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Tipo do documento: Tese
Título: Educação popular feminista e resistência ao neoliberalismo: experiências de mulheres amazônidas junto ao Instituto Mulheres da Amazônia (IMA) - Acre
Título(s) alternativo(s): Feminist popular education and resistance to neoliberalism: experiences of Amazonian women at the Amazon Women's Institute (IMA) - Acre
Autor(es): Cosme, Priscilla Brito
Orientador(a): Berino, Aristóteles de Paula
Primeiro membro da banca: Rosa, Fabio José Paz da
Segundo membro da banca: Meirelles, Beatriz Brandão
Terceiro membro da banca: Cardoso, Denise Machado
Quarto membro da banca: Cardoso, Marcelia Amorim
Quinto membro da banca: Nothaft, Raíssa Jeanine
Palavras-chave: Educação popular feminista;Amazônia Acreana;Instituto Mulheres da Amazônia;Neoliberalismo;Estratégias de luta;Feminist popular education;Acre Amazon;Neoliberalism;Strategies of struggle
Área(s) do CNPq: Educação
Saúde Coletiva
Idioma: por
Data do documento: 28-ago-2025
Editor: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Educação
Instituto Multidisciplinar de Nova Iguaçu
Programa: Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares
Citação: COSME, Priscilla Brito. Educação popular feminista e resistência ao neoliberalismo: experiências de mulheres amazônidas junto ao Instituto Mulheres da Amazônia (IMA) - Acre. 2025. 150 f. Tese (Doutorado em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares) - Instituto de Educação/Instituto Multidisciplinar, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica/Nova Iguaçu, RJ, 2025.
Resumo: O avanço do neoliberalismo, com sua lógica de precarização e mercantilização da vida, tem marcado a realidade das mulheres amazônidas. Diante desse cenário, esta tese tem como objetivo analisar como a educação popular feminista se relaciona com as estratégias coletivas de luta dessas mulheres. Como abordagem metodológica utilizamos a pesquisa qualitativa, com a realização de entrevistas semiestruturadas com mulheres de coletivos e organizações participantes de projetos do Instituto Mulheres da Amazônia (IMA). As estratégias de luta das mulheres revelam práticas de educação popular feminista que fortalecem a coletividade, a autonomia, o cuidado intercultural e os processos de emancipação nos territórios. A partir das falas de parteiras, lideranças indígenas, camponesas e mulheres negras, a pesquisa identifica as articulações entre saúde, território e estratégias comunitárias, diante da negligência estatal, violência e ausência de políticas públicas. Nesse contexto, a tese propõe o conceito de corpo-exaustão, elaborado com base nas narrativas das interlocutoras. O termo expressa os impactos acumulados das violências interseccionais que perpassam as dimensões de gênero, classe, território, raça/etnia, além do racismo estrutural e ambiental, com repercussões diretas sobre os corpos das mulheres, cujas implicações atingem a saúde física e mental. O estudo evidencia que a medicalização e a patologização invisibilizam a complexidade das dimensões sociais, econômicas e territoriais que atravessam a vida das mulheres amazônidas, e as reduzem a diagnósticos individuais.
Abstract: The advance of neoliberalism, with its logic of precariousness and commodification of life, has marked the reality of Amazonian women. Given this scenario, this thesis aims to analyze how feminist popular education relates to the collective strategies of these women's struggles, strengthening their practices of resistance, autonomy and emancipation in the territories. As a methodological approach, we used qualitative research, with semi-structured interviews with women from collectives and organizations participating in projects run by the Amazon Women's Institute (IMA). The women's struggle strategies reveal feminist popular education practices that strengthen collectivity, autonomy, intercultural care and emancipation processes in the territories. Based on the speeches of midwives, indigenous leaders, rural workers and black women, the research identifies the links between health, territory and community strategies, in the face of State neglect, violence and the absence of public policies. In this context, the thesis proposes the concept of body-exhaustion, based on the narratives of the interlocutors. The term expresses the accumulated impacts of intersectional violence that cuts across the dimensions of gender, class, territory, race/ethnicity, as well as structural and environmental racism, with direct repercussions on women's bodies, the implications of which affect their physical and mental health. The study shows that medicalization and pathologization processes hide the complexity of the social, economic, and territorial dimensions that shape the lives of Amazonian women, and reduce them to individual diagnoses.
URI: http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26456
Aparece nas coleções:Doutorado em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares

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