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    <title>Repositório Colecção:</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/15835</link>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 03:39:47 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-10-15T03:39:47Z</dc:date>
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      <title>Articulação política e mediação local: a trajetória de Washington Reis em Duque de Caxias e a formação de lideranças na Baixada Fluminense</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26614</link>
      <description>Título: Articulação política e mediação local: a trajetória de Washington Reis em Duque de Caxias e a formação de lideranças na Baixada Fluminense
Autor: Machado, Andrez Wescley
Resumo: Esta tese tem como objetivo central analisar a consolidação e a resiliência da hegemonia política&#xD;
de Washington Reis e de seu grupo familiar no município de Duque de Caxias, na Baixada&#xD;
Fluminense. A pesquisa busca compreender como essa liderança modernizou as estruturas de&#xD;
poder tradicionais, superando antigos líderes locais, resistindo a crises judiciais e expandindo o&#xD;
seu domínio territorial ao longo das últimas duas décadas. Para compreender esse fenômeno,&#xD;
mobilizamos conceitos interdisciplinares: a formação do território fraturado pelo “cubismo&#xD;
social” (Enders, 2015) e alicerçado na violência estrutural; o papel do “político-mediador”&#xD;
(Kuschnir, 2005) nas periferias metropolitanas; e a reinterpretação analítica do clientelismo&#xD;
contemporâneo (Arnaud e Marques, 2021) como mecanismo de individualização de direitos.&#xD;
Na dimensão discursiva, a tese apropria-se do aparato conceitual de Ernesto Laclau e Chantal&#xD;
Mouffe através de noções como “articulação hegemônica”, “cadeias de equivalência” e&#xD;
“significante vazio”, separando seu projeto normativo de democracia radical para utilizá-los&#xD;
analiticamente na decodificação de um projeto hegemônico conservador. Do ponto de vista&#xD;
metodológico, o trabalho adota uma abordagem mista. A dimensão quantitativa consiste no&#xD;
mapeamento da evolução territorial dos votos nas eleições majoritárias de 2004, 2016 e 2020&#xD;
(via dados do TSE/Politique), evidenciando a geografia do poder por meio da distribuição de&#xD;
benefícios. Já a dimensão qualitativa lança mão da análise das performances e estratégias de&#xD;
comunicação política nas plataformas digitais nos perfis oficiais de Reis no Instagram e&#xD;
Facebook, dissecando os rituais de campanha permanente e a plataformização de seu discurso.&#xD;
Os resultados demonstram que a Família Reis operou uma profissionalização da elite local,&#xD;
estruturando uma máquina que une a materialidade brutal do uso do Estado (a estética do&#xD;
“prefeito trator”) a um cimento ideológico conservador (a figura do “gestor cristão”),&#xD;
amplamente amparado pelo repertório religioso e blindado institucionalmente pelo MDB.&#xD;
Conclui-se que a resiliência dessa hegemonia reside na radicalização da mediação. Ao articular&#xD;
a entrega de infraestrutura à provisão de estabilidade moral e religiosa, a liderança esvaziou a&#xD;
política ideológica tradicional. O nome “Reis” converteu-se, assim, em um significante vazio&#xD;
hegemônico, pois absorveu tantas demandas sociais em um território historicamente&#xD;
negligenciado que transcendeu a condição de mero administrador para assumir o lugar do&#xD;
próprio Estado no imaginário coletivo caxiense.</description>
      <pubDate>Fri, 28 Aug 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2026-08-28T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Gerenciamento algorítmico (senti)mental: estudo etnográfico com usuárias de aplicativo de autocuidado emocional</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26524</link>
      <description>Título: Gerenciamento algorítmico (senti)mental: estudo etnográfico com usuárias de aplicativo de autocuidado emocional
Autor: Martins, Milena Geisa Dos Santos
Resumo: O aumento expressivo dos casos de ansiedade, depressão e sofrimento emocional nos últimos anos,&#xD;
intensificado pela pandemia de COVID-19, tornou urgentes novas formas de compreender como&#xD;
