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Tipo do documento: Tese
Título: Gerenciamento algorítmico (senti)mental: estudo etnográfico com usuárias de aplicativo de autocuidado emocional
Título(s) alternativo(s): Algorithmic Emotional Management: an ethnographic study with users of an emotional self-care app
Autor(es): Martins, Milena Geisa Dos Santos
Orientador(a): Reinheimer, Patricia
Primeiro membro da banca: Reinheimer, Patricia
Segundo membro da banca: Cioccari, Marta Regina
Terceiro membro da banca: Vieira, Flávia Braga
Quarto membro da banca: Almeida, Aline Gama de
Quinto membro da banca: Freitas, Eliane Tânia Martins de
Palavras-chave: Digital Anthropology;mHealth;Emotional well-being app;Algorithmic subjectivation;Neoliberal governmentality;Antropologia Digital;mHealth;Aplicativo de bem-estar emocional;Subjetivação algorítmica;Governamentalidade neoliberal
Área(s) do CNPq: Sociologia
Idioma: por
Data do documento: 8-jul-2026
Editor: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Ciências Humanas e Sociais
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Citação: MARTINS, Milena Geisa dos Santos. Gerenciamento algorítmico (senti)mental: estudo etnográfico com usuárias de aplicativo de autocuidado emocional. 2026. 372 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2026.
Resumo: O aumento expressivo dos casos de ansiedade, depressão e sofrimento emocional nos últimos anos, intensificado pela pandemia de COVID-19, tornou urgentes novas formas de compreender como indivíduos buscam gerir suas emoções. Nesse contexto, os aplicativos de bem-estar emocional (mHealth) surgem como ferramentas centrais na vida cotidiana, influenciando práticas de autocuidado e como os sujeitos lidam com crises. Diante do alcance desses aplicativos e de seu impacto crescente, torna-se fundamental investigá-los a partir de uma perspectiva socioantropológica que considere não apenas suas funcionalidades técnicas, mas principalmente seus efeitos subjetivos e simbólicos. Revisões recentes mostram que a maior parte das pesquisas sobre mHealth concentra-se nas áreas da psicologia, psiquiatria, ciência da computação e design, com foco em eficácia clínica e análises mercadológicas. A carência de pesquisas qualitativas baseadas nas narrativas dos usuários me fez optar por investigar suas experiências vividas para compreender suas ressignificações de sofrimento e gerenciamento de emoções por meio do aplicativo brasileiro que possui o maior número de downloads – de acordo com a Play Store. Nesta tese, busquei compreender como os usuários percebem e utilizam o app; identifiquei quais transformações objetivas e subjetivas eles atribuem ao aplicativo e analisei como práticas de autocuidado são mediadas pelo dispositivo. Constatei que o app funciona simultaneamente como uma ferramenta de apoio emocional e como uma tecnologia de subjetivação algorítmica que molda nos usuários os modos de sentir, interpretar e gerenciar suas emoções – provocando reconfiguração das memórias, produzindo moralidades sobre autocuidado e reforçando lógicas neoliberais de responsabilização individual
Abstract: The sharp rise in cases of anxiety, depression, and emotional distress in recent years, intensified by the COVID-19 pandemic, has made it urgent to develop new ways of understanding how individuals seek to manage their emotions. In this context, emotional well-being (mHealth) apps have emerged as central tools in everyday life, shaping self-care practices and the ways subjects cope with crises. Given the reach of these apps and their growing impact, it becomes essential to investigate them from a socio-anthropological perspective that considers not only their technical functionalities but above all their subjective and symbolic effects. Recent reviews show that most research on mHealth is concentrated in psychology, psychiatry, computer science, and design, with an emphasis on clinical efficacy and market-oriented analyses. The lack of qualitative research grounded in users’ narratives led me to examine lived experience to understand how suffering and emotion management are re-signified through the Brazilian app with the highest number of downloads, according to the Play Store. In this thesis, I sought to understand how users perceive and use the app; I identified which objective and subjective transformations they attribute to it; and I analyzed how self-care practices are mediated by the device. I found that the app functions simultaneously as a tool for emotional support and as a technology of algorithmic subjectivation that shapes users’ ways of feeling, interpreting, and managing their emotions; reconfiguring memories; producing moralities of self-care; and reinforcing neoliberal logics of individual responsibility
URI: http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26524
Aparece nas coleções:Doutorado em Ciências Sociais

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