Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26183
Tipo do documento: Dissertação
Título: Criopreservação de ovocitos imaturos de bovinos com 1, 2 propanediol
Título(s) alternativo(s): Cryopreservation of Immature Bovine Oocytes with 1,2-Propanediol
Autor(es): Camargo, Luiz Sérgio de Almeida
Orientador(a): Sá, Wanderlei Ferreira de
Primeiro membro da banca: Sá, Wanderlei Ferreira de
Segundo membro da banca: Albuquerque, Flamarion Tenório de
Terceiro membro da banca: Ferreira, Ademir de Moraes
Palavras-chave: bovinos;criopreservação;ovócitos;bovine;cryopreservation;oocyte
Área(s) do CNPq: Medicina Veterinária
Medicina Veterinária
Idioma: por
Data do documento: 29-set-1995
Editor: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Veterinária
Programa: Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária (Patologia e Ciências Clínicas)
Citação: CAMARGO, Luiz Sérgio de Almeida. Criopreservação de ovocitos imaturos de bovinos com 1, 2 propanediol. 1995. 56 f. Dissertação (Mestrado em Medicina Veterinária) - Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 1995.
Resumo: Estudou-se o comportamento de ovócitos imaturos bovinos submetidos à criopreservação clássica com duas concentrações diferentes do crioprotetor propanediol. Utilizou-se ovócitos imaturos, envoltos em células do “cumulus”, oriundos de bovinos abatidos em matadouro. Os ovócitos foram distribuídos em dois tratamentos e um grupo controle. No tratamento I utilizou-se 1,6 M de propanediol, no qualos ovócitos foram desidratados em três etapas crescentes (0,53 M; 1,06 M e 1,6 M, com10 minutos cada etapa) à temperatura ambiente, e congelados pelo método clássico. Os ovócitos foram descongelados em água a 37oC por 30 segundos, e reidratados em três etapas decrescentes (1,6 M; 1,06 M e 0,53 M, acrescidos de 0,25 M de sacarose, com 7 mi- nutos cada etapa). No tratamento II utilizou-se 2,0 M de propanediol em três etapas crescentes para desidrataçãodos ovócitos (0,7 M; 1,4 M e 2,0 M com 10 minutos cada), e reidrataçãotam- bém em três etapas decrescentes (20M; 1,4 M e 0,7 M acrescidos de 0,25 M de sacarose, com 7 minutos cada etapa). O congelamento e descongelamento foram idênticos a otratamento I. Após a reidratação os ovócitos de ambos os tratamentos foram lavados duas vezes em meio TCM 199, e levados para maturação “in vitro”. O grupo controle foi constituído de ovócitos recém colhidos (não congelados). Todos os ovócitos foram colocados para maturação por 24 h em meio TCM 199 com soro de vaca em estro e FSH em co-cultura com células da granulosa com 5 % CO2 no ar a 39 oC. Os resultados foram semelhantes (P>0,05) para as duas molaridades de propanediol utilizado, quando se avaliou a morfologia, desnudamento, rompimento da “zona pelúcida” e ex- pansão das células do “cumulus”. De 308 ovócitos analisados nos tratamentos I e II, 69,48 % apresentaram morfologia normal, corn células do “cumulus” fracamente aderidas e 5,2 % apre- sentaram desnudamento. O rompimento da “zona pelúcida” não ocorreu após o descongelamento, o que foi observado em 19, 15 % dos ovócitos apos a maturação “in vitro”, quando do desnuda- mento. A expansão das células do “cumulus” após maturação foi observada em todos os ovócitos. A taxa de maturação nuclear não foi diferente (P>0,05) entre os ovócitos criopreservados. De 98 ovócitos criopreservados com 1,6 M, 2,04 % atingiram metáfase II e de 135 criopreservados com 2,0 M, nenhum atingiu a metafase II. Esses resultados diferem do grupo controle (P<0,05), onde de 131 ovócitos, 84 % atingiram a metáfase II. Verificou-se que a morfologia dos ovócitos, após descongelamento e expansão das células do “cumu1us”, não foi relacionada com a taxa de maturação“in vitro”, e que a presença das célu- las do “cumulus” na criopreservação pode propiciar maior proteção à “zona pelúcida”. O propa- nediol não foi um bom crioprotetor para ovócitos imaturos de bovinos nas duas concentrações usadas no método de criopreservação clássica.
Abstract: The aims of this investigation were to study the ability of immature bovine oocytes to sur- vive after cryopreservation, as well as their subsequent “in vitro” maturation, in two different con- centration of 1,2 propanediol, following the :standard procedure. Immature cumulus-oocytes com- plexes (COC) were obtained from cows at a slaughterhouse. The COCs were divided in two tre- atment groups and a control one. In the treatment group I, oocytes were dehydrated with 1.6 M propanediol at room temperature, in three increasing stepwise (0.53 M, 1.06 M and 1.6 M; 10 minutes each), and then frozenfollowing the standard procedure. Oocytes were thawed at 37oC in a water bath for 30 seconds and rehydrated in three decreasing stepwise concentration of 1,2 pro- panediol (1.6 M, 1.06 M and 0.53 M; 7 minutes each), added of 0.25 M sucrose. In the treatment group II, oocytes were dehydrated with 2.0 M propanediol at room temperature, in three increa- sing stepwise (0.7 M, 1.4 M and 2.0 M; 10 minutes each), and then frozenand thawed by the sa- me procedure of group 1. Oocytes were rehydrated in three decreasing stepwise concentration (2.0 M, 1.4 M and 0.7 M; 7 minutes each), added of 0.25 M sucrose. After rehydration, ocytes of both treatment groups were washed twice in TCM 199 medium followed by the “in vitro” matura- tion. The control group consisted of nonfrozen oocytes. Ocytes of allthree groups were cultured in TCM 199 medium with 10 % of estrus cowserum (ECS), 20 mcg / mi FSH, 5 % CO2 air in co- culture of granulosa cells at 39oC, for 24 h. The following caracteristics were similar (P>0.05) for treatment groups 1 and 2: oocyte morphology, the rupture of zona pelucida, cumulus cells expan- sion and denuded oocytes. In 308 COC analysed in the two treatment groups, 69.48 % showed normal morphology and 5.2 % oocytes werc: denuded. However the cumulus cells of intact COC were weakly joined. The rupture of zona pelucida was observed in 19.5 % of the oocytes, but only when they were denuded in the process of mount on slides glass and fixation, after “in vitro” ma- turation. The cumulus cells expansion afier “in vitro’’ maturation was observed in al1 COC. The “in vitro” maturation rate of cryopreserved oocytes were similar (P> 0.05) for treatment groups 1 and 2. Metafase II was reached by 2.04 % of 98 cryopreserved oocytes with 1.6 M propanediol. None of 135 cryopreserved oocytes with 2.0 M propanediol reached metafase II. However, the result of “in vitro” maturation of control group was signicantly higher (P<0.05) than that of treatment 1 and 2. From 131 nonfrozen oocytes, 84 % reached metafase II, being significantly different of the both treatment groups (P<0.05). In conclusion, the results indicated that: a) the oocyte morphology after freezing and thawing, and cumulus cells expansion after ‘‘In vitro” maturation of immature bovine oocyte cryo- preserved, were not related with the “in vitro” maturation rate; b) the presence of cumulus cells during cryopreservation may protect the zona pelucida freezing injuries; c) the two concentrations of 1,2 propanediol utilized did not protect the immature bovine oocyte, by the cryopreservation method used.
URI: http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26183
Aparece nas coleções:Mestrado em Medicina Veterinária (Patologia e Ciências Clínicas)

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