Use este identificador para citar ou linkar para este item:
http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26030| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | Bioinsumos produzidos com microalga cultivada em efluente de biopesticidas e biofertilizantes e seus efeitos na germinação e no desenvolvimento inicial do milho |
| Título(s) alternativo(s): | Blasi. Bio-inputs produced with microalgae cultivated in biopesticide and biofertilizer effluent and their effects on maize germination and early development |
| Autor(es): | Paiva, Andressa Blasi |
| Orientador(a): | Mendonça, Henrique Vieira de |
| Primeiro membro da banca: | Mendonça, Henrique Vieira de |
| Segundo membro da banca: | Salvador, Conan Ayade |
| Terceiro membro da banca: | Figueiredo, Cícero Célio de |
| Palavras-chave: | tratamento de efluentes;biorremediação;Zea mays L.;fitormônios;Chlorella sp. |
| Área(s) do CNPq: | Engenharia Agrícola |
| Idioma: | por |
| Data do documento: | 23-fev-2026 |
| Editor: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro |
| Sigla da instituição: | UFRRJ |
| Departamento: | Instituto de Tecnologia |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola e Ambiental |
| Citação: | PAIVA, Andressa Blasi. Bioinsumos produzidos com microalga cultivada em efluente de biopesticidas e biofertilizantes e seus efeitos na germinação e no desenvolvimento inicial do milho. 2026. 86 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Agrícola e Ambiental) - Instituto de Tecnologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2026. |
| Resumo: | As indústrias de fertilizantes e defensivos biológicos geram efluentes com relevante potencial poluidor dos recursos hídricos, exigindo tratamento desses materiais. Dessa forma, o tratamento biológico utilizando microalgas é uma nova alternativa para a biorremediação destas águas residuárias com possibilidade de obtenção de bioinsumos como bioestimulantes, ao término do processo. O presente trabalho avaliou o desempenho de bioestimulantes microalgais produzidos em água residuária de biopesticidas e biofertilizantes (ARBB) na germinação e desenvolvimento inicial de plântulas de milho cv. AG1051. Foram quantificadas as concentrações de poluentes como Nitrogênio Total (NT), Demanda Química de Oxigênio (DQO) e Fósforo (P) no efluente utilizado como meio de cultura para obtenção dos bioestimulantes. Após finalização do cultivo, foram preparadas 3 soluções contendo bioestimulantes: S1, ARBB + microalgas, S2, solução ARBB + microalgas concentrada por meio da remoção de 50% da fase líquida utilizando cloreto férrico, e S3, contendo apenas a fase líquida removida da S2. A presença de fitormônios foi quantificada nas 3 soluções. O teste de germinação foi realizado em câmara BOD, com duração de 7 dias, avaliando-se os tratamentos S1, S2 e S3 em comparação com ácido giberélico e o controle (água destilada). O delineamento foi inteiramente casualizado, com 5 repetições, contendo 80 sementes cada, totalizando 2000 sementes testadas. Os parâmetros analisados foram: percentual de germinação, índice de velocidade de germinação, altura, comprimento radicular e massa seca e fresca de raiz e parte aérea. Observou-se boa eficiência de remoção dos poluentes do efluente bruto após o tratamento com microalgas, alcançando percentuais de 79,75%, 98,29% e 99,18% de P, NT e DQO, respectivamente. Foram detectados fitormônios das classes Giberelina, Citocinina, Auxina e Ácido abscísico nos bioestimulantes S1 e S2. Os resultados do teste germinativo apontaram que não houve interferência na velocidade de germinação nem no percentual de germinação com relação aos tratamentos analisados, uma vez que não houve diferença estatística entre o tratamento controle e os tratamentos com microalgas e com ácido giberélico. O ácido giberélico obteve melhor resultado na altura de plântulas, diferenciando-se estatisticamente dos demais (10,10 cm) seguido pelos bioestimulantes, que alcançaram comprimento de até 8,85 cm e foram estatisticamente superiores em relação ao controle. Nas massas fresca e seca da parte aérea, os 25 maiores valores foram encontrados nos tratamentos com ácido giberélico (3,35 g de massa fresca e 0,30 g de massa seca) e com o bioestimulante S1 (3,27 g de massa fresca e 0,28 g de massa seca), que se igualaram e diferiram estatisticamente dos demais. Portanto, conclui-se que o tratamento com microalgas foi eficiente para a remoção de poluentes em ARBB. Também se observa que a utilização da ARBB tratada pode gerar benefícios para as plântulas de milho, promovendo crescimento da parte aérea e, consequentemente, aumentando a matéria fresca e seca das plantas |
| Abstract: | Industries producing fertilizers and biological pesticides generate effluents with significant potential to pollute water resources, necessitating the treatment of these materials. Consequently, biological treatment using microalgae offers a novel alternative for the bioremediation of this wastewater, while also providing the potential to obtain bio-inputs—such as biostimulants—at the end of the process. This study evaluated the performance of microalgal biostimulants—produced in wastewater from biopesticide and biofertilizer manufacturing (ARBB)—on the germination and early development of maize seedlings (cv. AG1051). Pollutant concentrations, including Total Nitrogen (TN), Chemical Oxygen Demand (COD), and Phosphorus (P), were quantified in the effluent used as the culture medium for producing the biostimulants. Following cultivation, three biostimulant-containing solutions were prepared: S1 (ARBB + microalgae); S2 (ARBB + microalgae solution concentrated by removing 50% of the liquid phase using ferric chloride); and S3 (containing only the liquid phase removed from S2). Phytohormone levels were quantified in all three solutions. Germination tests were conducted in a BOD incubator over a 7-day period, comparing treatments S1, S2, and S3 against gibberellic acid and a control (distilled water). A completely randomized design was employed with five replicates of 80 seeds each, totaling 2,000 tested seeds. The parameters analyzed included germination percentage, germination speed index, seedling height, root length, and the fresh and dry mass of both roots and shoots. High pollutant removal efficiency from the raw effluent was observed following microalgae treatment, achieving removal rates of 79.75%, 98.29%, and 99.18% for P, TN, and COD, respectively. Phytohormones belonging to the gibberellin, cytokinin, auxin, and abscisic acid classes were detected in biostimulants S1 and S2. Germination test results indicated no interference with either the germination rate or the germination percentage across the analyzed treatments, as there was no statistical difference between the control treatment and the treatments involving microalgae and gibberellic acid. Gibberellic acid yielded the best results regarding seedling height, differing statistically from the others (10.10 cm), followed by the biostimulants, which reached lengths of up to 8.85 cm and were statistically superior to the control. Regarding shoot fresh and dry mass, the 25 highest values were found in the treatments with gibberellic acid (3.35 g fresh mass and 0.30 g dry mass) and with biostimulant S1 (3.27 g fresh mass and 0.28 g dry mass); these performed similarly to each other and differed statistically from the others. Therefore, it is concluded that the microalgae treatment was efficient for pollutant removal from ARBB. It is also observed that the use of treated ARBB can benefit maize seedlings, promoting shoot growth and, consequently, increasing plant fresh and dry mass. |
| URI: | http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26030 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Engenharia Agrícola e Ambiental |
Se for cadastrado no RIMA, poderá receber informações por email.
Se ainda não tem uma conta, cadastre-se aqui!
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| ANDRESSA BLASI PAIVA.pdf | 1,8 MB | Adobe PDF | Abrir |
Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.