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Tipo do documento: Dissertação
Título : Sujeitos amedrontado(re)s: medo do anti- normativo que nos habita ou pode nos habitar
Otros títulos : Frightened/frightening individuals: fear of the anti-normative that dwells within or could inhabit us
Autor : Afonso, Nathália Santa Rita
Orientador(a): Silva Junior, Aureliano Lopes da
Primeiro membro da banca: Silva Junior, Aureliano Lopes da
Segundo membro da banca: Guerreiro, Raquel de Oliveira
Terceiro membro da banca: Uziel, Anna Paula
Quarto membro da banca: Silva, Daniele Andrade da
Palabras clave : afetos;gênero;medo;sexualidade;sofrimento ético-político;subjetividades LGBTQIA+;affection;ethical-political suffering;fear;gender;LGBTQIA+ subjectivities;sexuality.
Área(s) do CNPq: Psicologia
Idioma: por
Fecha de publicación : 29-may-2026
Editorial : Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Educação
Programa: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Citación : AFONSO, Nathalia Santa Rita. Sujeitos amedrontado(re)s: medo do anti-normativo que nos habita ou pode nos habitar. 2026. 74 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Instituto de Educação, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2026.
Resumen : Falar sobre o medo é falar sobre afetos; discutir sobre emoções é também discutir questões ético-políticas e falar de um sofrimento ético-político (Sawaia, 1999) é falar sobre a dor social de ser colocado no lugar de abjeto, como postulado por Butler (1993). Por isso falar sobre o medo, afeto que é comum a todos nós, é também falar sobre a utilização desse sentimento para controlar corpos minorizados, perpetuando nosso sofrimento. Todos tememos, faz parte da nossa realidade enquanto seres humanos, é um afeto fundamental à nossa preservação enquanto espécie, ter medo faz com que nós possamos evitar situações de perigo. Mas o que acontece quando esse afeto que nos ajuda na nossa autopreservação é utilizado contra nós? Desta forma, o presente trabalho objetiva refletir sobre como o medo atravessa sujeitos LGBTQIA+, sobre como o medo pode ser uma ferramenta de controle de corpos minoritários de direitos, corpos que vivem à margem da sociedade ou corpos abjetos. É na tensão do medo afeto individual e do medo afeto coletivo/social, que começo a refletir sobre a construção de sujeitos LGBTQIA+ enquanto amedrontados e amedrontadores. Trata-se de uma pesquisa qualitativa constituída por pesquisa bibliográfica e reflexão teórica sobre o tema, estruturada em torno dos seguintes eixos: 1) especificar o que é o medo e como ele aparece na História e no imaginário social da sociedade ocidental; 2) tentativa de uma genealogia da norma e como o sujeito LGBTQIA+ é subjetivado a partir de instituições normativas, que movimentos ele faz para transgredir ou reiterar a norma; 3) reflexão sobre novas possibilidades, o que sujeitos amedrontados e amedrontadores poderiam produzir como potência? Qual a potência positiva do medo? Seríamos então corajosos exatamente por termos medo? Seria o medo também um afeto que gera movimento, para além de apenas sobreviver? Assim, pretende-se como resultado refletir sobre a gestão do medo na constituição das subjetividades LGBTQIA+ no Brasil contemporâneo.
Abstract: Talking about fear is talking about affection; discussing emotions is also discussing ethical-political matters e talking about ethical-political suffering (Sawaia, 1999), is talking about the social pain of being put in a place of abjection, as theorized by Butler (1993). For this reason talking about fear, an affection common to all of us, is also talking about the utilization of this sentiment to control minimized bodies, perpetuating our suffering. We all fear, is part of our reality as human beings, is a fundamental affection for our preservation as a species, being afraid makes us avoid dangerous situations. But what happens when this affection that helps in our self preservation is used against us? Thus, the present essay has the objective of reflecting about how fear crosses subjects LGBTQIA+, about how fear can be an apparatus used to control minority rights bodies, bodies that live at the edge of society or abject bodies. It’s in the tension of fear as an individual affection and of fear a collective/social affection, that I start to ponder about the construction of LGBTQIA+ subjects as frightened and frightening. This is a qualitative research constituted by bibliographical research and theoretical reflection of the theme, structured around the following axes: 1) specifying what is fear and how it appears in History and the social imaginary of western society; 2) attempt at a genealogy of the norm and how the LGBTQIA+ subject is subjectified from normative institutions and what movements they do to trespass or reaffirm the norm; 3) a reflection on new possibilities, what can frightened and frightening subjects generate as power? What is the positive power of fear? Could we be courageous exactly because we are afraid? Could fear also be an affection that generates movements other than those necessary for survival? Thus the aim for a result is to ponder on the management of fear on the constitution of LGBTQIA+ subjectivities in contemporary Brasil.
URI : http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26808
Aparece en las colecciones: Mestrado em Psicologia

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