indivíduos buscam gerir suas emoções. Nesse contexto, os aplicativos de bem-estar emocional&#xD;
(mHealth) surgem como ferramentas centrais na vida cotidiana, influenciando práticas de&#xD;
autocuidado e como os sujeitos lidam com crises. Diante do alcance desses aplicativos e de seu&#xD;
impacto crescente, torna-se fundamental investigá-los a partir de uma perspectiva&#xD;
socioantropológica que considere não apenas suas funcionalidades técnicas, mas principalmente&#xD;
seus efeitos subjetivos e simbólicos. Revisões recentes mostram que a maior parte das pesquisas&#xD;
sobre mHealth concentra-se nas áreas da psicologia, psiquiatria, ciência da computação e design,&#xD;
com foco em eficácia clínica e análises mercadológicas. A carência de pesquisas qualitativas&#xD;
baseadas nas narrativas dos usuários me fez optar por investigar suas experiências vividas para&#xD;
compreender suas ressignificações de sofrimento e gerenciamento de emoções por meio do&#xD;
aplicativo brasileiro que possui o maior número de downloads – de acordo com a Play Store. Nesta&#xD;
tese, busquei compreender como os usuários percebem e utilizam o app; identifiquei quais&#xD;
transformações objetivas e subjetivas eles atribuem ao aplicativo e analisei como práticas de&#xD;
autocuidado são mediadas pelo dispositivo. Constatei que o app funciona simultaneamente como&#xD;
uma ferramenta de apoio emocional e como uma tecnologia de subjetivação algorítmica que molda&#xD;
nos usuários os modos de sentir, interpretar e gerenciar suas emoções – provocando reconfiguração&#xD;
das memórias, produzindo moralidades sobre autocuidado e reforçando lógicas neoliberais de&#xD;
responsabilização individual</description>
      <pubDate>Wed, 08 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26524</guid>
      <dc:date>2026-07-08T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Orientação partidária e gestão da saúde pública: uma análise das Organizações Sociais de Saúde nos municípios de São Paulo (2021-2024)</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26505</link>
      <description>Título: Orientação partidária e gestão da saúde pública: uma análise das Organizações Sociais de Saúde nos municípios de São Paulo (2021-2024)
Autor: Ferreira, Marilaine Aparecida
Resumo: No contexto da Reforma Gerencial, as Organizações Sociais de Saúde (OSs) consolidaram-se&#xD;
como instrumentos de gestão, vinculados ao processo de publicização, em que a execução de&#xD;
serviços públicos não exclusivos foi delegada a entidades privadas sem fins lucrativos e sob&#xD;
regulação estatal. Esta tese investiga se a orientação partidária dos prefeitos influencia a adoção&#xD;
e a intensidade de utilização das OSs nos municípios do estado de São Paulo, inserindo-se no&#xD;
debate sobre a tensão entre o modelo de Estado prestador e arranjos gerenciais de gestão&#xD;
indireta. Após a coleta de dados dos 645 municípios paulistas, foram aplicados modelos de&#xD;
regressão logística (incluindo a penalizada), regressão linear múltipla e testes de interação,&#xD;
controlando por variáveis fiscais e demográficas (porte populacional, capacidade fiscal e&#xD;
aplicação mínima de recursos em saúde). Cortes transversais anuais independentes para o&#xD;
período de 2021 a 2024 permitiram a comparação interanual dos padrões observados. Os&#xD;
resultados indicaram que a orientação partidária, isoladamente, não apresentou significância&#xD;
estatística robusta na explicação da adoção de OSs, levando à refutação da clivagem ideológica&#xD;
(Hipótese I). O porte populacional emergiu como o preditor dominante e estável de adoção,&#xD;
com municípios de maior porte apresentando chances significativamente superiores de&#xD;
implementação, o que sugere que o modelo de OSs relaciona-se à complexidade da saúde e à&#xD;
escala urbana, corroborando a Hipótese II. Quanto à intensidade de utilização (Hipótese III),&#xD;
medida pelo volume de recursos destinados às OSs, a ideologia novamente não apresentou&#xD;
efeito estatístico significativo, sendo o volume de recursos explicado pela população absoluta.&#xD;
As análises de interação entre orientação partidária e porte populacional não apresentaram&#xD;
