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dc.contributor.authorMonteiro, Linderval Augusto-
dc.date.accessioned2026-11-06T16:19:18Z-
dc.date.available2026-11-06T16:19:18Z-
dc.date.issued2026-
dc.identifier.citationMONTEIRO, Linderval Augusto. “Tinha que fazer tudo”: autoconstrução, informalidades e formação das redes de sobrevivência na Baixada Fluminense (1950-1990). Revista Mundos do Trabalho, Florianópolis, v. 18, p. 1–19, 2026.pt_BR
dc.identifier.issn1984-9222-
dc.identifier.urihttp://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26837-
dc.description.abstractO presente artigo investiga, com base em entrevistas realizadas nos anos 1990, o processo de loteamento e ocupação proletária da Baixada Fluminense entre 1950 e 1990. Explora-se como trabalhadores migrantes, atraídos pela dinamização da economia carioca no pós-guerra, colonizaram essa antiga região agrícola, transformando-a em uma periferia urbana maciçamente expandida. Argumenta-se que essa ocupação se deu sob a lógica da inclusão perversa: a ausência de infraestrutura estatal e a pressão por moradia forçaram os migrantes a desenvolver estratégias próprias de resolução de problemas, como a autoconstrução da habitação e dos equipamentos urbanos e a formação de redes informais de sobrevivência. Longe de revelar passividade ou marginalidade, essas práticas forjaram identidades sui generis, pautadas na autonomia da propriedade e na agência coletiva diante da invisibilidade a que o Estado relegava esses moradores.pt_BR
dc.relation.ispartofRevista Mundos do Trabalhopt_BR
dc.relation.ispartofseriesN/A;-
dc.subjectBaixada Fluminensept_BR
dc.subjectautoconstruçãopt_BR
dc.subjecthistória oral;pt_BR
dc.title“Tinha que fazer tudo”: Autoconstrução, informalidades e formação das redes de sobrevivência na Baixada Fluminense (1950-1990)pt_BR
dc.typeArtigo em periódicopt_BR
dc.description.abstractOtherDrawing on interviews conducted in the 1990s, this article examines the process of land subdivision and proletarian occupation of the Baixada Fluminense between 1950 and 1990. It explores how migrant workers, attracted by the dynamism of Rio de Janeiro’s post-war economy, colonized this former agricultural region, transforming it into a massively expanded urban periphery. It argues that this occupation developed under a logic of perverse inclusion: the absence of state infrastructure and intense housing pressure forced migrants to develop their own problem-solving strategies, such as the autoconstruction of housing and urban infrastructure and the formation of informal survival networks. Far from signaling passivity or marginality, these practices forged sui generis identities, grounded in the autonomy of property ownership and in collective agency in the face of these residents’ invisibility to the state.pt_BR
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