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dc.contributor.authorOliveira, Lívia Machado-
dc.date.accessioned2026-09-18T20:12:24Z-
dc.date.available2026-09-18T20:12:24Z-
dc.date.issued2025-12-19-
dc.identifier.citationOLIVEIRA, Lívia Machado. Maternidade Negra e a violência do Estado: narrativas de (re)existência. 2026. 150 f. Tese (Doutorado em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares) - Instituto de Educação/Instituto Multidisciplinar, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica/Nova Iguaçu, RJ, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26390-
dc.description.abstractA presente tese tem como objetivo investigar as experiências de mulheres que perderam seus filhos em decorrência da violência perpetrada pelo braço armado do Estado, buscando compreender de que modo essas mulheres ressignificam a dor do luto por meio da atuação em coletivos que reivindicam justiça e reparação em memória de seus filhos. A motivação deste estudo emerge de dados sobre a violência no Brasil, os quais evidenciam o processo em curso de genocídio da população negra, jovem e periférica do país. Parte-se do pressuposto de que as vozes dessas mulheres, majoritariamente negras, revelam as nuances do racismo estrutural que viola o direito ao pleno exercício da maternidade, tendo como algoz aquele que deveria proteger e assegurar o direito à vida. A abordagem deste estudo é qualitativa, de caráter metodológico exploratória-explicativa, com recorte longitudinal, cujo principal instrumento metodológico foi a roda de conversa, realizada com três mães integrantes do Movimento Rede de Mães e Familiares da Baixada Fluminense. A análise dos dados é conduzida a partir das perspectivas da escrevivência e do lugar de fala dessas mães amparada pelo aporte basilar dos teóricos dos Estudos do feminismo negro, da sociologia do luto e da antropologia das violências. Autores como Angela Davis, Achille Mbembe, Conceição Evaristo, Chimamanda Adichie, Françoise Vergès e Stuart Hall , entre outros, constituíram referências centrais para a construção do referencial teórico deste estudo, contribuindo de maneira significativa para a compreensão crítica das dinâmicas sociais, políticas e históricas que atravessam o objeto de pesquisa. As narrativas dessas mulheres são compreendidas não como relatos individuais, mas como atos políticos de resistência diante de uma realidade que extermina corpos e adoece emocionalmente sujeitos historicamente subalternizados, evidenciando a lógica necropolítica que define quais vidas são consideradas descartáveis. Os resultados apontam para a necessidade urgente de implementação de políticas públicas de valorização da vida, acolhimento psicossocial e amparo jurídico aos familiares que enfrentam a perda de seus filhos. Conclui-se que ouvir e fortalecer essas narrativas constitui um gesto político essencial à efetivação dos direitos humanos em sua integralidade, sem distinção de raça, gênero ou classe social. Portanto, este trababalho sinaliza que é imperativo substituir a política de morte por uma política de vida: investir em educação, cultura, esporte, saúde e cuidado é mais eficaz e humano do que financiar tanques e fuzis. Uma sociedade que naturaliza o extermínio de sua juventude negra está condenada a repetir a barbárie. Além disso, o trabalho promove a conscientização coletiva, estimulando reflexões sobre justiça, direitos humanos e a urgência de transformar práticas institucionais que perpetuam desigualdades raciais.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal Rural do Rio de Janeiropt_BR
dc.subjectMaternidade Negrapt_BR
dc.subjectViolênciapt_BR
dc.subjectEstadopt_BR
dc.subjectLutopt_BR
dc.subjectReparaçãopt_BR
dc.subjectBlack Motherhoodpt_BR
dc.subjectViolencept_BR
dc.subjectStatept_BR
dc.subjectMourningpt_BR
dc.subjectReparationpt_BR
dc.titleMaternidade Negra e a violência do Estado: narrativas de (re)existênciapt_BR
dc.title.alternativeBlack Motherhood and State Violence: narratives of (re)existence.en
dc.typeTesept_BR
dc.description.abstractOtherThe present thesis aims to investigate the experiences of women who lost their children as a result of violence perpetrated by the armed wing of the State, seeking to understand how these women resignify the pain of mourning through their participation in collectives that demand justice and reparation in memory of their children. The motivation for this study emerges from data on violence in Brazil, which highlight the ongoing process of genocide against the country’s Black, young, and peripheral population. The study is grounded in the assumption that the voices of these women, who are predominantly Black, reveal the nuances of structural racism that violates the right to fully exercise motherhood, with the perpetrator being the very institution that should protect and ensure the right to life.The approach of this study is qualitative, with an exploratory–explanatory methodological design and a longitudinal focus. Its main methodological instrument was the conversation circle, conducted with three mothers who are members of the Rede de Mães e Familiares da Baixada Fluminense (Network of Mothers and Relatives of Baixada Fluminense). Data analysis is guided by the perspectives of escrevivência and these mothers’ place of speech, supported by foundational contributions from theorists in Black feminist studies, the sociology of mourning, and the anthropology of violence. Authors such as Angela Davis, Achille Mbembe, Conceição Evaristo, Chimamanda Adichie, Françoise Vergès, and Stuart Hall, among others, served as central references for building the theoretical framework of this study, contributing significantly to a critical understanding of the social, political, and historical dynamics that shape the research object.The narratives of these women are understood not as individual accounts but as political acts of resistance in the face of a reality that exterminates bodies and emotionally harms subjects historically relegated to subaltern positions, revealing the necropolitical logic that determines which lives are deemed disposable. The results point to the urgent need for the implementation of public policies that value life, provide psychosocial support, and offer legal assistance to families who face the loss of their children.The study concludes that listening to and strengthening these narratives constitutes an essential political gesture for ensuring the full realization of human rights, without distinctions of race, gender, or social class. Therefore, this work indicates that it is imperative to replace the politics of death with a politics of life: investing in education, culture, sports, health, and care is more effective and humane than financing tanks and rifles. A society that naturalizes the extermination of its Black youth is condemned to reproduce barbarity. Furthermore, the study fosters collective awareness, encouraging reflections on justice, human rights, and the urgent need to transform institutional practices that perpetuate racial inequalitiesen
dc.contributor.advisor1Silva, Joyce Alves da-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2346924222027160pt_BR
dc.contributor.referee1Baião, Jone Carla-
dc.contributor.referee2Faustino, Sandra Regina de Oliveira-
dc.contributor.referee3Oliveira, Lívia Machado-
dc.contributor.referee4Frazão, Érika Elizabeth Vieira-
dc.contributor.referee5Hilario, Rosangela Aparecida-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2444950537683228pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Educaçãopt_BR
dc.publisher.departmentInstituto Multidisciplinar de Nova Iguaçupt_BR
dc.publisher.departmentPró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduaçãopt_BR
dc.publisher.initialsUFRRJpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Popularespt_BR
dc.subject.cnpqEducaçãopt_BR
Aparece en las colecciones: Doutorado em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares

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