga da Justiça”
Autor: Santos, Thiago Sardinha
Resumo: A presente tese tem por objetivo analisar e descrever o processo de formação da&#xD;
milícia denominada como Liga da Justiça, cuja atuação se concentrou na Zona Oeste do&#xD;
Rio de Janeiro. Busca-se demonstrar que o surgimento desse grupo armado resulta de&#xD;
dinâmicas históricas e geográficas vinculadas a uma tradição local de violência,&#xD;
articulada a um modelo de desenvolvimento urbano seletivo, desigual e particular da&#xD;
região periférica da cidade. Antes da consolidação da milícia Liga da Justiça que se&#xD;
tornaria a maior do Rio de Janeiro, já existiam lideranças armadas que controlavam&#xD;
territórios específicos e mobilizavam a violência como mediadora das relações sociais.&#xD;
Com isso, será possível analisar a heterogeneidade do espaço urbano da Zona Oeste e da&#xD;
milícia liga da justiça, explorando atores e agencias até então negligenciados, que foram&#xD;
importantes para a atuação e existência do grupo. A pertinência desta pesquisa reside na&#xD;
análise de processos empíricos articulados a referenciais teóricos e conceituais, os quais&#xD;
contribuem para uma compreensão mais aprofundada do fenômeno investigado. Nesse&#xD;
sentido, recorro a produções tanto do campo da Geografia quanto da Sociologia, a fim&#xD;
de desenvolver um trabalho com maior rigor analítico. Para desenvolver esta análise,&#xD;
mobilizo conceitos como acumulação social da violência e mercados ilegais,&#xD;
formulados por Michel Misse, entre outros autores, bem como o de militarização do&#xD;
espaço urbano. Esses referenciais são articulados a macro análises sobre os novos&#xD;
paradigmas da guerra, especialmente a partir da década de 1990, no contexto da crise do&#xD;
capitalismo. Nesse sentido, a guerra molecular e a militarização integram dimensões&#xD;
centrais do fenômeno investigado nesta tese. Além disso, para lidar com a&#xD;
complexidade do fenômeno, examino a consolidação do termo milícia em suas&#xD;
dimensões teóricas e empíricas, dialogando com narrativas de jornais de circulação&#xD;
regional, produções acadêmicas e percepções de moradores dos bairros através de&#xD;
entrevistas em territórios marcados pela presença da milícia Liga da Justiça. Assim,&#xD;
sustento que práticas violentas e mercados ilegais constituem eixos fundamentais para&#xD;
compreender o surgimento, a reestruturação e as transformações desse grupo armado.</description>
      <pubDate>Mon, 09 Mar 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26658</guid>
      <dc:date>2026-03-09T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Articulação política e mediação local: a trajetória de Washington Reis em Duque de Caxias e a formação de lideranças na Baixada Fluminense</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26614</link>
      <description>Título: Articulação política e mediação local: a trajetória de Washington Reis em Duque de Caxias e a formação de lideranças na Baixada Fluminense
Autor: Machado, Andrez Wescley
Resumo: Esta tese tem como objetivo central analisar a consolidação e a resiliência da hegemonia política&#xD;
de Washington Reis e de seu grupo familiar no município de Duque de Caxias, na Baixada&#xD;
Fluminense. A pesquisa busca compreender como essa liderança modernizou as estruturas de&#xD;
poder tradicionais, superando antigos líderes locais, resistindo a crises judiciais e expandindo o&#xD;
seu domínio territorial ao longo das últimas duas décadas. Para compreender esse fenômeno,&#xD;
mobilizamos conceitos interdisciplinares: a formação do território fraturado pelo “cubismo&#xD;
social” (Enders, 2015) e alicerçado na violência estrutural; o papel do “político-mediador”&#xD;
(Kuschnir, 2005) nas periferias metropolitanas; e a reinterpretação analítica do clientelismo&#xD;
contemporâneo (Arnaud e Marques, 2021) como mecanismo de individualização de direitos.&#xD;
Na dimensão discursiva, a tese apropria-se do aparato conceitual de Ernesto Laclau e Chantal&#xD;
Mouffe através de noções como “articulação hegemônica”, “cadeias de equivalência” e&#xD;
“significante vazio”, separando seu projeto normativo de democracia radical para utilizá-los&#xD;
analiticamente na decodificação de um projeto hegemônico conservador. Do ponto de vista&#xD;
metodológico, o trabalho adota uma abordagem mista. A dimensão quantitativa consiste no&#xD;
mapeamento da evolução territorial dos votos nas eleições majoritárias de 2004, 2016 e 2020&#xD;
(via dados do TSE/Politique), evidenciando a geografia do poder por meio da distribuição de&#xD;
benefícios. Já a dimensão qualitativa lança mão da análise das performances e estratégias de&#xD;
comunicação política nas plataformas digitais nos perfis oficiais de Reis no Instagram e&#xD;
Facebook, dissecando os rituais de campanha permanente e a plataformização de seu discurso.&#xD;
Os resultados demonstram que a Família Reis operou uma profissionalização da elite local,&#xD;
estruturando uma máquina que une a materialidade brutal do uso do Estado (a estética do&#xD;
“prefeito trator”) a um cimento ideológico conservador (a figura do “gestor cristão”),&#xD;
amplamente amparado pelo repertório religioso e blindado institucionalmente pelo MDB.&#xD;
Conclui-se que a resiliência dessa hegemonia reside na radicalização da mediação. Ao articular&#xD;
a entrega de infraestrutura à provisão de estabilidade moral e religiosa, a liderança esvaziou a&#xD;
política ideológica tradicional. O nome “Reis” converteu-se, assim, em um significante vazio&#xD;
hegemônico, pois absorveu tantas demandas sociais em um território historicamente&#xD;
negligenciado que transcendeu a condição de mero administrador para assumir o lugar do&#xD;
próprio Estado no imaginário coletivo caxiense.</description>
      <pubDate>Fri, 28 Aug 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2026-08-28T00:00:00Z</dc:date>
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