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dc.contributor.authorSousa, Lais Mello de-
dc.date.accessioned2026-08-31T16:33:23Z-
dc.date.available2026-08-31T16:33:23Z-
dc.date.issued2026-03-03-
dc.identifier.citationSOUSA, Laís Mello de. Entre silêncios e camuflagens: o eterno performar de mulheres autistas. 2026. 71 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26282-
dc.description.abstractEsta dissertação teve como objetivo investigar as experiências de mulheres autistas diagnosticadas tardiamente, articulando gênero, deficiência e outros marcadores sociais da diferença a partir de uma abordagem etnográfica e auto etnográfica. A abordagem seguida é de que o autismo é um modo de ser neurodivergente, e não apenas como uma categoria biomédica. O trabalho também se propõe a analisar como normas de feminilidade, expectativas sociais e práticas capacitistas contribuem para a invisibilização das características do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em meninas e mulheres, resultando no atraso diagnóstico. A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma etnografia sensível, inspirada na descrição densa, combinando narrativas autobiográficas com relatos de mulheres autistas de diferentes idades e trajetórias sociais. O estudo dialoga com a antropologia da deficiência, os estudos de gênero e a perspectiva da interseccionalidade, evidenciando como agência e estrutura se cruzam nas experiências vividas. Os resultados indicam que a camuflagem social, frequentemente exigida das mulheres, opera como estratégia de pertencimento, mas também como fonte de sofrimento psíquico. O diagnóstico tardio, embora produza novos estigmas associados à deficiência, emerge de forma simultânea como elemento reparador, permitindo a reorganização da narrativa biográfica e a construção de significados de pertencimentopt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal Rural do Rio de Janeiropt_BR
dc.subjectAutismopt_BR
dc.subjectMulheres autistaspt_BR
dc.subjectDiagnóstico tardiopt_BR
dc.subjectGêneropt_BR
dc.subjectCapacitismopt_BR
dc.subjectAutoetnografiapt_BR
dc.subjectAutismpt_BR
dc.subjectAutistic womenpt_BR
dc.subjectLate diagnosispt_BR
dc.subjectGenderpt_BR
dc.subjectAbleismpt_BR
dc.subjectAutoethnographypt_BR
dc.titleEntre silêncios e camuflagens: o eterno performar de mulheres autistaspt_BR
dc.title.alternativeBetween silences and camouflaging: the constant performance of autistic womenen
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.description.abstractOtherThis dissertation aimed to investigate the experiences of autistic women diagnosed later in life, articulating gender, disability, and other social markers of difference through an ethnographic and autoethnographic approach. The perspective adopted understands autism as a neurodivergent way of being, rather than merely a biomedical category. The study also seeks to analyze how norms of femininity, social expectations, and ableist practices contribute to the invisibilization of Autism Spectrum Disorder (ASD) characteristics in girls and women, resulting in delayed diagnosis. The research was developed through a sensitive ethnography, inspired by thick description, combining autobiographical narratives with accounts from autistic women of different ages and social trajectories. The study engages in dialogue with the anthropology of disability, gender studies, and the perspective of intersectionality, highlighting how agency and structure intersect in lived experiences. The findings indicate that social camouflaging, often demanded of women, operates as a strategy for belonging, but also as a source of psychological suffering. Late diagnosis, although producing new stigmas associated with disability, simultaneously emerges as a reparative element, allowing for the reorganization of biographical narratives and the construction of new meanings of belongingen
dc.contributor.advisor1Cioccari, Marta Regina-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3259474597429806pt_BR
dc.contributor.referee1Cioccari, Marta Regina-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3259474597429806pt_BR
dc.contributor.referee2Barbosa, Jadna Rodrigues-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/7993413995642047pt_BR
dc.contributor.referee3Rinaldi, Alessandra de Andrade-
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000-0002-3805-0578pt_BR
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/8189275262268204pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7868134140004156pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Ciências Humanas e Sociaispt_BR
