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dc.contributor.authorSilva, Auanna Marques-
dc.date.accessioned2026-09-02T14:44:22Z-
dc.date.available2026-09-02T14:44:22Z-
dc.date.issued2026-05-22-
dc.identifier.citationSILVA, Auanna Marques. Candomblé, corpo e trauma: periferizar a psicologia dançando até o inferno. 2026. 82 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Instituto de Educação, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26297-
dc.description.abstractO racismo, enquanto tecnologia social, configura-se como uma manifestação direta da estruturação da sociedade brasileira, e se materializa como trauma social, uma vez que culmina com a opressão da liberdade cultural e de expressão, sendo o sofrimento individualizado e deslegitimado. Os ataques racistas ferem intimamente seus alvos, incorporando marcas traumáticas às subjetividades. Essas marcas, envoltas sob relações de poder, incidem na não simbolização das experiências, provocando sofrimentos narcísico-identitários. Nesse contexto, este trabalho traz a hipótese de que a dança no candomblé atua como dispositivo clínico-político de elaboração traumática, subvertendo os moldes tradicionais da psicanálise clássica. Através de um trabalho de perlaboração sob novas perspectivas e referências, a dança no candomblé pode ser vista como um ato de rememoração que descristaliza posições de assujeitamento social, filiando os adeptos ao culto no laço social, a partir da identificação com seus semelhantes e os orixás. Considera-se aqui o candomblé como sinônimo de encantamento: uma tecnologia ancestral de contracolonização do inconsciente, que promove uma subversão, através de ferramentas próprias. Nesse sentido, a pesquisa em campo, pautada na metodologia da Escrevivência, abre caminhos para que a psicanálise dance novos movimentos, indo ao inferno e simbolizando de forma corporal as marcas traumáticas oriundas do racismo. Deste modo, busca fortalecer a reconstrução do campo psi, para que se implique nas encruzilhadas do conhecimento, valorizando epistemologias não academicistas, considerando os saberes ancestrais recalcados no inconsciente colonizado. A dança no candomblé é, assim, uma ferramenta clínica que possibilita novas produções de sentidopt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal Rural do Rio de Janeiropt_BR
dc.subjectdança no candomblépt_BR
dc.subjecttraumapt_BR
dc.subjectcorpopt_BR
dc.subjectraçapt_BR
dc.subjectperlaboraçãopt_BR
dc.subjectdance in candomblépt_BR
dc.subjectbodypt_BR
dc.subjectracept_BR
dc.subjectworking-throughpt_BR
dc.titleCandomblé, corpo e trauma: periferizar a psicologia dançando até o infernopt_BR
dc.title.alternativeCandomblé, body and trauma: marginalizing the psychology dancing to the hellen
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.description.abstractOtherRacism, as a social technology, is a direct manifestation of the structuring of Brazilian society, and it materializes as social trauma, culminating in the oppression of cultural and expressive freedom, with suffering being individualized and delegitimized. Racist attacks intimately wound their targets, incorporating traumatic marks into subjectivities. These marks, enveloped in power relations, affect the non-symbolization of experiences, provoking narcissistic-identity suffering. In this context, this work hypothesizes that dance in candomblé acts as a clinical- political device for traumatic elaboration, subverting the traditional molds of classical psychoanalysis. Through a process of elaboration under new perspectives and references, dance in candomblé can be seen as an act of remembrance that decrystallizes positions of social subjugation, affiliating adherents to the cult within the social bond, based on identification with their peers and the orishas. Candomblé is considered here as synonymous with enchantment: an ancestral technology of counter-colonization of the unconscious, which promotes subversion through its own tools. In this sense, field research, based on the methodology of Escrevivência, opens paths for psychoanalysis to dance new movements, going to hell and symbolically representing in a corporeal way the traumatic marks stemming from racism. Thus, it seeks to strengthen the reconstruction of the field of psychology, so that it becomes involved in the crossroads of knowledge, valuing non-academic epistemologies, considering the ancestral knowledge repressed in the colonized unconscious. Dance in candomblé is, therefore, a clinical tool that enables new productions of meaningen
dc.contributor.advisor1Pombo, Mariana Ferreira-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-6896-6691pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9328265970346299pt_BR
dc.contributor.referee1Pombo, Mariana Ferreira-
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-6896-6691pt_BR
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9328265970346299pt_BR
dc.contributor.referee2Magalhães, Fernanda Canavez de-
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0003-1205-0200pt_BR
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/6013225234718187pt_BR
dc.contributor.referee3Peixoto, Álvaro Rafael Santana-
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000-0002-1480-7919pt_BR
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/4928459626470851pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6668913942878333pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Educaçãopt_BR
dc.publisher.initialsUFRRJpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologiapt_BR
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