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    <title>Repositório Comunidade:</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/8957</link>
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    <pubDate>Sat, 19 Sep 2026 21:49:17 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-09-19T21:49:17Z</dc:date>
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      <title>Coletrar: que trem é esse? Caminhos e atalhos do bê-à-bá nas entrelinhas da docência</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26391</link>
      <description>Título: Coletrar: que trem é esse? Caminhos e atalhos do bê-à-bá nas entrelinhas da docência
Autor: Teixeira, Luana da Silva
Resumo: Esta tese, de natureza cartográfica e autobiográfica, registra o surgimento e a consolidação do conceito de Coletramento, neologismo forjado a partir do momento em que a professora-pesquisadora inicia sua trajetória na alfabetização. Diferente de uma escrita acadêmica tradicional, essa escrita materializa-se na forma de uma viagem ferroviária em que o bilhete de partida é a metáfora do “trem”. Se baseando na expressão mineira, a pesquisadora é conduzida nesse exercício que se dá pelo surgimento da questão da pesquisa, a partir do que significa de tal expressão em sua terra Natal. Como o método cartográfico abre espaço para uma ciência inventiva, os percursos dessa viagem se fazem a partir das canções de Milton Nascimento, cantor, que como a pesquisadora, também é mineiro e em sua trajetória tem uma forte ligação com o trem combinando memórias diversas fazendo das linhas férreas uma metáfora poética. Além disso, a pesquisadora aproxima suas reflexões sobre o conceito de coletramento com a relação estabelecida entre Milton e o clube da esquina. O Coletramento emerge nessa pesquisa como substantivo coletivo, uma palavra polissêmica que reúne letramentos, corpo, linguagem, literatura e experiência, para pensar a docência que se faz a partir do encantamento que se dá pela literatura. Sendo assim, essa pesquisa rastreia os movimentos da professora alfabetizadora que se reinventa em meio aos desafios da docência. O Coletramento nesse sentido é forjado a partir de uma docência que se abre a uma práxis literária que possibilita processos de criação e reconhece que para além da alfabetização e do letramento há a possibilidade de fazer das crianças artistas das palavras. Como materialidade de pesquisa as produções escritas dos alunos ao longo da pesquisa foram compreendidas como territórios a partir dos quais, forças circundantes auxiliaram a consolidação do termo Coletramento. Essa tese então evidencia que a prática alfabetizadora ao ser atravessada pela experiência estética literária pode transformar-se numa potente experiência com a linguagem dotando a vida de novos significados.</description>
      <pubDate>Thu, 18 Dec 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2025-12-18T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Maternidade Negra e a violência do Estado: narrativas de (re)existência</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26390</link>
      <description>Título: Maternidade Negra e a violência do Estado: narrativas de (re)existência
Autor: Oliveira, Lívia Machado
Resumo: A presente tese tem como objetivo investigar as experiências de mulheres que perderam seus filhos em decorrência da violência perpetrada pelo braço armado do Estado, buscando compreender de que modo essas mulheres ressignificam a dor do luto por meio da atuação em coletivos que reivindicam justiça e reparação em memória de seus filhos. A motivação deste estudo emerge de dados sobre a violência no Brasil, os quais evidenciam o processo em curso de genocídio da população negra, jovem e periférica do país. Parte-se do pressuposto de que as vozes dessas mulheres, majoritariamente negras, revelam as nuances do racismo estrutural que viola o direito ao pleno exercício da maternidade, tendo como algoz aquele que deveria proteger e assegurar o direito à vida. A abordagem deste estudo é qualitativa, de caráter metodológico exploratória-explicativa, com recorte longitudinal, cujo principal instrumento metodológico foi a roda de conversa, realizada com três mães integrantes do Movimento Rede de Mães e Familiares da Baixada Fluminense. A análise dos dados é conduzida a partir das perspectivas da escrevivência e do lugar de fala dessas mães amparada pelo aporte basilar dos teóricos dos Estudos do feminismo negro, da sociologia do luto e da antropologia das violências. Autores como Angela Davis, Achille Mbembe, Conceição Evaristo, Chimamanda Adichie, Françoise Vergès e Stuart Hall , entre outros, constituíram referências centrais para a construção do referencial teórico deste estudo, contribuindo de maneira significativa para a compreensão crítica das dinâmicas sociais, políticas e históricas que atravessam o objeto de pesquisa. As narrativas dessas mulheres são compreendidas não como relatos individuais, mas como atos políticos de resistência diante de uma realidade que extermina corpos e adoece emocionalmente sujeitos historicamente subalternizados, evidenciando a lógica necropolítica que define quais vidas são consideradas descartáveis. Os resultados apontam para a necessidade urgente de implementação de políticas públicas de valorização da vida, acolhimento psicossocial e amparo jurídico aos familiares que enfrentam a perda de seus filhos. Conclui-se que ouvir e fortalecer essas narrativas constitui um gesto político essencial à efetivação dos direitos humanos em sua integralidade, sem distinção de raça, gênero ou classe social. Portanto, este trababalho sinaliza que é imperativo substituir a política de morte por uma política de vida: investir em educação, cultura, esporte, saúde e cuidado é mais eficaz e humano do que financiar tanques e fuzis. Uma sociedade que naturaliza o extermínio de sua juventude negra está condenada a repetir a barbárie. Além disso, o trabalho promove a conscientização coletiva, estimulando reflexões sobre justiça, direitos humanos e a urgência de transformar práticas institucionais que perpetuam desigualdades raciais.</description>
