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http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26285| Tipo do documento: | Tese |
| Title: | Bioconservação por Lacticaseibacillus casei e sanitização com ácido lático: estratégias naturais para melhoria da qualidade, segurança microbiológica e redução de patulina em suco de maçã |
| Other Titles: | Biopreservation by Lacticaseibacillus casei and lactic acid sanitization: natural strategies to improve quality, microbiological safety, and reduce patulin in apple juice |
| Authors: | Pereira, Cristina Barbosa |
| Orientador(a): | Ferreira, Elisa Helena da Rocha |
| Primeiro coorientador: | Rosenthal, Amauri |
| Primeiro membro da banca: | Rosenthal, Amauri |
| Segundo membro da banca: | Gregório, Sandra Regina |
| Terceiro membro da banca: | Guerra, André Fioravante |
| Quarto membro da banca: | Silva, Otniel Freitas |
| Quinto membro da banca: | Cunha Júnior , Paulo Cezar da |
| Keywords: | suco de maçã prensado a frio;bioconservação;Lacticaseibacillus casei;ácido lático;patulina;cold-pressed apple juice;biopreservation;lactic acid;patulin |
| Área(s) do CNPq: | Ciência e Tecnologia de Alimentos |
| Idioma: | por |
| Issue Date: | 12-Dec-2025 |
| Publisher: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UFRRJ |
| Departamento: | Instituto de Tecnologia |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos |
| Citation: | PEREIRA, Cristina Barbosa. Bioconservação por Lacticaseibacillus casei e sanitização com ácido lático: estratégias naturais para melhoria da qualidade, segurança microbiológica e redução de patulina em suco de maçã. 2025. 113 f. Tese (Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) - Programa de Pós Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos. Instituto de Tecnologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2025. |
| Abstract: | A crescente demanda por alimentos minimamente processados, com menor uso de aditivos químicos e preservação das características sensoriais naturais, tem incentivado o desenvolvimento de estratégias de conservação mais sustentáveis. Nesse contexto, a bioconservação com bactérias ácido-láticas (BAL) e a sanitização com ácido lático despontam como alternativas promissoras. Este trabalho teve como objetivo avaliar o uso de Lacticaseibacillus casei como agente bioconservador em suco de maçã, sanitizadas com ácido lático, considerando sua eficácia microbiológica, impacto sensorial, atividade antioxidante e capacidade de mitigação da patulina. Para isso, foram conduzidos três estudos complementares: (i) avaliação da sanitização com ácido lático e aplicação de L. casei; (ii) estudo da estabilidade microbiológica, da atividade antioxidante e sensorial durante o armazenamento refrigerado; e (iii) investigação da mitigação da patulina por células de L. casei comparado a pasteurização e radiação por UV-C. Inicialmente, verificou-se que a sanitização com ácido lático promoveu maior redução microbiana em relação ao hipoclorito de sódio, comumente utilizado pela indústria alimentícia, atingindo 2,64 log UFC/mL para aeróbios mesófilos, 2,41 log UFC/mL para bolores e leveduras e 2,41 log UFC/mL para Enterobacteriaceae. Adicionalmente, o suco sanitizado com ácido lático e adicionado de L. casei, permaneceu livre de coliformes por até 20 dias, demonstrando efeito sinérgico entre a sanitização com ácido lático e a bioconservação por L. casei, aumentando assim, a segurança microbiológica do produto. No segundo estudo, a eficácia de L. casei na bioconservação de suco de maçã foi comparada com a pasteurização convencional. Duas estratégias foram avaliadas: inoculação direta de culturas liofilizadas e inoculação seguida de incubação a 37 °C por 16 h. Ambas as estratégias de aplicação de L. casei mantiveram viabilidade próxima de 6,0 log UFC/mL por 15 dias, sem detecção de Salmonella e E. coli, além de preservar parâmetros físico-químicos do suco. A capacidade antioxidante permaneceu elevada (>90% de inibição do DPPH) e o teor de fenólicos totais variou entre 1000–1686 mg GAE/L, sendo mais estável na condição com incubação a 37 °C. A avaliação sensorial revelou escores de aceitação entre 4,1 e 6,7 na escala hedônica de 9 pontos, demonstrando melhor aceitação quando comparado ao suco pasteurizado. A aceitação do consumidor foi maior para os sucos bioconservados armazenados por até 7 dias, apresentando perfis sensoriais semelhantes ao suco controle. Entretanto, a incubação associada ao armazenamento prolongado levou ao aumento da acidez, amargor e aroma fermentado, reduzindo a aceitação, enquanto, a inoculação direta de L. casei no suco alcançou melhores scores de aceitação e perfil sensorial. Por fim, no terceiro estudo as análises de quantificação de patulina em suco de maçã contaminado em intencionalmente foram realizadas por HPLC em 