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Tipo do documento: Dissertação
Título: Escravos da religião: Família e comunidade nas propriedades beneditinas no Recôncavo da Guanabara (1817-1857)
Autor(es): Franco, Vitor Hugo Monteiro
Palavras-chave: família escrava;irmandades negras;Recôncavo da Guanabara;Ordem de São Bento;
Data do documento: 2019
Resumo: Esta dissertação analisa as relações familiares e comunitárias dos escravos da Ordem de São Bento - também conhecidos como Escravos da Religião – alocados na Fazenda São Bento de Iguassú, no Recôncavo da Guanabara (Rio de Janeiro), na primeira metade do século XIX. Embora vivessem em um cenário de extrema exploração e violência, esses africanos e afro-brasileiros escravizados estabeleceram por meio do casamento, compadrio, e da participação na Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, laços fundamentais para sua sobrevivência no mundo do cativeiro. Em que medida, Escravidão e Religião influenciaram a experiência de vida dessas pessoas escravizadas? Quais as expectativas que os monges-senhores e cativos tinham com a família escrava? Para responder a essas e outras questões, utilizei uma gama variada de fontes, como registros paroquiais, inventários, testamentos, jornais. Para tanto empreguei duas abordagens, a do método de “ligação nominativa de fontes”, já consagrado pela História demográfica, conjugado a História social na sua vertente micro-histórica. Orientado pelo Prof. Dr. Jonis Freire.
Abstract: This dissertation analyzes the family and community ties of enslaved people owned by Order of Saint Benedict –also known as Slaves of Religion – who lived in São Bento de Iguassú Farm, located in the hinterland of Guanabara Bay (Rio de Janeiro), in the first half of nineteenth century. Although they lived in a scenario of extreme exploitation and violence, these African and enslaved Afro-Brazilians established, through marriage, godparenting, and participation in the Brotherhood of Our Lady of the Rosary, fundamental ties for their survival in slavery. To what extent have Slavery and Religion influenced the life experience of these enslaved people? What expectations did the monks-masters and captives have with the enslaved family? To answer these and others questions, I used various sources such as parish records, inventories, wills, newspapers. For this purpose, I have used two approaches to the method of "nominative linkage of sources", already established by Demographic History, coupled with Social History in its microhistory aspect.
URI: http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26713
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