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http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26488| Tipo do documento: | Tese |
| Título: | A atuação pública de Juliano Moreira e sua relação com o “racismo científico” no início do século XX |
| Título(s) alternativo(s): | The Public Actions of Juliano Moreira and their Relationship with “Scientific Racism” in the Early 20th Century Les actions publiques de Juliano Moreira et leur relation avec le « racisme scientifique » au début du XXe siècle Las acciones públicas de Juliano Moreira y su relación con el “racismo científico” a principios del siglo XX |
| Autor(es): | Rezende, Rosi Marina |
| Orientador(a): | Pereira, Amauri Mendes |
| Primeiro membro da banca: | Pereira, Amauri Mendes |
| Segundo membro da banca: | Silva, Nilton Sousa da |
| Terceiro membro da banca: | Barbosa, Maria Inês da Silva |
| Quarto membro da banca: | Bruno, Paulo Roberto de Abreu |
| Quinto membro da banca: | Jacobina, Ronaldo Ribeiro |
| Palavras-chave: | Juliano Moreira;Racismo Científico;Pensamento Sanitarista;Movimento Eugenista;Pensamento Social Brasileiro;Scientific Racism;Public Health Thought;Eugenics Movement;Brazilian Social Thought;Racisme Scientifique;Pensée de Santé Publique;Mouvement Eugénique;Pensée Sociale Brésilienne;Racismo Científico;Pensamiento En Salud Pública;Movimiento Eugenésico;Pensamiento Social Brasileño |
| Área(s) do CNPq: | Educação Educação |
| Idioma: | por |
| Data do documento: | 30-out-2025 |
| Editor: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UFRRJ |
| Departamento: | Instituto de Educação Instituto Multidisciplinar de Nova Iguaçu |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares |
| Citação: | REZENDE, Rosi Marina. A atuação pública de Juliano Moreira e sua relação com o “racismo científico” no início do século XX. 2026. 316 f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares, Instituto de Educação/Instituto Multidisciplinar, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica/Nova Iguaçu, RJ, 2025. |
| Resumo: | Juliano Moreira (1872-1933), médico negro, nascido em Salvador e filho de mãe negra e empregada doméstica e pai branco, português, é reconhecido como um dos fundadores da psiquiatria no Brasil. Formado aos 19 anos, teve atuação destacada como dermatologista, sanitarista e psiquiatra, dirigindo por 27 anos o Hospital Nacional de Alienados, no Rio de Janeiro. Este trabalho tem como objetivo compreender o pensamento e a trajetória desse intelectual, cuja atuação confrontou o racismo científico e as teorias de inferiorização do negro, vigentes no início do século XX. A hipótese que orienta a pesquisa é a de que a produção científica e as atitudes de Juliano Moreira tenham exposto inconsistências nas teorias racialistas contribuindo para mudanças no pensamento, até então predominante entre as elites intelectuais, de que a mestiçagem entre as raças seria um fator determinante para a degenerescência de populações. A análise parte de sua tese de doutoramento, atravessa sua atuação profissional, produção científica e examina sua ação em instituições como a Liga Brasileira de Higiene Mental e a Sociedade Brasileira de Eugenia. Busca compreender o modo como lidou com os ideários eugênicos e como, sendo negro, foi aceito no meio científico, amplamente racializado. A pesquisa adota metodologia qualitativa, com base em levantamento bibliográfico e análise documental. Inclui fontes primárias e secundárias: livros, teses, artigos científicos, artigos de jornais, manuscritos, e documentos como as atas do Primeiro Congresso Brasileiro de Eugenia. Aborda, ainda, a trajetória da ideia de raça e sua credibilidade científica, que impregnaram as instituições que erigiram o Estado Nacional Republicano, pretendendo contribuir para o debate sobre ciência, raça e desigualdade. Por fim, a pesquisa problematiza o silenciamento de seu legado nos registros históricos e científicos posteriores, mesmo com sua influência notável na psiquiatria brasileira. |
| Abstract: | Juliano Moreira (1872–1933), a Black physician born in Salvador to a Black mother who was a domestic worker and a white Portuguese father, is recognized as one of the founders of psychiatry in Brazil. Graduating at the age of 19, he had a distinguished career as a dermatologist, public health physician, and psychiatrist, directing the National Asylum in Rio de Janeiro for 27 years. This work aims to understand the thought and trajectory of this intellectual, whose work confronted scientific racism and theories of the inferiorization of Black people, prevalent at the beginning of the 20th century. The hypothesis guiding the research is that Juliano Moreira's scientific production and attitudes exposed inconsistencies in racialist theories, contributing to changes in the then-prevailing view among intellectual elites that racial miscegenation was a determining factor in the degeneration of populations. The analysis begins with his doctoral thesis, encompasses his professional activities and scientific output, and examines his work in institutions such as the Brazilian League of Mental Hygiene and the Brazilian Eugenics Society. This study seeks to understand how he dealt with eugenic ideals and how, as a Black