Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26152
Registro completo de metadados
Campo DCValorIdioma
dc.contributor.authorSouza, Beatriz Teixeira de-
dc.date.accessioned2026-08-21T19:57:55Z-
dc.date.available2026-08-21T19:57:55Z-
dc.date.issued2025-08-29-
dc.identifier.citationSOUZA, Beatriz Teixeira. Trajetórias Negras: intersecção de raça, gênero e educação no Programa de Pós-graduação em Geografia da UFRRJ. 2025. 170 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Instituto Multidisciplinar, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, RJ. 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26152-
dc.description.abstractA pesquisa tem como foco apresentar reflexão sobre a presença de mulheres negras no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Por meio das narrativas educacional e de vida de seis mulheres negras ingressas no mestrado (incluo-me nesse grupo), analisaram-se as questões que permeiam nossos corpos e identidades. Ao percorrer historicamente, observou-se que a situação da mulher negra na sociedade, especialmente na brasileira, é atravessada pela exploração, dominação e inferioridade. Nesta pesquisa recorremos à interseccionalidade como método de desobediência epistemológica. A resistência e a libertação que acompanham as reflexões do feminismo negro subsidiarão as análises. Ao analisarmos os eixos de opressões sofridas pelas mulheres negras desde o período escravagista até os dias atuais, observamos que as intersecções se colocam na trajetória de vida e educacional em diferentes momentos e espaços sociais, inclusive considerando aqui o espaço escolar e acadêmico, por onde nossas interlocutoras passaram a maior parte de suas vidas, os quais também são impactados pelo racismo estrutural e pelo sexismo, promovendo o apagamento, sub-representação e subvalorização, o que contribui para deslegitimar saberes e vivências negras. Como mostram os dados analisados neste estudo, percebe-se que o número de mulheres negras concorrendo ao programa de pós-graduação em Geografia (Mestrado) ainda é inferior quando comparado ao número de homens e mulheres brancas. Portanto, observou-se nesta pesquisa que o racismo estrutural e o sexismo atravessam a vida de mulheres negras no ensino superior, lançando-as às “duplas ou triplas opressões” (Anzaldúa,2000; Gonzalez, 2020) ao longo de toda sua trajetória, como revelam as narrativas de mulheres negras neste estudo, acarretando danos, prejuízos psíquicos e dificuldade de reconhecimento dentro do espaço acadêmico. Ao mesmo tempo, revela um caminho de superação e resistência ao longo do percurso de violências racistas vivenciados por essas mulheres. A pesquisa buscou romper com metodologias unívocas, cristalizadas e que negligenciam as subjetividades das experiências de vidas negras, sendo guiada por uma perspectiva interseccional para analisar os eixos de opressões que envolvem a vida de nossas entrevistadas, mulheres negras ingressas no programa de mestrado. Sendo assim, o trabalho demonstra a trajetória de mulheres negras até a Pós-Graduação, retratando suas vivências e expectativas por mudanças através da educação. As narrativas revelam os efeitos do racismo estrutural e do sexismo no cotidiano. Bem como a necessidade da construção de políticas públicas de permanência, antirracista e emancipatória dentro da universidade.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal Rural do Rio de Janeiropt_BR
dc.subjectmulheres negraspt_BR
dc.subjecttrajetórias educacionaispt_BR
dc.subjectpós-graduaçãopt_BR
dc.subjectblack womenpt_BR
dc.subjecteducational trajectoriespt_BR
dc.subjectgraduate studiespt_BR
dc.titleTrajetórias Negras: intersecção de raça, gênero e educação no Programa de Pós-graduação em Geografia da UFRRJpt_BR
dc.title.alternativeBlack Trajectories: The Intersection of Race, Gender, and Education in the Graduate Program in Geography at UFRRJen
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.description.abstractOtherThe research focuses on reflecting on the presence of black women in the Graduate Program in Geography at the Federal Rural University of Rio de Janeiro. Through the educational and life narratives of six black women enrolled in the master's program (I include myself in this group), we analyzed the issues that permeate our bodies and identities. Historically, it has been observed that the situation of black women in society, especially in Brazil, is marked by exploitation, domination, and inferiority. In this research, we resort to intersectionality as a method of epistemological disobedience. The resistance and liberation that accompany the reflections of black feminism will support the analyses. When analyzing the axes of oppression suffered by black women from the period of slavery to the present day, we observed that the intersections occur in life and educational trajectories at different moments and in different social spaces, including the school and academic spaces where our interlocutors spent most of their lives, which are also impacted by structural racism and sexism, promoting erasure, underrepresentation, and undervaluation, which contributes to delegitimizing black knowledge and experiences. As the data analyzed in this study show, it is clear that the number of black women applying to the graduate program in Geography (Master's) is still lower when compared to the number of white men and women. Therefore, this research observed that structural racism and sexism permeate the lives of black women in higher education, subjecting them to “double or triple oppression” (Anzaldúa, 2000; Gonzalez, 2020) throughout their entire trajectory, as revealed by the narratives of black women in this study, causing damage, psychological harm, and difficulty in gaining recognition within the academic space. At the same time, it reveals a path of overcoming and resistance throughout the course of racist violence experienced by these women. The research sought to break with univocal, crystallized methodologies that neglect the subjectivities of black life experiences, guided by an intersectional perspective to analyze the axes of oppression that involve the lives of our interviewees, black women enrolled in the master's program. Thus, the work demonstrates the trajectory of black women to graduate school, portraying their experiences and expectations for change through education. The narratives reveal the effects of structural racism and sexism in everyday life. As well as the need to build public policies for permanence, anti-racism, and emancipation within the university.en
dc.contributor.advisor1Guimarães, Geny Ferreira-
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0003-2147-1197pt_BR
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0959221310519854pt_BR
dc.contributor.referee1Guimarães, Geny Ferreira-
dc.contributor.referee2Oliveira, Anita Loureira de-
dc.contributor.referee3Souza, Lorena Francisco de-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9063472416297763pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto Multidisciplinar de Nova Iguaçupt_BR
dc.publisher.initialsUFRRJpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Geografiapt_BR
dc.subject.cnpqGeografiapt_BR
Aparece nas coleções:Mestrado em Geografia

Se for cadastrado no RIMA, poderá receber informações por email.
Se ainda não tem uma conta, cadastre-se aqui!

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
2025 - Beatriz Teixeira de Souza.pdf2,68 MBAdobe PDFAbrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.