0 h, 48 h e após 15 dias de armazenamento. A pasteurização e a radiação UV-C apresentaram reduções limitadas, não ultrapassando 26% e 33%, respectivamente. Em contraste, as células inativadas de L. casei reduziram até 53% da patulina, destacando o papel da adsorção passiva na parede celular. O melhor desempenho foi observado em caldo MRS suplementado com células viáveis, atingindo 85% de redução após 15 dias, sugerindo a ação combinada de adsorção e biotransformação enzimática. Em suco de maçã, células viáveis também foram eficazes, alcançando uma redução de 47,7%. De forma integrada, os resultados demonstram que a bioconservação com L. casei, principalmente por inoculação direta em suco sanitizado com ácido lático, é uma estratégia natural, eficiente, sensorialmente aceitável e alinhada às tendências de consumo atual, contribuindo para a segurança, qualidade e funcionalidade de sucos minimamente processados. |
| Abstract: | The growing demand for minimally processed foods, with reduced use of chemical additives and preservation of natural sensory characteristics, has encouraged the development of more sustainable preservation strategies. In this context, biopreservation with lactic acid bacteria (LAB) and sanitization with lactic acid emerge as promising alternatives. The objective of this work was to evaluate the use of Lacticaseibacillus casei as a biopreservative agent in apple juice sanitized with lactic acid, considering its microbiological effectiveness, sensory impact, antioxidant activity, and patulin mitigation capacity. To this end, three complementary studies were conducted: (i) evaluation of lactic acid sanitization and application of L. casei; (ii) investigation of microbiological stability, antioxidant activity, and sensory properties during refrigerated storage; and (iii) assessment of patulin mitigation by L. casei cells compared to pasteurization and UV-C radiation. Initially, lactic acid sanitization promoted greater microbial reduction compared to sodium hypochlorite, commonly used in the food industry, achieving reductions of 2.64 log CFU/mL for mesophilic aerobes, 2.41 log CFU/mL for molds and yeasts, and 2.41 log CFU/mL for Enterobacteriaceae. Additionally, apple juice sanitized with lactic acid and supplemented with L. casei remained free of coliforms for up to 20 days, demonstrating a synergistic effect between lactic acid sanitization and L. casei biopreservation, thereby enhancing microbiological safety. In the second study, the effectiveness of L. casei for biopreservation was compared with conventional pasteurization. Two strategies were evaluated: direct inoculation of lyophilized cultures and inoculation followed by incubation at 37 °C for 16 h. Both strategies maintained L. casei viability around 6.0 log CFU/mL for 15 days, with no detection of Salmonella or E. coli, while preserving the physicochemical properties of the juice. Antioxidant capacity remained high (> 90% DPPH inhibition), and total phenolic content ranged from 1000–1686 mg GAE/L, with greater stability in the incubated condition. Sensory evaluation revealed acceptance scores between 4.1 and 6.7 on a 9-point hedonic scale, demonstrating greater acceptance compared to pasteurized juice. Consumer acceptance was higher for biopreserved juices stored for up to 7 days, presenting sensory profiles similar to the control juice. However, incubation combined with prolonged storage led to increased acidity, bitterness, and fermented aroma, reducing acceptance, whereas direct inoculation provided better acceptance scores and sensory balance. Finally, in the third study, patulin quantification analyses in intentionally contaminated apple juice were performed by HPLC at 0 h, 48 h, and after 15 days of storage. Pasteurization and UV-C radiation produced limited reductions, not exceeding 26% and 33%, respectively. In contrast, heat-inactivated L. casei cells reduced patulin by up to 53%, highlighting the role of passive adsorption to the cell wall. The best performance was observed in MRS broth supplemented with viable cells, achieving an 85% reduction after 15 days, suggesting the combined action of adsorption and enzymatic biotransformation. In apple juice, viable cells were also effective, achieving a 47.7% reduction.Taken together, the results demonstrate that biopreservation with L. casei, particularly through direct inoculation in lactic acid–sanitized apple juice, is a natural, efficient, and sensory-acceptable strategy aligned with current consumption trends, contributing to the safety, quality, and functionality of minimally processed juices. |
| URI: | http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26285 |
| Appears in Collections: | Doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos |
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