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Tipo do documento: Tese
Título: Estudo epidemiológico e laboratorial das principais hemoparasitoses endêmicas de cães atendidos em clínicas veterinárias do Rio de Janeiro, Brasil
Título(s) alternativo(s): Epidemiological and laboratory study of the main endemic hemoparasitosis in dogs treated at veterinary clinics in Rio de Janeiro, Brazil
Autor(es): Silva, Silvio Rodrigues da
Orientador(a): Bomfim, Teresa Cristina Bergamo do
Primeiro coorientador: Tassinari, Wagner de Souza
Primeiro membro da banca: Baêta, Bruna de Azevedo
Segundo membro da banca: Bomfim, Teresa Cristina Bergamo do
Terceiro membro da banca: Cunha, Nathalie Costa da
Quarto membro da banca: Barros, Luciano Antunes
Quinto membro da banca: Santos, Helena Lúcia Carneiro
Palavras-chave: Ehrlichia spp.;Anaplasma spp.;Babesia spp.;epidemiologia;diagnósticos de hemoparasitoses;epidemiology;diagnostic methods;Hemoparasitosis
Área(s) do CNPq: Parasitologia
Idioma: por
Data do documento: 3-jun-2022
Editor: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Veterinária
Programa: Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias
Citação: SILVA, Silvio Rodrigues da. Estudo epidemiológico e laboratorial das principais hemoparasitoses endêmicas de cães atendidos em clínicas veterinárias do Rio de Janeiro, Brasil. 2022. 209 f. Tese (Doutorado em Ciências Veterinárias) - Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2022.
Resumo: A clínica veterinária de pequenos animais desempenha importante papel no diagnóstico, tratamento, controle e profilaxia das principais enfermidades que acometem os cães. As hemoparasitoses representam a enfermidade parasitária mais comum, independente do sexo, idade e raça, sendo considerada endêmica no Rio de Janeiro. O primeiro capítulo teve como objetivo analisar os aspectos laboratoriais e epidemiológicos envolvidos na prevalência de hemoparasitos. Animais com trombocitopenia, monócitos ativados e anêmicos, foram os que apresentaram maior risco de infecção por hemoparasitos, sendo que os aspectos relevantes foram o porte do animal e presença de carrapatos. O segundo capítulo apresentou como objetivo analisar a soroprevalência dos principias hemoparasitos na clínica de pequenos animais em cinco clínicas veterinárias utilizando o kit Snap 4Dx®Plus. Dos 1.132 exames a soroprevalências de hemoparasitos foi de 44,3% para pelo menos um agente, sendo Ehrlichia spp. (33,3%), com maior prevalência, seguida de Dirofilaira immitis (7,1%), Anaplasma spp. (3,7%) e B. burgdorferi (0,3%). Nos casos de coinfecções, a soroprevalência foi de 16,2 %, sendo a maior de Ehrlichia spp. + Anaplasma spp. (7,9 %). O terceiro capítulo, objetivou analisar o perfil de cães suspeitos de hemoparasitoses, Ehrlichia spp., Anaplasma spp. e Babesia spp. na rotina da clínica médica. Amostras de 70 cães domiciliados foram coletadas e realizadas associações entre animais positivos e negativos nos testes sorológicos e molecular, diante dos principais sinais clínicos. Todos os animais incluídos, apresentavam pelo menos três sinais clínicos e alterações laboratoriais sugestivas de hemoparasitose. As amostras de sangue foram analisadas por esfregaço, sorologia e qPCR. A prevalênciade Ehrlichia spp. foi de 34,3% e 37,1%, Anaplasma spp. 11,4% e 11,4% e Babesia spp. 11,6% e 8,6% na sorologia e qPCR respectivamente. O parasitismo geral dos tres agentes para as tres técnicas variou entre 1,4% a 65,7 %. Não houve diferenca significativa entre os testes de Sorologia e Biologia molecular. Animais com epistaxe foram 100% positivos para Ehrlichia spp. na Sorologia e 80% na PCR. A associação entre sorologia, PCR, sinais clinicos e hematológicos foi decisivo para identificar e selecionar o perfil dos cães com percentual de animais expostos e doentes 6 vezes maior que o de animais não expostos e sadios permitindo a tomada de decisão para inicio de tratamento.
Abstract: The small animal veterinary practice plays a crucial role in the diagnosis, treatment, control, and prevention of major diseases affecting dogs. Hemoparasitic infections are the most common parasitic diseases—regardless of sex, age, or breed—and are considered endemic in Rio de Janeiro. The first chapter aimed to analyze the laboratory and epidemiological aspects associated with hemoparasite prevalence. Animals presenting with thrombocytopenia, activated monocytes, and anemia were at the highest risk of hemoparasite infection; key associated factors included the animal's size and the presence of ticks. The second chapter aimed to analyze the seroprevalence of major hemoparasites across five small animal veterinary clinics using the SNAP 4Dx® Plus kit. Among 1,132 tests, the seroprevalence for at least one hemoparasite agent was 44.3%, with *Ehrlichia* spp. showing the highest prevalence (33.3%), followed by *Dirofilaria immitis* (7.1%), *Anaplasma* spp. (3.7%), and B. burgdorferi (0.3%). Regarding coinfections, the seroprevalence was 16.2%, with the most common combination being *Ehrlichia* spp. plus *Anaplasma* spp. (7.9%). The third chapter aimed to analyze the profile of dogs suspected of harboring hemoparasites (*Ehrlichia* spp., *Anaplasma* spp., and *Babesia* spp.) within a clinical practice setting. Samples were collected from 70 owned dogs, and associations were examined between positive and negative results from serological and molecular tests in relation to key clinical signs. All enrolled animals exhibited at least three clinical signs and laboratory abnormalities suggestive of hemoparasitic infection. Blood samples were analyzed via smear examination, serology, and qPCR. The prevalence rates were 34.3% and 37.1% for *Ehrlichia* spp., 11.4% and 11.4% for Anaplasma spp., and 11.6% and 8.6% for *Babesia* spp., based on serology and qPCR, respectively. Overall positivity for the three agents across the three techniques ranged from 1.4% to 65.7%. There was no significant difference between the serological and molecular biology tests. Animals presenting with epistaxis tested 100% positive for *Ehrlichia* spp. via serology and 80% via PCR. The combination of serology, PCR, and clinical and hematological signs was crucial for profiling the dogs, identifying a higher percentage of exposed and diseased animals compared to unexposed and healthy ones, thereby facilitating decision-making and the initiation of treatment.
URI: http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/26823
Aparece nas coleções:Doutorado em Ciências Veterinárias

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