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dc.contributor.authorMoreira, Jesse Machado-
dc.date.accessioned2026-09-04T21:04:12Z-
dc.date.available2026-09-04T21:04:12Z-
dc.date.issued2025-12-09-
dc.identifier.citationMOREIRA, Jesse Machado. Da decapitação à depressão: uma topologia da violência e a evolução do poder. 2025. 86 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia; Subjetividade, Ética e Política) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Departamento de Filosofia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica-RJ, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26330-
dc.description.abstractEsta dissertação tem como objetivo central compreender o poder, analisando as relações de força que o compõem, a fim de revelar os interesses e os impactos das transformações no direito de punir. A metodologia empregada baseou-se primariamente nas reflexões sobre o poder presentes na filosofia de Michel Foucault, particularmente em Vigiar e Punir, complementadas pela análise da violência feita por Byung-Chul Han em Topologia da Violência. O estudo se concentrou na transição histórica entre o regime de soberania e o regime disciplinar, examinando as implicações dessas mudanças para a conduta e o comportamento dos indivíduos. O trabalho foi estruturado em quatro capítulos: no primeiro, abordamos o regime de soberania, caracterizado pelo uso da violência explícita (macrofísica) e espetacularizada como principal instrumento de poder. A tortura e o suplício, praticados a olhos nus, serviam como símbolos ostensivos de poder para garantir o controle social. O exemplo detalhado do suplício de Damiens, descrito por Foucault, foi utilizado como recurso imagético para ilustrar a violência ritualizada e pública que buscava reconstituir a soberania lesada, manifestando o poder soberano em todo o seu brilho teatral. No segundo, analisamos as reformas que ocorreram entre a segunda metade do século XVIII e a primeira metade do século XIX. Impulsionadas por ideais iluministas, essas mudanças gradativamente substituíram a espetacularização da violência pela institucionalização legal e científica da punição. A transição culminou na redistribuição das ilegalidades e da economia dos castigos, um processo que atendeu aos interesses da burguesia ascendente, deslocando o direito de punir para além das mãos do soberano. No terceiro capítulo, descrevemos o regime disciplinar como uma nova tecnologia de dominação que opera através de uma microfísica do poder para fabricar corpos dóceis e úteis. Detalhamos a distribuição celular dos corpos em espaços quadriculados para vigilância e localização rápida, o controle meticuloso do tempo e das atividades, a regulação de rotinas e gestos para maximizar a eficiência e a produtividade, a organização das gêneses. Trata-se de um sistema de aprendizagem gradual e hierárquico, mediado por etapas avaliativas cuja composição calculada de forças articula indivíduos como peças de uma engrenagem para obter um aparelho eficiente. Mostraremos que a disciplina atua por coerção ininterrupta e sutil, dissociando o poder da força bruta do corpo e se torna uma anatomia política. No capítulo final, analisamos a formação da Sociedade Disciplinar pela ramificação dos mecanismos de poder para além das instituições. Foram analisados os instrumentos de bom adestramento: a vigilância hierárquica, a sanção normalizadora e o exame. O Panóptico de Bentham foi explorado como o diagrama ideal desse poder que se exerce de forma invisível, enquanto impõe aos sujeitos uma visibilidade obrigatória. Por fim, a dissertação considerou a crítica de Han, notando que a sociedade do século XXI já não é puramente disciplinar, mas sim uma sociedade de desempenho, na qual a autoexploração, impulsionada pelo sentimento paradoxal de liberdade, gera violência neuronal, como depressão e burnout. O controle na era digital, em um panóptico da rede, não ataca a liberdade, mas se identifica com ela, pois as pessoas se expõem voluntariamente.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal Rural do Rio de Janeiropt_BR
dc.subjectDisciplinapt_BR
dc.subjectDominaçãopt_BR
dc.subjectPoderpt_BR
dc.subjectSoberaniapt_BR
dc.subjectViolênciapt_BR
dc.subjectDisciplinept_BR
dc.subjectDominationpt_BR
dc.subjectPowerpt_BR
dc.subjectSovereigntypt_BR
dc.subjectViolencept_BR
dc.titleDa decapitação à depressão: uma topologia da violência e a evolução do poderpt_BR
dc.title.alternativeFrom decapitation to depression: a topology of violence and the evolution of poweren
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.description.abstractOtherThis dissertation aims to understand power by analyzing the power relations that compose it, in order to reveal the interests and impacts of transformations in the right to punish. The methodology employed was primarily based on reflections on power present in the philosophy of Michel Foucault, particularly in Discipline and Punish, complemented by Byung-Chul Han's analysis of violence in Topology of Violence. The study focused on the historical transition between the regime of sovereignty and the disciplinary regime, examining the implications of these changes for the conduct and behavior of individuals. The work is structured in four chapters: in the first, we address the regime of sovereignty, characterized by the use of explicit (macrophysical) and spectacularized violence as the main instrument of power. Torture and execution, practiced in plain sight, served as ostentatious symbols of power to guarantee social control. The detailed example of Damiens's torture, described by Foucault, was used as an image to illustrate the ritualized and public violence that sought to reconstitute damaged sovereignty, manifesting sovereign power in all its theatrical splendor; in the second chapter, we analyze the reforms that occurred between the second half of the 18th century and the first half of the 19th century. Driven by Enlightenment ideals, these changes gradually replaced the spectacularization of violence with the legal and scientific institutionalization of punishment. The transition culminated in the redistribution of illegalities and the economy of punishments, a process that served the interests of the rising bourgeoisie, shifting the right to punish beyond the hands of the sovereign; in the third chapter, we describe the disciplinary regime as a new technology of domination that operates through a microphysics of power to manufacture docile and useful bodies. We detail the cellular distribution of bodies in grid-like spaces for surveillance and rapid location, the meticulous control of time and activities, the regulation of routines and gestures to maximize efficiency and productivity, the organization of geneses, the establishment of a gradual and hierarchical learning system mediated by evaluative stages, the calculated composition of forces, articulating individuals as pieces of a machine to obtain an efficient apparatus. We will show that discipline acts through uninterrupted and subtle coercion, dissociating power from the brute force of the body and becoming a political anatomy; in the final chapter, we analyze the formation of the Disciplinary Society through the branching of power mechanisms beyond institutions. The instruments of good training were analyzed: hierarchical surveillance, normalizing sanction, and examination. Bentham's Panopticon was explored as the ideal diagram of this power that is exercised invisibly, while imposing mandatory visibility on subjects. Finally, the dissertation considered Han's critique, noting that 21st-century society is no longer purely disciplinary, but rather a performance society, where self-exploitation, driven by the paradoxical feeling of freedom, generates neuronal violence, such as depression and burnout. Control in the digital age (the panopticon of the network) does not attack freedom, but identifies with it, since people expose themselves voluntarily.en
dc.contributor.advisor1Silva, Walter Valdevino Oliveira-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0001-7653-4218pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1105208560294285pt_BR
dc.contributor.referee1Oliveira, Walter Valdevino-
dc.contributor.referee2Aggio, Juliana Ortegosa-
dc.contributor.referee3Faustino, Dioclézio Domingos-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6425260087712495pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Ciências Humanas e Sociaispt_BR
dc.publisher.initialsUFRRJpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofiapt_BR
dc.subject.cnpqFilosofiapt_BR
Aparece nas coleções:Mestrado em Filosofia

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