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Tipo do documento: Tese
Título: “Lembrai-vos sempre, que sois as primeiras pedras fundamentais deste grande edifício”: sociabilidade, economia e administração no Convento das Carmelitas Descalças de Santa Teresa (Rio de Janeiro, 1780-1833)
Título(s) alternativo(s): “Recordad siempre que sois las primeras piedras fundamentales de este gran edificio”: sociabilidad, economía y administración en el Convento de las Carmelitas Descalzas de Santa Teresa (Río de Janeiro, 1780-1833)
Autor(es): Silva, Scheyla Taveira da
Orientador(a): Gonçalves, Margareth de Almeida
Primeiro membro da banca: Bellini, Ligia
Segundo membro da banca: Motta, Márcia Maria Menendes
Terceiro membro da banca: Martins, William de Souza
Quarto membro da banca: Gandelman, Luciana Mendes
Quinto membro da banca: Gonçalves, Margareth de Almeida
Palavras-chave: Convento de Santa Teresa;agência feminina;economia conventual;patrimônio religioso;memória institucional;agencia femenina;economía conventual;patrimonio religioso;memoria institucional
Área(s) do CNPq: História
História
Idioma: por
Data do documento: 17-abr-2026
Editor: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Ciências Humanas e Sociais
Programa: Programa de Pós-Graduação em História
Citação: SILVA, Scheyla Taveira da. “Lembrai-vos sempre, que sois as primeiras pedras fundamentais deste grande edifício”: sociabilidade, economia e administração no Convento das Carmelitas Descalças de Santa Teresa (Rio de Janeiro, 1780-1833). 2026. 339 f. Tese (Doutorado em História) – Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2026.
Resumo: A tese analisa o Convento de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, entre 1781 e 1833, investigando a atuação das religiosas na construção institucional, na administração interna e na formação do patrimônio conventual. O estudo examina as mulheres que integraram as chamadas “quatro primeiras gerações” de freiras, categoria elaborada pela própria comunidade religiosa, interpretada como um instrumento de construção de memória institucional e de afirmação de continuidade simbólica a partir da figura de Jacinta de São José, considerada fundadora do convento. A análise das fontes revela que a memória conventual produziu uma narrativa seletiva que privilegiou determinados personagens e acontecimentos, reforçando a centralidade de Jacinta e atenuando o protagonismo de outras madres superioras, ao mesmo tempo em que construiu uma sucessão geracional baseada na profissão religiosa. A pesquisa também investiga as relações estabelecidas entre as prioras e diferentes autoridades masculinas, tanto eclesiásticas quanto seculares, como bispos, síndicos, procuradores e visitadores, evidenciando a existência de um complexo sistema de controle e vigilância sobre a vida conventual. A partir de uma perspectiva de gênero e da análise de documentação administrativa e jurídica, identificam-se formas de agência feminina na condução da vida religiosa, na gestão cotidiana da clausura e nas negociações institucionais realizadas com autoridades e agentes externos ao convento. Além disso, a tese examina o funcionamento da economia conventual, demonstrando que a manutenção da comunidade dependia de múltiplas fontes de renda, como dotes, tenças, doações e comercialização de bens produzidos pelas religiosas, bem como de um conjunto significativo de operações imobiliárias, incluindo arrendamentos, aforamentos, foros, laudêmios e aluguéis, que contribuíram para a constituição e consolidação do patrimônio do convento. A análise dessas práticas evidencia a inserção da instituição em vínculos de sociabilidade locais e destaca o domínio simbólico e material exercido pelo convento sobre seu entorno urbano. Por fim, o estudo observa que a instalação da corte portuguesa no Rio de Janeiro, a partir de 1808, produziu impactos na economia conventual, sobretudo pela ocupação de propriedades do convento pela Coroa e pelos atrasos nos pagamentos realizados pelo Tesouro Real. Conclui-se que o Convento de Santa Teresa constituiu um espaço de interação entre poder religioso, autoridade política e práticas jurídicas, no qual as freiras exerceram formas significativas de agência administrativa, econômica e simbólica, ainda que submetidas às estruturas de controle e às transformações sociais e políticas da sociedade fluminense entre os séculos XVIII e XIX
Abstract: La tesis analiza el Convento de Santa Teresa, en Río de Janeiro, entre 1781 y 1833, investigando la actuación de las religiosas en la construcción institucional, en la administración interna y en la formación del patrimonio conventual. El estudio examina a las mujeres que integraron las llamadas “cuatro primeras generaciones” de monjas, categoría elaborada por la propia comunidad religiosa e interpretada como un instrumento de construcción de memoria institucional y de afirmación de continuidad simbólica a partir de la figura de Jacinta de São José, considerada fundadora del convento. El análisis de las fuentes revela que la memoria conventual produjo una narrativa selectiva que privilegió determinados personajes y acontecimientos, reforzando la centralidad de Jacinta y atenuando el protagonismo de otras madres superioras, al mismo tiempo que construyó una sucesión generacional basada en la profesión religiosa. La investigación también examina las relaciones establecidas entre las prioras y diversas autoridades masculinas, tanto eclesiásticas como seculares, tales como obispos, síndicos, procuradores y visitadores, evidenciando la existencia de un complejo sistema de control y vigilancia sobre la vida conventual. A partir de una perspectiva de género y del análisis de documentación administrativa y jurídica, se identifican formas de agencia femenina en la conducción de la vida religiosa, en la gestión cotidiana de la clausura y en las negociaciones institucionales realizadas con autoridades y agentes externos al convento. Asimismo, la tesis examina el funcionamiento de la economía conventual, demostrando que el mantenimiento de la comunidad dependía de múltiples fuentes de ingreso, como dotes, pensiones, donaciones y la comercialización de bienes producidos por las propias religiosas, así como de un conjunto significativo de operaciones inmobiliarias, entre ellas arrendamientos, enfiteusis, foros, laudemios y alquileres, que contribuyeron a la constitución y consolidación del patrimonio del convento. El análisis de estas prácticas evidencia la inserción de la institución en vínculos de sociabilidad locales y destaca el dominio simbólico y material ejercido por el convento sobre su entorno urbano. Finalmente, el estudio observa que la instalación de la corte portuguesa en Río de Janeiro, a partir de 1808, produjo impactos en la economía conventual, especialmente por la ocupación de propiedades del convento por parte de la Corona y por los retrasos en los pagos realizados por el Tesoro Real. Se concluye que el Convento de Santa Teresa constituyó un espacio de interacción entre poder religioso, autoridad política y prácticas jurídicas, en el cual las monjas ejercieron formas significativas de agencia administrativa, económica y simbólica, aunque sometidas a estructuras de control y a las transformaciones sociales y políticas de la sociedad fluminense entre los siglos XVIII y XIX
URI: http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26381
Aparece nas coleções:Doutorado em História

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