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http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26005| Tipo do documento: | Tese |
| Título: | Renascimento africano e saúde mental de mulheres negras: o desabrochar da flor de lótus sagrada |
| Título(s) alternativo(s): | African renaissance and black women's mental health: the blossoming of the sacred lotus flower |
| Autor(es): | Mondini, Cláudia Elizabete da Costa Moraes |
| Orientador(a): | Silva, Nilton Sousa da |
| Primeiro membro da banca: | Silva, Nilton Sousa da |
| Segundo membro da banca: | Oliveira, Valéria Marques de |
| Terceiro membro da banca: | Gomes, Fabio Florenço |
| Quarto membro da banca: | Oliveira, Fernando Bonadia de |
| Quinto membro da banca: | Diallo, Cintia Santos |
| Palavras-chave: | Renascimento Africano;Psicologia Complexa;resiliência e artesanato;sagrado feminino africano;flor de lótus sagrada;African Renaissance;Complex Psychology;resilience and craftsmanship;African sacred feminine;sacred lotus flower |
| Área(s) do CNPq: | Psicologia |
| Idioma: | por |
| Data do documento: | 25-set-2025 |
| Editor: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UFRRJ |
| Departamento: | Instituto de Educação |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Psicologia |
| Citação: | MONDINI, Cláudia Elizabete da Costa Moraes. Renascimento africano e saúde mental de mulheres negras: o desabrochar da flor de lótus sagrada. 2025. 342 f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Instituto de Educação, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2025. |
| Resumo: | As ideias do senegalês Cheikh Anta Diop são centrais no Renascimento Africano e na Afrocentricidade, desvelando a verdade histórica sobre o legado africano, seu roubo e sua usurpação por gregos que estiveram no Kemet (Antigo Egito) e possibilitando a sua reivindicação e a sua retomada por seus herdeiros. Diop salientou a importância da consciência histórica e evidenciou a unidade na diversidade e a base matriarcal do continente africano, o que chegou ao Brasil no contexto da diáspora. A espiritualidade no Kemet estava diretamente relacionada à Filosofia de Maat, caracterizando-se pelo respeito às mulheres, pela simbologia da flor de lótus sagrada e pela fisiologia e filosofia da glândula pineal/Udjat. Em detrimento da subalternização, da misoginia, do machismo e do sexismo impostos pelo regime escravocrata e pelo patriarcado, mulheres africanas escravizadas evidenciaram a sua força ancestral e a sua capacidade de reinvenção e de resiliência, legadas às suas descendentes. A conexão com a ancestralidade africana é fundamental para a superação da maafa – o caos e o desastre causados pela escravização –, para o restabelecimento de Maat – ordem cósmica, justiça, equilíbrio – e para a promoção de saúde mental de mulheres negras (pardas e pretas). A Psicologia Complexa de Carl Gustav Jung pode auxiliar neste processo pela sua similaridade com a Filosofia Kemética, pela sua perspectiva da espiritualidade e do inconsciente (pessoal, cultural e coletivo), pela teoria dos arquétipos e dos complexos e pela sua visão alquímica do desenvolvimento psíquico: o processo de individuação. A inserção da perspectiva afrocentrada na Psicologia – principalmente por meio da Psicologia Preta/Africana – e da espiritualidade africana em políticas públicas de saúde é fundamental para a compreensão das especificidades da psicologia de pessoas com ascendência africana e para evitar a patologização do seu processo de individuação e da sua espiritualidade. A Kasa de Maat e o Instituto Sankofa de Psicologia e Educação são guardiões da Ciência Ancestral Africana e centrais na consolidação do Renascimento Africano no Brasil. A estratégia de pesquisa deste trabalho é a revisão de literatura e o método é a Escrevivência Artesanal e Alquímica, desenvolvida por mim para a sua realização a partir da Escrevivência de Conceição Evaristo, da Psicologia Complexa de Carl Gustav Jung e da Afrocentricidade. Contempla a Filosofia do Ateliê e a Alquimia do Ateliê assim como aspectos da minha história de vida e da minha experiência como artesã e a elaboração de peças artesanais em diálogo com as discussões da tese. Compreende o artesanato como parte do legado africano e propõe a sua valorização como tecnologia ancestral de cura, de resiliência, de reinvenção de si e de criação de novas possibilidades de existência. O entrelaçamento entre a Psicologia Complexa e o Renascimento Africano e os pontos convergentes entre a vida e a obra de Diop e de Jung nos instrumentalizam para desfazermos as maçarocas históricas, existenciais e espirituais e para unirmos os retalhos da nossa história, possibilitando o desabrochar alquímico da flor de lótus sagrada, o encontro com o sagrado feminino africano e com as raízes africanas da Psicologia. |
