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Tipo do documento: Dissertação
Título: Representações sociais de líderes protestantes pentecostais acerca de homossexuais dentro das igrejas
Otros títulos: Social representations of protestant pentecostal leaders regarding homosexuals within churches
Autor: Barbosa, Carlos Eduardo da Silva
Orientador(a): Naiff, Luciene Alves Miguez
Primeiro membro da banca: Naiff, Luciene Alves Miguez
Segundo membro da banca: Peixoto, Ana Cláudia de Azevedo
Terceiro membro da banca: Miranda, Eduardo de Freitas
Palabras clave: homossexuais;pentecostais;Representações Sociais;homosexuals;Pentecostals;Social Representations
Área(s) do CNPq: Psicologia
Psicologia
Idioma: por
Fecha de publicación: 23-jun-2025
Editorial: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Educação
Programa: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Citación: BARBOSA, Carlos Eduardo da Silva. Representações sociais de líderes protestantes pentecostais acerca de homossexuais dentro das igrejas. 2025. 172 f. Dissertação ( Mestrado em Psicologia) - Instituto de Educação, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 2025.
Resumen: As religiões cristãs têm levantado inúmeros debates nos ambientes eclesiásticos sobre questões no âmbito social, tais como o aborto, a violência sexual e familiar contra a mulher, o abuso sexual e o divórcio. No entanto, nenhum desses assuntos causam tanto alvoroço e divergências de opiniões como abordar questões que envolvem a sexualidade humana, principalmente ao se referir sobre orientações sexuais distintas da heterossexual. A pesquisa teve como objetivo identificar quais são as representações sociais de líderes protestante pentecostais acerca de homossexuais dentro das igrejas, comparando com as representações sociais de pessoas homossexuais, sem especificar “dentro da igreja”, tendo como hipótese que a inclusão do grupo “dentro da igreja” pode gerar diferenças na estrutura das representações. Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, baseada na abordagem estrutural de Abric com aporte teórico da Teoria das Representações Sociais, fundada por Serge Moscovici. Participaram da pesquisa 100 líderes protestantes pentecostais. Foi utilizado um questionário estruturado contendo duas Evocações Livre de Palavras, para análise prototípica e de similitude. Além de perguntas abertas e fechadas. As perguntas fechadas passaram por análise descritivas e as perguntas abertas foram analisadas de acordo com a análise de conteúdo de Bardin. Na evocação do grupo controle, sobre o termo “homossexuais”, pode-se interpretar que, somente o termo “homosexuais”, sem especificar que são para pessoas da religião dos líderes protestantes pentecostais, e sem especificar que são “dentro das igrejas”, a homossexualidade é vista como pecado e como opção sexual. Ao sermos mais específicos, solicitando que expressem o que acreditam que as pessoas da sua religião pensam sobre o termo “homossexuais dentro das igrejas”, o cognema pecado se repete, sem o cognema opção sexual, mas com o cognema possessão. Dessa forma, podemos supor que, quando partimos de uma visão macro (homossexuais) para uma visão micro (homossexuais dentro das igrejas), fora das igrejas a homossexualidade pode ser vista como pecado e opção sexual e dentro das igrejas pode ser vista como pecado e possessão, indicando representações fortemente enraizadas em visões moralizantes e condenatórias, ancoradas em doutrinas religiosas moralizantes e espiritualizadas. A análise das perguntas abertas reforçou esses achados. À pergunta sobre o que pensam da homossexualidade, os líderes agruparam suas respostas nas categorias “pecado”, “possessão”, “traumas na infância” e “doença”. Em relação à fala do pastor André Valadão sobre casais homossexuais na igreja, observaram-se discursos de exclusão, concordância conservadora, críticas à abordagem e tentativas de promover uma inclusão condicional. Nos relatos de experiências com pessoas homossexuais nas igrejas, surgiram categorias como inclusão ambígua, exclusão institucional, controle moral, conflitos pastorais e aceitação plena, evidenciando práticas sociais pautadas por ambivalência e resistência à diversidade sexual. Conclui-se que as representações sociais dos líderes são majoritariamente negativas e excludentes, fundamentadas na associação da homossexualidade a categorias religiosas de pecado e possessão. Contudo, a presença de discursos de acolhimento e misericórdia na periferia indica fissuras e tensões nas representações, sinalizando possíveis transformações futuras.
Abstract: Christian religions have sparked numerous debates in ecclesiastical circles on social issues such as abortion, sexual and domestic violence against women, sexual abuse and divorce. However, none of these issues cause as much commotion and divergence of opinion as addressing issues involving human sexuality, especially when referring to sexual orientations other than heterosexual. The research aimed to identify the social representations of Pentecostal Protestant leaders regarding homosexuals within churches, comparing them with the social representations of homosexual people, without specifying “within the church”, with the hypothesis that the inclusion of the group “within the church” may generate differences in the structure of representations. This was a qualitative, exploratory and descriptive study, based on Abric's structural approach with theoretical support from the Theory of Social Representations, founded by Serge Moscovici. 100 Pentecostal Protestant leaders participated in the research. A structured questionnaire containing two Free Word Evocations was used for prototypical and similarity analysis, in addition to open and closed questions. The closed questions underwent descriptive analysis and the open questions were analyzed according to Bardin's content analysis. In the control group's evocation of the term “homosexuals”, it can be interpreted that, only the term “homosexuals”, without specifying that they are for people of the religion of Pentecostal Protestant leaders, and without specifying that they are “within the churches”, homosexuality is seen as a sin and as a sexual option. When we are more specific, asking them to express what they believe people of their religion think about the term “homosexuals within the churches”, the cognate sin is repeated, without the cognate sexual option, but with the cognate possession. Thus, we can assume that, when we move from a macro view (homosexuals) to a micro view (homosexuals within churches), outside of churches homosexuality can be seen as a sin and sexual option, and within churches it can be seen as a sin and possession, indicating representations strongly rooted in moralizing and condemnatory views, anchored in moralizing and spiritualized religious doctrines. The analysis of the open-ended questions reinforced these findings. When asked what they think of homosexuality, the leaders grouped their answers into the categories “sin”, “possession”, “childhood trauma” and “disease”. Regarding Pastor André Valadão’s speech about homosexual couples in the church, we observed discourses of exclusion, conservative agreement, criticism of the approach and attempts to promote conditional inclusion. In reports of experiences with homosexual people in churches, categories such as ambiguous inclusion, institutional exclusion, moral control, pastoral conflicts and full acceptance emerged, evidencing social practices guided by ambivalence and resistance to sexual diversity. It is concluded that the social representations of leaders are mostly negative and exclusionary, based on the association of homosexuality with religious categories of sin and possession. However, the presence of discourses of acceptance and mercy in the periphery indicates fissures and tensions in the representations, signaling possible future transformations.
URI: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/22779
Aparece en las colecciones:Mestrado em Psicologia

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