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dc.contributor.authorOliveira, Marcus César Ferreira-
dc.date.accessioned2026-09-24T16:00:35Z-
dc.date.available2026-09-24T16:00:35Z-
dc.date.issued2025-03-29-
dc.identifier.citationOLIVEIRA, Marcus César Ferreira. O problema da demarcação em Karl Popper: o caso da psicanálise. 2025. 144 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26421-
dc.description.abstractDesde seus primeiros construtos teóricos, a psicanálise tem sido apresentada por seus proponentes como uma teoria com valor científico. No livro A interpretação dos sonhos (FREUD, 1900a), primeira obra tida como psicanalítica, ela é tomada como científica. Karl Popper detectava problemas nessa pretensão desde 1919, expondo críticas como uma instância de resultados de suas reflexões sobre problemas concernentes a demarcações de teorias. Algumas interpretações afirmam que os objetivos demarcatórios de Popper formam a base de sua recusa ao fornecimento do status de científica à teoria psicanalítica. Essa posição geralmente se beneficia do exposto no texto Science: conjectures and refutations (POPPER, 1969 [1953]). Não estamos convencidos dessa tese. Isso não se dá apenas por conta da dificuldade de se entender as críticas dirigidas à psicanálise nesse texto com base em seu critério de falseabilidade. A situação é mais complexa. Em uma obra posterior (POPPER, 1983), Popper dedica maior espaço à discussão da relação das teorias psicanalíticas com o seu sistema teórico. O autor é inequívoco ao afirmar que teorias não científicas podem ter valor para a ciência empírica. Ainda que de maneira não explícita e nítida, Popper expõe um tipo de demarcação que preservaria a natureza crítica do critério de falseabilidade, com o objetivo de destacar a importância cognitiva para a ciência de certas teorias metafísicas. Contudo, é comum encontrar leituras que entendem que a obra de Popper exclui a psicanálise desse escopo. Nossa investigação levanta razões para discordar de tais leituras. Do significado atribuído a “pseudociência” ao conceito de “programas metafísicos de pesquisa”, encontramos no texto popperiano elementos que apontam para o valor da psicanálise para a ciência.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal Rural do Rio de Janeiropt_BR
dc.subjectDemarcaçãopt_BR
dc.subjectKarl Popperpt_BR
dc.subjectPsicanálisept_BR
dc.subjectDemarcationpt_BR
dc.subjectPsychoanalysispt_BR
dc.titleO problema da demarcação em Karl Popper: o caso da psicanálisept_BR
dc.title.alternativeThe problem of demarcation in Karl Popper: the case of psychoanalysisen
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.description.abstractOtherSince its first theoretical constructs, psychoanalysis has been presented by its proponents as a theory with scientific value. In The interpretation of dreams (FREUD, 1900a), considered the first psychoanalytic work, it is taken as scientific. Karl Popper detected problems with this claim as early as 1919, criticising it as an instance of the results of his reflections on problems concerning the demarcation of theories. Some interpretations claim that Popper’s demarcationist aims form the basis of his refusal to give psychoanalytic theory scientific status. This position generally benefits from what is set out in the text Science: conjectures and refutations (POPPER, 1969 [1953]). We are not convinced by this thesis. This is not just because it is diÿcult to understand the criticisms levelled at psychoanalysis in this text on the basis of its falsifiability criterion. The situation is more complex. In a later work (POPPER, 1983), Popper devotes more space to discussing the relationship between psychoanalytic theories and his own theoretical system. The author is unequivocal in stating that non-scientific theories can have value for empirical science. Although not explicitly and clearly, Popper sets out a type of demarcation that would preserve the critical nature of the falsifiability criterion, with the aim of highlighting the cognitive importance for science of certain metaphysical theories. However, it is common to find interpretations that understand Popper’s work to exclude psychoanalysis from this scope. Our investigation raises reasons to disagree with such readings. From the meaning attributed to “pseudoscience” to the concept of “metaphysical research programs”, we find elements in popperian text that point to the value of psychoanalysis for science.en
dc.contributor.advisor1Guitarrari, Robinson-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0001-9727-4654pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3649125210518429pt_BR
dc.contributor.referee1Guitarrari, Robinson-
dc.contributor.referee2Duarte, Alessandro Bandeira-
dc.contributor.referee3Porto, Cláudio Maia-
dc.contributor.referee4Videira, Antonio Augusto Passos-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3675878988513138pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Ciências Humanas e Sociaispt_BR
dc.publisher.initialsUFRRJpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofiapt_BR
dc.subject.cnpqFilosofiapt_BR
Aparece nas coleções:Mestrado em Filosofia

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