man, he was accepted in the largely racialized scientific community. The research adopts a qualitative methodology, based on a bibliographic survey and documentary analysis. It includes primary and secondary sources: books, theses, scientific articles, newspaper articles, manuscripts, and documents such as the minutes of the First Brazilian Eugenics Congress. It also addresses the trajectory of the idea of race and its scientific credibility, which permeated the institutions that built the National Republican State, aiming to contribute to the debate on science, race, and inequality. Finally, the research problematizes the silencing of his legacy in subsequent historical and scientific records, despite his notable influence on Brazilian psychiatry. Juliano Moreira (1872-1933), médecin noir né à Salvador d'une mère noire employée de maison et d'un père portugais blanc, est reconnu comme l'un des fondateurs de la psychiatrie au Brésil. Diplômé à l'âge de 19 ans, il mène une brillante carrière de dermatologue, de médecin de santé publique et de psychiatre, dirigeant l'Asile national de Rio de Janeiro pendant 27 ans. Cet ouvrage vise à comprendre la pensée et le parcours de cet intellectuel, dont l'œuvre s'est opposée au racisme scientifique et aux théories de l'infériorisation des Noirs, répandues au début du XXe siècle. L'hypothèse qui guide la recherche est que la production scientifique et les attitudes de Juliano Moreira ont révélé les incohérences des théories racialistes, contribuant à l'évolution de la vision alors dominante parmi les élites intellectuelles, selon laquelle le métissage racial était un facteur déterminant de la dégénérescence des populations. L'analyse commence par sa thèse de doctorat, englobe ses activités professionnelles et sa production scientifique, et examine son travail au sein d'institutions telles que la Ligue brésilienne d'hygiène mentale et la Société brésilienne d'eugénisme. Cette étude vise à comprendre comment il a abordé les idéaux eugéniques et comment, en tant qu'homme noir, il a été accepté au sein d'une communauté scientifique largement racialisée. La recherche adopte une méthodologie qualitative, fondée sur une enquête bibliographique et une analyse documentaire. Elle inclut des sources primaires et secondaires : livres, thèses, articles scientifiques, articles de presse, manuscrits et documents tels que les comptes rendus du premier Congrès eugénique brésilien. Elle aborde également la trajectoire de la notion de race et sa crédibilité scientifique, qui a imprégné les institutions qui ont construit l'État national républicain, afin de contribuer au débat sur la science, la race et les inégalités. Enfin, la recherche problématise la mise sous silence de son héritage dans les documents historiques et scientifiques ultérieurs, malgré son influence notable sur la psychiatrie brésilienne. Juliano Moreira (1872-1933), médico negro nacido en Salvador de madre negra trabajadora doméstica y padre portugués blanco, es reconocido como uno de los fundadores de la psiquiatría en Brasil. Graduado a los 19 años, tuvo una destacada trayectoria como dermatólogo, médico de salud pública y psiquiatra, dirigiendo el Asilo Nacional en Río de Janeiro durante 27 años. Este trabajo busca comprender el pensamiento y la trayectoria de este intelectual, cuya obra confrontó el racismo científico y las teorías de inferiorización de la población negra, prevalecientes a principios del siglo XX. La hipótesis que guía la investigación es que la producción científica y las actitudes de Juliano Moreira expusieron inconsistencias en las teorías racistas, contribuyendo a cambios en la visión, entonces predominante entre las élites intelectuales, de que el mestizaje racial era un factor determinante en la degeneración de las poblaciones. El análisis comienza con su tesis doctoral, abarca sus actividades profesionales y su producción científica, y examina su trabajo en instituciones como la Liga Brasileña de Higiene Mental y la Sociedad Brasileña de Eugenesia. Este estudio busca comprender cómo lidió con los ideales eugenésicos y cómo, como hombre negro, fue aceptado en la comunidad científica, predominantemente racializada. La investigación adopta una metodología cualitativa, basada en un estudio bibliográfico y análisis documental. Incluye fuentes primarias y secundarias: libros, tesis, artículos científicos, artículos periodísticos, manuscritos y documentos como las actas del Primer Congreso Brasileño de Eugenesia. También aborda la trayectoria de la idea de raza y su credibilidad científica, que permearon las instituciones que construyeron el Estado Nacional Republicano, con el objetivo de contribuir al debate sobre ciencia, raza y desigualdad. Finalmente, la investigación problematiza el silenciamiento de su legado en los registros históricos y científicos posteriores, a pesar de su notable influencia en la psiquiatría brasileña. |
| URI: | http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26488 |
| Aparece nas coleções: | Doutorado em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares |
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Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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