      <pubDate>Fri, 19 Dec 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2025-12-19T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Pedagogia domasculinocêntrica: andrografias de um processo educativo com homens na Baixada Fluminense</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26384</link>
      <description>Título: Pedagogia domasculinocêntrica: andrografias de um processo educativo com homens na Baixada Fluminense
Autor: Silva, Leandro Rodrigues Nascimento da
Resumo: Esta tese objetivou investigar as práticas educativas desenvolvidas em grupos voltados ao atendimento de Homens Autores de Violência (HAV) doméstica, analisando os desafios e as potencialidades desses serviços no contexto sociocultural e nas dinâmicas de gênero que balizam a violência. A abordagem deste estudo é qualitativa, de caráter metodológico exploratória-descritiva documental O estudo destaca a implementação da Lei Maria da Penha, especialmente após a formalização dos grupos educativos como obrigatórios, e realiza um levantamento sobre a produção acadêmica brasileira acerca do tema, evidenciando lacunas significativas, especialmente nas áreas de Educação, História e Geografia, que poderiam oferecer perspectivas mais abrangentes e complementares. A pesquisa também examina as dificuldades na formação de facilitadores, que no trabalho passamos a chamar de “profissionais-docentes” e na efetividade das ações educativas, propondo abordagens pedagógicas inovadoras e metodologias que favoreçam transformações nos padrões comportamentais e culturais dos participantes. Em conclusão, pode-se afirmar, até o presente momento, que as nomenclaturas voltadas aos grupos para HAV não correspondem ao que figura na Lei 11.340/2006, pois há um entendimento de que eles sejam educativos e não “terapêuticos”, “reflexivos”, “ressocializadores” etc. Contudo, nota-se que certa confusão de nomenclaturas é feita no corpo da própria Lei que aqui foi mencionada. Buscando auxiliar no debate, problematizamos tal questão, propondo como termo único para o serviço de atendimento aos HAV o sintagma nominal bimembre “grupos educativos”.  Ao abordar um tema emergente e de grande relevância social, a tese contribui para o enfrentamento à violência de gênero, buscando não apenas a redução de casos de violência, mas também a promoção de uma sociedade mais justa e comprometida com a transformação das relações de poder e gênero.</description>
      <pubDate>Tue, 02 Dec 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2025-12-02T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Memórias de mulheres do campo: vida, trajetórias escolares e alfabetização no Projeto Educar para Emancipar em Jaceruba (Japeri)</title>
      <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26383</link>
      <description>Título: Memórias de mulheres do campo: vida, trajetórias escolares e alfabetização no Projeto Educar para Emancipar em Jaceruba (Japeri)
Autor: Lima, Kathleen Aguiar da Cruz de
Resumo: O analfabetismo entre mulheres do campo no Brasil decorre de desigualdades históricas, econômicas e de gênero que atravessam a vida cotidiana e comprometem as trajetórias escolares. Esta pesquisa investiga as experiências de três mulheres da minha família Natalice (avó), Zilá (mãe) e Sunamita (tia), residentes em Jaceruba, Japeri-RJ, buscando compreender como suas memórias e percursos de escolarização se articulam à Educação de Jovens e Adultos (EJA) no campo. Em diálogo com a educação popular e a educação do campo, o estudo analisa também o projeto Educar para Emancipar, realizado no estado do Rio de Janeiro, que possibilitou a alfabetização de Natalice, tendo como professoras suas próprias filhas. Metodologicamente, a pesquisa apoia se na entrevista compreensiva (Ferreira, 2014; Fátima, 2006), realizada em duas etapas, associada à reconstrução de memórias Halbwachs (1990), Bosi (2007), Braga (2000), Santos (2009) e Soares (2018) e à análise documental. As entrevistas foram conduzidas com as três participantes principais Natalice, Zilá e Sunamita e, complementarmente, com as irmãs de Natalice, Talita e Maria, que contribuíram para preencher lacunas de sua trajetória em razão do agravamento de sua memória após um aneurisma. Os procedimentos adotados privilegiaram a escuta atenta e o respeito às narrativas pessoais, permitindo que as experiências fossem ressignificadas e contextualizadas no tempo presente. Os resultados apontam obstáculos recorrentes no acesso à escola, como o trabalho agrícola precoce, a distância entre casa e escola, a precari edade do transporte e a sobrecarga com o cuidado familiar. Ao mesmo tempo, evidenciam as potencialidades da alfabetização na velhice, traduzidas em autonomia, fortalecimento de vínculos comunitários, reconhecimento de si e emancipação. Conclui-se que as experiências de Natalice, Zilá e Sunamita reafirmam a centralidade de políticas de EJA contextualizadas, que respeitem tempos, identidades e saberes do campo, e confirmam a alfabetização como direito e como caminho para o envelhecimento ativo, a inclusão social e a transmissão intergeracional de memórias.</description>
      <pubDate>Wed, 15 Oct 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2025-10-15T00:00:00Z</dc:date>
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