| Abstract: | The ideas of Senegalese scholar Cheikh Anta Diop are central to the African Renaissance and Afrocentricity, revealing the historical truth about the African legacy, its theft and usurpation by Greeks who were in Kemet (Ancient Egypt), and enabling its reclamation and recovery by its heirs. Diop emphasized the importance of historical consciousness and highlighted the unity in diversity and the matriarchal basis of the African continent, which arrived in Brazil in the context of the diaspora. Spirituality in Kemet was directly related to the Philosophy of Maat, characterized by respect for women, the symbolism of the sacred lotus flower, and the physiology and philosophy of the pineal gland/Udjat. Despite the subordination, misogyny, machismo, and sexism imposed by the slave regime and patriarchy, enslaved African women demonstrated their ancestral strength and their capacity for reinvention and resilience, which they passed on to their descendants. The connection with African ancestry is fundamental to overcoming the maafa—the chaos and disaster caused by enslavement—to reestablishing Maat—cosmic order, justice, balance—and to promoting the mental health of black women (mixed-race and black). Carl Gustav Jung's Complex Psychology can assist in this process due to its similarity to Kemetic Philosophy, its perspective on spirituality and the unconscious (personal, cultural, and collective), its theory of archetypes and complexes, and its alchemical view of psychic development: the process of individuation. The inclusion of an Afrocentric perspective in psychology—mainly through Black/African psychology—and African spirituality in public health policies is fundamental to understanding the specificities of the psychology of people of African descent and to avoiding the pathologization of their process of individuation and spirituality. The inclusion of the Afrocentric perspective in psychology— mainly through Black/African psychology—and African spirituality in public health policies is fundamental to understanding the specificities of the psychology of people of African descent and to avoiding the pathologization of their process of individuation and spirituality. Kasa de Maat and the Sankofa Institute of Psychology and Education are guardians of Ancestral African Science and central to the consolidation of the African Renaissance in Brazil. The research strategy for this work is a literature review, and the method is Escrevivência Artesanal e Alquímica, developed by me for this purpose based on Conceição Evaristo's Escrevivência, Carl Gustav Jung's Complex Psychology, and Afrocentricity. It contemplates the Philosophy of the Atelier and the Alchemy of the Atelier, as well as aspects of my life story and my experience as a craftswoman and the creation of handcrafted pieces in dialogue with the discussions in the thesis. It understands craftsmanship as part of the African legacy and proposes its valorization as an ancestral technology of healing, resilience, self- reinvention, and the creation of new possibilities of existence. The intertwining of Complex Psychology and the African Renaissance and the converging points between the life and work of Diop and Jung equip us to undo the historical, existential, and spiritual tangles and to unite the scraps of our history, enabling the alchemical blossoming of the sacred lotus flower, the encounter with the sacred African feminine. existential, and spiritual knots and to piece together the fragments of our history, enabling the alchemical blossoming of the sacred lotus flower, the encounter with the African sacred feminine, and with the African roots of psychology. |
| URI: | http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26005 |
| Aparece nas coleções: | Doutorado em Psicologia |
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