dc.publisher.initialsUFRRJpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Sociaispt_BR
dc.relation.referencesLEMOS DA ROSA, Nathalia Aline. Mulheres Autistas e Diagnóstico Tardio: Um Estudo Sobre Juventudes de Mulheres Autistas e Ocorrências de Subdiagnósticos. Revista Contraponto, [S. l.], v. 11, p. e143784, 2024. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/contraponto/article/view/143784RUTHERFORD, M.; et al. Gender ratio in a clinical population sample, age of diagnosis and duration of assessment in children and adults with autism spectrum disorder. Developmental Disabilities, 2016 BENI, Priscila Ferreira et al. O reconhecimento e definição do capacitismo velado no paradigma da neurodiversidade. [S. l.], 2025. Pré-print. Disponível em: https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12114. Acesso em: [10/10/2025] FEDERICI, Silvia. O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. Tradução: Coletivo Sycorax. São Paulo: Editora Elefante, 2019 MELLO, Anahí Guedes de; OLIVEIRA, Julian Simões Cruz de; GAVÉRIO, Marco Antônio. GT 19 – Sociologias da Deficiência. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SOCIOLOGIA, 21., 2023. Sociologia para pensar o contemporâneo. [S.l.], 2023. MELLO, Anahi Guedes de. Deficiência, incapacidade e vulnerabilidade: do capacitismo ou a preeminência capacitista e biomédica do Comitê de Ética em Pesquisa da UFSC. Ciência & Saúde Coletiva, [S. l.], v. 21, n. 10, p. 3265-3274, 2016. DOI: 10.1590/1413-812320152110.07792016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/5TqLwL8p6QYj8nLh8BzXzFt/?lang=pt. Acesso em: [11 de janeiro de 2026]. NUNES, Maisa Bastos; ARAUJO, Charlene dos Santos. Saúde mental de autistas adultas de diagnóstico tardio: um relato de experiência de uma psicóloga autista e uma professora autista. Mental, Barbacena, v. 17, n. 31, e2571, jan./jun. 2025. DOI: 10.5935/1679- 4427.v17n31.0007. Disponível em: https://doi.org/10.5935/1679-4427.v17n31.0007. Acesso em: [11 de janeiro de 2026]. SINGER, Judy. Neurodiversity: The Birth of an Idea. [S. l.]: [s. n.], 2017. E-book Kindle. Versão revisada de 2017. Primeira publicação em 2016. 70 AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. 2. ed. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1967. BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. CIOCCARI, Marta. Reflexões de uma antropóloga "andarina" sobre a etnografia numa comunidade de mineiros de carvão. Horiz antropol [Internet]. 2009Jul;15(32):217–46. Available from: https://doi.org/10.1590/S0104-71832009000200010 CLIFFORD, James. Sobre a autoridade etnográfica. In: MARCUS, George E.; FISCHER, Michael M. J. (org.). A escrita da cultura: poética e política da etnografia. São Paulo: Editora da UNESP, 1998. p. 19–46. CRENSHAW, Kimberlé. Mapeando as margens: interseccionalidade, políticas de identidade e violência contra mulheres de cor. Tradução de André Felipe Cândido da Silva. In: HIRATA, Helena et al. (org.). Gênero e raça na sociedade brasileira. São Paulo: Boitempo, 2023. p. 19– 52. COLLINS, Patricia Hill. Black feminist thought: knowledge, consciousness, and the politics of empowerment. New York: Routledge, 2000. FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. 4. ed. Salvador: EDUFBA, 2008. FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1999. GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Tradução de Maria José de Carvalho. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1998. GRANDIN, Temple; PANEK, Richard. O cérebro autista: pensando através do espectro. São Paulo: Verus Editora, 2013. HARAWAY, Donna. Situated knowledges: the science question in feminism and the privilege of partial perspective. Feminist Studies, v. 14, n. 3, p. 575-599, 1988. HARDING, Sandra. Whose science? Whose knowledge? Thinking from women's lives. Ithaca: Cornell University Press, 1991. HOOKS, Bell. Feminist theory: from margin to center. 3. ed. New York: Routledge, 2015. MATTOS, A. Autismo no DSM-5: progresso e desafios. Autism Alert, 2019.. MOURA, Juliana et al. Camuflagem e gênero no autismo: uma análise crítica. Revista Brasileira de Estudos da Deficiência, v. 10, n. 2, p. 45-62, 2024. 71 NUNES, Carolina; ARAÚJO, Pedro. Narrativas pós-diagnóstico e reparação simbólica no autismo feminino. Revista Estudos Feministas, v. 33, n. 1, 2025pt_BR
dc.subject.cnpqSociologiapt_BR
Aparece nas coleções:Mestrado em Ciências Sociais

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