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Tipo do documento: Dissertação
Título : Participação social e justiça socioambiental na Ilha da Marambaia: análise documental sobre conflitos, territorialidades e autonomia quilombola
Otros títulos : Social participation and socio-environmental justice in Ilha da Marambaia: a documentary analysis of conflicts, territorialities, and quilombola autonomy
Autor : Marinho, Thaís Helena Alexandre
Orientador(a): Leandro, Luiz Alberto de Lima
Primeiro membro da banca: Leandro, Luiz Alberto de Lima
Segundo membro da banca: Pinheiro, Joao Luis Alves
Terceiro membro da banca: Castro, Elza Maria Neffa Vieira de
Palabras clave : participação social;justiça socioambiental;territórios quilombolas;análise documental;Baía de Sepetiba;social participation;socio-environmental justice;quilombola territories;documentary analysis;Sepetiba Bay
Área(s) do CNPq: Recursos Florestais e Engenharia Florestal
Idioma: por
Fecha de publicación : 22-ene-2026
Editorial : Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Florestas
Programa: Programa de Pós-Graduação em Práticas em Desenvolvimento Sustentável
Citación : MARINHO, Thaís Helena Alexandre. Participação social e justiça socioambiental na Ilha da Marambaia: análise documental sobre conflitos, territorialidades e autonomia quilombola. 2026. 69 f. Dissertação (Mestrado em Práticas em Desenvolvimento Sustentável) – Instituto de Florestas, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2026.
Resumen : Esta dissertação analisa, por meio de abordagem qualitativa e da Análise de Conteúdo Estrutural de Mayring, como a participação social é reconhecida, disputada ou negada nos processos de gestão territorial, ambiental e turística que incidem sobre a Comunidade Remanescente de Quilombo da Ilha da Marambaia (RJ). Situada em território marcado pela sobreposição de poderes — militarização, políticas ambientais centralizadas, expansão do turismo e pressões industriais da Baía de Sepetiba — a comunidade vivencia vulnerabilidades produzidas institucionalmente, que limitam seus direitos territoriais, sua autonomia política e a continuidade de seus modos de vida tradicionais. O corpus documental, composto por normativas da Marinha, relatórios ambientais, materiais turísticos, pareceres do Ministério Público Federal, registros comunitários e documentos de organizações da sociedade civil, permitiu identificar quatro dimensões centrais: vulnerabilidade, territorialidade, (re)existência e participação social. Os resultados mostram que as normas militares e ambientais restringem a circulação, a pesca e o uso comunitário do território, reforçando assimetrias de poder e configurando casos de racismo ambiental. A territorialidade aparece como campo de disputa entre projetos exógenos — segurança nacional, conservação e turismo — e o projeto quilombola de permanência, memória e ancestralidade. Em contraponto, emergem práticas de (re)existência expressas em rituais, redes políticas, produção comunitária de conhecimento e propostas de Turismo de Base Comunitária, que reafirmam o protagonismo quilombola e sua relação histórica com a ilha. A participação social, embora prevista em instrumentos institucionais, manifesta-se predominantemente como participação consultiva ou tutelada, insuficiente para garantir justiça socioambiental. Conclui-se que fortalecer a participação deliberativa, reconhecer saberes tradicionais e instituir mecanismos de cogestão territorial são condições indispensáveis para a promoção de justiça socioambiental, autonomia quilombola e sustentabilidade democrática na Ilha da Marambaia.
Abstract: This dissertation analyzes, through a qualitative approach and Mayring’s Structural Qualitative Content Analysis, how social participation is recognized, disputed, or denied in territorial, environmental, and tourism management processes affecting the Remaining Community of the Quilombo of Ilha da Marambaia (RJ). Located in a territory marked by overlapping power structures—militarization, centralized environmental policies, expansion of tourism, and industrial pressures in Sepetiba Bay—the community experiences institutionally produced vulnerabilities that limit its territorial rights, political autonomy, and the continuity of its traditional ways of life. The documentary corpus, composed of Navy regulations, environmental reports, tourism materials, Federal Prosecutor’s Office documents, community records, and publications from civil society organizations, enabled the identification of four central dimensions: vulnerability, territoriality, (re)existence, and social participation. The results show that military and environmental norms restrict circulation, fishing, and community use of the territory, reinforcing power asymmetries and constituting cases of environmental racism. Territoriality emerges as a field of dispute among exogenous projects—national security, conservation, and tourism—and the quilombola project of permanence, memory, and ancestry. In contrast, practices of (re)existence arise through rituals, political networks, community-based knowledge production, and proposals for Community-Based Tourism, which reaffirm quilombola protagonism and the community’s historical relationship with the island. Social participation, although formally provided for in institutional instruments, predominantly manifests as consultative or tutelary participation, insufficient to ensure socio-environmental justice. The dissertation concludes that strengthening deliberative participation, recognizing traditional knowledge, and establishing mechanisms for territorial co-management are essential conditions for promoting socio-environmental justice, quilombola autonomy, and democratic sustainability on Ilha da Marambaia.
URI : http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26774
Aparece en las colecciones: Mestrado Profissional em Práticas em Desenvolvimento Sustentável

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