robustez estatística generalizada e, em alguns casos, foram afetadas por problemas de separação&#xD;
em determinadas categorias, o que limitou a confiabilidade inferencial dos coeficientes&#xD;
estimados. Ainda assim, observaram-se padrões descritivos que sugerem variação ideológica&#xD;
nos municípios em função do porte populacional (entre 50 e 100 mil habitantes), nos primeiros&#xD;
anos do mandato (2021–2022). Esse achado indica que a ideologia não opera como&#xD;
determinante geral, mas como variável condicionada pelo contexto estrutural, cuja&#xD;
manifestação depende das condições institucionais e demográficas. Em conjunto, os resultados&#xD;
indicaram a predominância de fatores estruturais sobre preferências ideológicas na definição&#xD;
dos arranjos de gestão da saúde, sugerindo que a adoção de OSs responde mais a imperativos&#xD;
de escala e capacidade administrativa do que a clivagens político-partidárias</description>
      <pubDate>Thu, 07 May 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26505</guid>
      <dc:date>2026-05-07T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Crioulizando o Pensamento Social Brasileiro: um diálogo decolonial com Sérgio Buarque de Holanda, a partir da leitura invertida do clássico “Raízes do Brasil”</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26416</link>
      <description>Título: Crioulizando o Pensamento Social Brasileiro: um diálogo decolonial com Sérgio Buarque de Holanda, a partir da leitura invertida do clássico “Raízes do Brasil”
Autor: Thobias, Thiago de Oliveira
Resumo: Este trabalho segue os pressupostos e pistas encontrados em minha pesquisa&#xD;
de mestrado, para um diálogo decolonial (THOBIAS, 2020) com Sérgio Buarque&#xD;
de Holanda, a partir da releitura crítica do clássico “Raízes do Brasil”. Desta vez,&#xD;
realizo a leitura invertida (TORRES-GARCIA, 1944) da obra, contribuindo para&#xD;
trazer ao debate intérpretes do Brasil invisibilizados e subestimados pelo&#xD;
Pensamento Social Brasileiro e que vem sendo reivindicados como decoloniais,&#xD;
por seu posicionamento crítico à modernidade ocidental, à colonialidade e ao&#xD;
racismo. Construo, a partir daí, um diálogo imaginário (BURAWÖY, 2010) entre&#xD;
Sérgio Buarque, Lélia Gonzalez, Ailton Krenak e Paulo Freire. Espera-se que&#xD;
essa interlocução, tanto pelas aproximações quanto pelos afastamentos, possa&#xD;
contribuir para a crioulização (GLISSANT, 2005) do Pensamento Social&#xD;
Brasileiro, promovendo a abertura teórico-metodológico-epistemológica do&#xD;
campo para intelectuais e ideias amefricano-confluentes (GONZALEZ, 2020;&#xD;
BISPO DOS SANTOS, 2023). Trata-se de uma pesquisa teórica, bibliográfica,&#xD;
articulando teoria social, Pensamento Social Brasileiro e pensamento decolonial.&#xD;
&#xD;
Minha hipótese central é de que o Pensamento Social Brasileiro pode crioulizar-&#xD;
se, a partir de interpelações críticas decoloniais. A questão de pesquisa&#xD;
&#xD;
concentra-se no impacto que a articulação do pensamento de Paulo Freire, Lélia&#xD;
Gonzalez e Ailton Krenak pode produzir em nosso pensamento social e político.&#xD;
Nesse sentido, pesquisar as contribuições desses autores tem o potencial de&#xD;
renovar os estudos e pesquisas do campo. O objetivo geral da pesquisa é&#xD;
desenvolver um exercício teórico e de pensamento que se utilize e se articule às&#xD;
recentes discussões sobre (de)colonialidade. Para isso, como objetivos&#xD;
específicos proponho apresentar as possibilidades de diálogo decolonial da obra&#xD;
“Raízes do Brasil”; situar essa proposta de diálogo no contexto da renovação&#xD;
teórico-metodológico-epistemológica promovida por teorias insurgentes, com&#xD;
sua desobediência epistêmica (MIGNOLO, 2008), nas ciências sociais; chamar&#xD;
a atenção para alguns aspectos das ideias de Paulo Freire, Lélia Gonzalez e&#xD;
Ailton Krenak; articular o pensamento destes autores; e verificar os efeitos dessa&#xD;
articulação no Pensamento Social Brasileiro, tendo Sérgio Buarque e “Raízes do&#xD;
Brasil” como chave de entrada</description>
      <pubDate>Tue, 10 Mar 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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