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Tipo do documento: Dissertação
Título : Trajetórias Negras: intersecção de raça, gênero e educação no Programa de Pós-graduação em Geografia da UFRRJ
Otros títulos : Black Trajectories: The Intersection of Race, Gender, and Education in the Graduate Program in Geography at UFRRJ
Autor : Souza, Beatriz Teixeira de
Orientador(a): Guimarães, Geny Ferreira
Primeiro membro da banca: Guimarães, Geny Ferreira
Segundo membro da banca: Oliveira, Anita Loureira de
Terceiro membro da banca: Souza, Lorena Francisco de
Palabras clave : mulheres negras;trajetórias educacionais;pós-graduação;black women;educational trajectories;graduate studies
Área(s) do CNPq: Geografia
Idioma: por
Fecha de publicación : 29-ago-2025
Editorial : Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto Multidisciplinar de Nova Iguaçu
Programa: Programa de Pós-Graduação em Geografia
Citación : SOUZA, Beatriz Teixeira. Trajetórias Negras: intersecção de raça, gênero e educação no Programa de Pós-graduação em Geografia da UFRRJ. 2025. 170 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Instituto Multidisciplinar, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, RJ. 2025.
Resumen : A pesquisa tem como foco apresentar reflexão sobre a presença de mulheres negras no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Por meio das narrativas educacional e de vida de seis mulheres negras ingressas no mestrado (incluo-me nesse grupo), analisaram-se as questões que permeiam nossos corpos e identidades. Ao percorrer historicamente, observou-se que a situação da mulher negra na sociedade, especialmente na brasileira, é atravessada pela exploração, dominação e inferioridade. Nesta pesquisa recorremos à interseccionalidade como método de desobediência epistemológica. A resistência e a libertação que acompanham as reflexões do feminismo negro subsidiarão as análises. Ao analisarmos os eixos de opressões sofridas pelas mulheres negras desde o período escravagista até os dias atuais, observamos que as intersecções se colocam na trajetória de vida e educacional em diferentes momentos e espaços sociais, inclusive considerando aqui o espaço escolar e acadêmico, por onde nossas interlocutoras passaram a maior parte de suas vidas, os quais também são impactados pelo racismo estrutural e pelo sexismo, promovendo o apagamento, sub-representação e subvalorização, o que contribui para deslegitimar saberes e vivências negras. Como mostram os dados analisados neste estudo, percebe-se que o número de mulheres negras concorrendo ao programa de pós-graduação em Geografia (Mestrado) ainda é inferior quando comparado ao número de homens e mulheres brancas. Portanto, observou-se nesta pesquisa que o racismo estrutural e o sexismo atravessam a vida de mulheres negras no ensino superior, lançando-as às “duplas ou triplas opressões” (Anzaldúa,2000; Gonzalez, 2020) ao longo de toda sua trajetória, como revelam as narrativas de mulheres negras neste estudo, acarretando danos, prejuízos psíquicos e dificuldade de reconhecimento dentro do espaço acadêmico. Ao mesmo tempo, revela um caminho de superação e resistência ao longo do percurso de violências racistas vivenciados por essas mulheres. A pesquisa buscou romper com metodologias unívocas, cristalizadas e que negligenciam as subjetividades das experiências de vidas negras, sendo guiada por uma perspectiva interseccional para analisar os eixos de opressões que envolvem a vida de nossas entrevistadas, mulheres negras ingressas no programa de mestrado. Sendo assim, o trabalho demonstra a trajetória de mulheres negras até a Pós-Graduação, retratando suas vivências e expectativas por mudanças através da educação. As narrativas revelam os efeitos do racismo estrutural e do sexismo no cotidiano. Bem como a necessidade da construção de políticas públicas de permanência, antirracista e emancipatória dentro da universidade.
Abstract: The research focuses on reflecting on the presence of black women in the Graduate Program in Geography at the Federal Rural University of Rio de Janeiro. Through the educational and life narratives of six black women enrolled in the master's program (I include myself in this group), we analyzed the issues that permeate our bodies and identities. Historically, it has been observed that the situation of black women in society, especially in Brazil, is marked by exploitation, domination, and inferiority. In this research, we resort to intersectionality as a method of epistemological disobedience. The resistance and liberation that accompany the reflections of black feminism will support the analyses. When analyzing the axes of oppression suffered by black women from the period of slavery to the present day, we observed that the intersections occur in life and educational trajectories at different moments and in different social spaces, including the school and academic spaces where our interlocutors spent most of their lives, which are also impacted by structural racism and sexism, promoting erasure, underrepresentation, and undervaluation, which contributes to delegitimizing black knowledge and experiences. As the data analyzed in this study show, it is clear that the number of black women applying to the graduate program in Geography (Master's) is still lower when compared to the number of white men and women. Therefore, this research observed that structural racism and sexism permeate the lives of black women in higher education, subjecting them to “double or triple oppression” (Anzaldúa, 2000; Gonzalez, 2020) throughout their entire trajectory, as revealed by the narratives of black women in this study, causing damage, psychological harm, and difficulty in gaining recognition within the academic space. At the same time, it reveals a path of overcoming and resistance throughout the course of racist violence experienced by these women. The research sought to break with univocal, crystallized methodologies that neglect the subjectivities of black life experiences, guided by an intersectional perspective to analyze the axes of oppression that involve the lives of our interviewees, black women enrolled in the master's program. Thus, the work demonstrates the trajectory of black women to graduate school, portraying their experiences and expectations for change through education. The narratives reveal the effects of structural racism and sexism in everyday life. As well as the need to build public policies for permanence, anti-racism, and emancipation within the university.
URI : http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26152
Aparece en las colecciones: Mestrado em Geografia

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